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A máquina de contar histórias

Maurício Gomyde
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje vamos conversar sobre A máquina de contar histórias que li para o Desafio Livrada para a categoria de autor do seu estado, no caso, sou paulista e o Maurício Gomyde também.

O livro conta a história de Vinícius Becker, uma espécie de Nicholas Sparks brasileiro, que escreve romances românticos de grande sucesso, no entanto, ele tem uma forma muito técnica e cientifica de escrever usando formulas previamente testadas e pensadas para causar emoção, o que na verdade não me parece diferente do que acontece nos livros desse gênero.

Logo no inicio da história a esposa do Vinícius falece e ele descobre uma fita de vídeo onde a esposa revela seus maiores desejos. No entanto, durante a doença da esposa ele havia se mantido muito a distancia, e em decorrência disso ele acaba se afastando das filhas e passa a ter um relacionamento bastante complicado especialmente com a filha mais velha. Portanto, o livro narra a busca do pai por reconquistar o amor de suas filhas e reconstruir a sua família.

Eu escolhi esse livro, pois já tinha ouvido falar sobre o autor, mas nunca tinha lido nada e sinto falta de dar chance para contemporâneos brasileiros, mas sinceramente, não achei o livro nem um pouco excepcional. Eu li ele no momento certo, durante uma viagem (geralmente prefiro leituras leves e sem grandes dificuldades) e acho que isso foi o que mais favoreceu o livro aos meus olhos e eu consegui me divertir.

Achei o desenvolvimento dos personagens muito rasos. O Vinícius, um esnobe, a mudança brusca na atitude da Valentina no final do livro para mim me pareceu injustificada, sem falar que ela era bem chatinha. A Vida eu até achei fofa, mas na verdade ela não foi tão relevante para a história.

Apesar disso, o autor tem uma escrita fluída e a leitura transcorre sem dificuldades, mas não esperem grande profundidade.

A edição esta bem fofinha.. a capa tem relação com a história e a diagramação e os detalhes internos também ficaram muito bonitos.

Livro: A máquina de contar histórias
Autor: Maurício Gomyde
Editora: Novas Páginas
191 páginas

Por hoje é isso,

Até a próxima,

Dani Moraes


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As crônicas marcianas

Ray Bradbury
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre a leitura de As crônicas Marcianas do
Ray Bradbury, esse livro vai contar a história da colonização de Marte.

O livro inicia em 1999 quando a Terra esta passando por um momento muito ruim com grandes guerras, esgotamento dos recursos naturais e destruição do meio ambiente, então colonizar um outro planeta como Marte parece uma boa ideia.

O livro é composto por diferentes capítulos, cada um deles independente entre si e contando uma parte da história da colonização, funcionando como as crônicas que dão nome ao livro, apesar das histórias serem independentes e elas tem uma continuidade dando um sentido ao todo.

A principal discussão do livro é o comportamento humano e sua capacidade destrutiva tanto do seu meio ambiente como das próprias relações representadas por um governo opressor e censurador. O interessante da ficção cientifica é justamente nos apresentar uma visão de futuro que muitas vezes nos choca, mas que faz todo o sentido quando refletimos sobre o comportamento humano.

A escrita do Ray é maravilhosa, muito intrigante e a leitura flui muito, e assim, como aconteceu quando eu li Fahrenheit 451 a leitura me pegou e eu não conseguia parar especialmente em alguns capítulos.

Sendo que, alguns desses capítulos são especialmente interessantes e merecem uma menção especial. Logo no inicio somos apresentados as primeiras expedições e tentativas de colonização de Marte e conhecemos os marcianos, que são seres minimamente peculiares e que tem atitudes bastante drásticas, na verdade, a crônica que nos apresenta a terceira expedição chega a ser assustadora trazendo um terror psicológico e é incrível a forma que você vai descobrindo junto com o personagem o que esta acontecendo esse com certeza é um dos melhores capítulos.

Um outro que chamou muito a minha a atenção foi o capítulo chamado Usher 2, que vai nos contar a história de um homem que construiu uma casa inspirada na obra de Edgar Alan Poe, nesse capítulo temos a semente daquilo que seria construído e desenvolvido mais tarde pelo autor em Fahrenheit 451.

Outra crônica que merece um comentário é a chamada Flutuando no espaço, o livro foi escrito nos anos 50, quando a luta pelos direitos civis ainda estava rolando nos EUA e esse é um capitulo que pode ter incomodado algumas pessoas, mas que deve ter deixado os negros bastante satisfeitos.

O marciano é outra crônica que precisa ser mencionada onde se discute a necessidade humana de se sentir amada e que para satisfazer esse desejo muitas vezes não nos importamos que a relação não seja real, não é a toa que vemos tantas pessoas se enganando por aí e permanecendo em relações potencialmente destrutivas simplesmente para satisfazer essa necessidade nem que seja com um fantoche, uma arremedo que esteja tão distante da realidade.

O livro como um todo é muito bom e o final não é nada previsível e dá aquele gostinho amargo na boca e um friozinho no coração pelo destino da humanidade como um todo. Ou seja, esse é um livro mais que recomendado.

Livro: As crônicas marcianas
Autor: Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
292 páginas

Vale mencionar que esse livro foi lido para o Desafio Livrada como livro maluco.

Por hoje é isso,

Dani Moraes

Nas redes sociais:
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O país das Neves

Yasunari Kawabata

Olá pessoal, tudo bem?
O livro tema de hoje do post está contando para muitos projetos e desafios diferentes: Desafio do Skoob - título com 3 palavras (artigo não conta), Livrada - Ganhador de Prêmio Nobel, Minhas Metas e Projeto Lendo o Mundo - Japão.

O livro conta a história de Shimamura, um intelectual que vive do dinheiro da família e que um dia vai visitar o país das Neves, uma região muito fria no Japão, onde conhece a gueixa Komako e passa a visita-la com frequência. Nessa história há uma terceira ponta formando uma espécie de triângulo amoroso não declarado representado por Yoko, uma jovem misteriosa que logo chamou a atenção do protagonista.

Eu ouvi falar muito bem do autor, mas sendo sincera eu não gostei tanto assim. Os personagens não me cativaram, o personagem masculino é na maior parte do tempo muito frio e distante e o pouco que sabemos sobre ele não é nem um pouco galante. Komako é o oposto ela é apaixonada e vibrante, mas ao mesmo tempo é meio inconstante, muitas vezes agindo feito louca. Yoko temos tão poucas informações e a conhecemos tão superficialmente que fica difícil de se apegar.

O melhor do livro são as descrições vívidas e poéticas, a escrita é bastante poética e transporta para aquelas paisagens. Outro ponto bastante interessante são as descrições de aspectos culturais como a confecção de um tipo específico de pano que utiliza a própria neve no processo de "curagem", além dos costumes que envolvem as próprias gueixas.

" O reflexo do espelho não era suficiente para apagar a claridade de fora, nem está, forte o bastante para ofuscar a imagem refletida no espelho. A claridade passava como um relâmpago pelo seu rosto, mas não era suficiente para ilumina-lo. A luz era fria e distante."

Resumindo eu gostei de ter lido, mas não morri de amores pela leitura e autor.

A minha edição é da Estação Liberdade e foi traduzida diretamente do japonês.

Livro: O país das Neves
Autor: Yasunari Kawabata
Editora: Estação Liberdade
156 páginas

É vocês conhecem esse autor? Já leram esse livro?

Por hoje é isso,

Até a próxima,

Dani Moraes

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Desafio Livrada


Olá Pessoal, tudo bem?

Demorei bastante a decidir participar desse desafio, porque já estou sendo ambiciosa demais com relação as minhas metas, no entanto, os desafios são tão interessantes e pensei que essa pode ser uma boa forma de me estimular a ler mais.

Se você não conhece esse desafio é proposto pelo Yuri do canal e site livrada, onde ele propõe: 14 temas e o ultimo desafio é um livro escolhido por ele. E aqui vão as minhas escolhas para cada categoria (alguns livros já estão em outros desafio, mas são poucos):

1 - Ganhador de prémio Nobel: O país das Neves (Yasunari Kawabata)


Escolhi esse porque faz muito tempo que tenho em casa e preciso tirar da estante.

2 - Um livro Russo: Recordações da casa dos mortos - Dostoiévski


Escolhi esse porque é o único livro russo curto que tenho (o outro é Os irmãos Karamazov) e já me comprometi com muitos calhamaços esse ano e nunca li nada do Dostoievski.

3 - Um cânone da literatura ocidental: O conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas


Essa leitura já esta em andamento e esta uma delicia e há alguma dúvida de que se trata de um cânone?

4 - Uma novela: Novela da Ciganinha (Novelas Exemplares) - Miguel de Cervantes


Vou ler a primeira novela desse livro lindo que estou com muita vontade de ler, mas não garanto que terminarei de ler o livro.

5 - Um livro que você não sabe o por que tem: O espião que saiu do frio - John Le Carré


Eu ganhei esse livro em um sorteio, mas já não me lembro mais o que me levou a me interessar por essa história.

6 - Um autor do seu estado: A máquina de contar histórias - Maurício Gomyde


Sou paulista e resolvi escolher um autor contemporâneo para conhecer um pouco da escrita.

7 - Um livro publicado por uma editora independente: Meu nome é Will - Jess Winfield (Prumo)


Acho que é uma editora independente, nunca ouvi falar e já tenho a um bom tempo comprado em uma promoção, então hora de ler, certo?

8 - Uma ficção histórica: A montanha e o rio - Da Chen


Lido. Resenha.

9 - Um livro maluco: As crônicas marcianas - Ray Bradbury


Um livro que quando lido fez com que toda uma população acreditasse que a Terra estava sendo invadida por extraterrestres, deve ser bem maluco, mesmo.

10 - Um livro que todo mundo já leu menos você: O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde


Pois é, todo mundo menos ou eu...

11 - Um autor elogiado por um escritor de quem você gosta: Dom Quixote de La Mancha - Miguel de Cervantes


Esse livro é muito citado nas obras do Machado de Assis, inclusive com citações diretas e por isso, foi o meu escolhido, inclusive já estou lendo.

12 - Um livro bobo: Quem é você, Alasca? - John Green


Não que eu realmente ache o John Green bobo, mas tem gente que acha YA bobo, então o escolhi.

13 - Um romance de formação: Dom Casmurro - Machado de Assis


Vamos que vamos de Machadinho e para chegar no Dom Casmurro tenho que ler outros dois livros e damos um gás no projeto Machado.

14 - Um livro esgotado: O colecionador - John Fowles


Tenho muita curiosidade de ler esse livro e o lerei no celular, porque ele esta esgotado e não tenho cópia física.

15 - As aventuras do bom soldado Svejk - Jaroslav Hasek

Essa é a escolha do Yuri.

Bom é isso,
E vocês vão fazer participar do desafio?

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A montanha e o rio

Da Chen
 

Olá Pessoal, tudo bem ?

Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre esse livro que vai contar para muitos dos desafios aqui do blog (ou seja estou roubando...rsrs...) é o livro do mês do desafio do Skoob, mas também estava nas minha metas literárias e vai contar para o Livrada que ainda não liberei minha TBR. E além de tudo isso, ele é meu livro da China do Desafio lendo o Mundo...ufaaa....

O livro se passa na China entre 1960 e 1998, dessa forma, vamos acompanhar um momento histórico muito importante da China. Em 1960 estávamos no auge da Revolução Cultural e no governo de Maó Tsé Tung e nesse período duas das famílias mais importantes eram: Long (banqueiros) e Xia (exercito) e da união dessas duas famílias nasceu o Tan já com uma promessa de um grande futuro.  Em contraponto ao Tan temos Shento, o garoto nascido em meio a um desastre, enquanto sua mãe tentava se matar e salvo por um milagre.  O que une esses dois personagens? Shento é o filho bastardo de Ding Long, o grande general pai de Tan.

O livro é então escrito alternando o ponto de vista dos dois garotos e mais ou menos do meio do livro para frente começam a aparecer pequenos capítulos contados por Sumi, uma outra personagem de grande importância para a história, mas ainda assim, o livro é prioritariamente contado sob o ponto de vista dos dois.

A medida que a história vai passando vamos acompanhando a história desses irmãos, porém trazendo como pano de fundo a história da própria China. A princípio,  parece que teremos aquele cliché: o irmão bastardo tudo sofre enquanto o outro segue em sua vida de privilégios, mas a medida que a condição politica e social da China vai se alterando a vida dos irmãos também vai.

Os irmãos personificam uma China dividida, cada um representando o novo e o velho, a antiga ordem social e o vanguardismo que se apresenta. E o interessante é que com o passar do livro esses irmãos alternam de posição muitas vezes.

Vemos aqui representados alguns momentos históricos importantes como: a derrocada do sistema de governo de Maó e da revolução cultura, o inicio da abertura econômica e o massacre ocorrido na praça da paz celestial, mas é claro que, as razões e motivos são alterados para se adequarem a ficção criada e a vida desses dois irmãos, no entanto, não deixa de ser uma boa forma de se ter um retrato da China.

Gostei bastante do livro, a leitura é fluída, uma critica é que você não sente muita diferença no tom de quando o livro é contado pelo Shento ou Tan, mas isso não atrapalha a leitura. Tenho que admitir que não gostei muito do fim, na verdade, não sei dizer o que eu queria do fim desse livro, mas não foi exatamente isso que aconteceu, mas de maneira geral é um livro que eu recomendo a leitura, principalmente, se você se interessa por conhecer um pouco mais sobre a China.

O capítulo de abertura contando a história do nascimento do Shento merece um destaque especial.

Livro: A montanha e o Rio
Autor: Da Chen
Editora: Nova Fronteira
493 páginas.

E vocês o que andam lendo? Tem algum romance sobre a China para me indicar? Fiquei interessado no assunto?

Até a próxima,

Dani Moraes

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