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5 Motivos para assistir: Sense8 - Dia da Toalha #5


Olá Pessoal, tudo bem?

E continua o nosso especial: Dia da Toalha e dessa vez, vou trazer mais uma serie incrível, a qual, estou completa e totalmente viciada, terminei a primeira temporada e já comecei a segunda até porque esta previsto para 8 de junho o episódio final para encerrar a serie, fiquei muito triste ao saber que não haveria uma nova temporada, mas espero que esse episodio tenha tempo suficiente para fechar a trama.

Sense8 é uma ficção cientifica, dirigida, escrita e produzida por Lilly e Lana Wachowski (Matrix) e por J. Michael Straczynski, uma produção da Netflix, que conta a história de oito pessoas que estão ligadas entre si, elas conseguem ver e sentir o que a outra sente, eles são os chamados sensates, uma outra espécie de hominídeo, tão parecidos com os homo sapiens que se misturam em sociedades. Mas o problema é que tem algumas pessoas que não aceitam a existência dos mesmos e os caçam. Quando você começa a assistir a serie é tudo meio confuso porque caímos no meio desse enredo confuso sem muita explicação, mas conforme você vai assistindo se vê cada vez mais envolvido.

Gostei desse negócio de motivos para assistir, então vamos lá:

1 - Enredo Original: a serie realmente traz uma história inovadora e inédita, pessoas que se conectam umas as outras de uma forma completa, com acesso aos pensamentos, sentimentos e emoções, e a forma que isso é explicado parece realmente plausível, eu também já me perguntei mais de uma vez porque o Homo sapiens é a única espécie de hominídeo. Vi algumas pessoas comparando a serie a Heroes e Jumper, mas na verdade, o enredo é bastante diferente.


2 - Diversidade: cada um dos protagonistas tem uma origem diferente, são de partes do mundo diferentes, com diferentes histórias e experiências e isso traz uma gama enorme de vivencias, problemas e experiências. Uma hacker trans, um ator mexicano gay, uma islandesa envolvida em relacionamentos abusivos, um queniano pobre e com a mãe com AIDS, uma indiana prestes a se casar, um alemão envolvido com o crime e um policial tentando cumprir o seu dever, além de uma sul coreana super "badass" que participa de luta livre escondida.


3 - Locações incríveis: os personagens vivem e diferentes lugares do mundo, portanto, a serie é filmada nesses lugares, vemos o colorido incrível e festivo da Índia, as paisagens geladas e lindas da Islândia e muitos outros.



4 - Cenas de ação: tem uma organização do mal atrás dos sensates, e além disso, individualmente, alguns deles se metem em muitas confusões, portanto, o que não faltam são cenas de luta incríveis não esqueçam que temos uma lutadora de verdade, e bem nosso querido Wolfgang não fica atrás e o Will também manda muito bem, e com o lance de se conectarem as lutas ficam ainda melhores.



5 - Trabalho em equipe de pessoas comuns: são pessoas completamente diferentes que precisam trabalhar juntos, compartilhar o bom e o ruim para se manterem bem e vivos. E eles são pessoas comuns, a Kara é farmacêutica, portanto, até eu estou representada dentro do universo da serie.




Esses são só alguns motivos para você assistir a essa serie incrível, espero que eu tenho conseguido convencer vocês a dar uma chance para se viciar nela, assim  como eu.

Até a próxima,

Dani Moraes

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8 Motivos para assistir: Orphan Black - Dia da Toalha #3


Olá pessoal, tudo bem?

Continuando nosso especial Dia da Toalha hoje temos dica de série e sim, não é uma serie nova, porque eu estou sempre atrasada nas series... rs... e para falar a verdade ainda não finalizei (estamos na quinta temporada) porque essa é uma serie que assisto com os meus amigos e nem sempre conseguimos assistir. Mas afinal, do que fala essa serie?

Essa é uma serie canadense de ficção cientifica e suspense criada por Graeme Manson e John Fawcett, estrelada pela incrível Tatiana Maslany. Sarah Manning é uma mãe solteira, com um estilo sou perigosa, meio punk que esta com problemas com o namorado traficante e que assiste o suicídio de uma mulher que exatamente igual a ela, Elizabeth Childs uma policial que salta em frente a um trem, deixando a bolsa com documentos e pertences pessoais para trás. Sarah, então decide assumir a identidade de Beth, com a intenção de pegar o dinheiro e fugir, no entanto, a situação se complica e ela acaba conhecendo outras mulheres iguais a ela: Cosima, uma cientista incrível e super-estilosa e Alison, uma dona de casa e mãe do subúrbio super tensa. E não é que essa serie já gerou até uma versão japonesa.

Vamos aos motivos para você assistir:

1- Narrativa: Quantas vezes vemos um enredo interessante e com grande potencial se perder em uma narrativa confusa e mal construída, isso não acontece nessa serie. Todas as histórias, tramas e sub-tramas são bem construídas. Nenhum personagem surge por acaso na história e nenhum Cliff-hanger é colocada na história por acaso. Toda a história é muito bem amarrada, alguns mistérios vão sendo revelados, enquanto outros vão surgindo.

2 - Fotografia e efeitos: toda a parte cenográfica, efeitos especiais e fotografia da serie é muito bem feita, os cenários são ótimos, a qualidade das cenas de ação e perseguição tem qualidade de cinema. Fora que quanto temos mais de uma clone em cena, os efeitos são tão bem feitos que esquecemos que aquela cena deve ter sido filmada diversas vezes e sobrepostas em estúdio.


(Uma das melhores cenas com as clones juntas)

3 - Tatiana Malany: não tem como não considerar essa grande atriz como um dos motivos para assistir a serie, ela interpretou mais de dez personagens, sendo quatro delas as personagens principais. Mas não é simplesmente porque ela interpreta mais de um personagem, não cada uma delas é uma pessoa muito diferente, com personalidade, jeito de se comportar, andar e falar/sotoque diferentes. É tão incrivelmente bem feito que até quando uma das clones esta tentando se passar pela outra a gente consegue perceber, é como se a Tatiane cria-se uma terceira interpretação. Isso é tão marcante que frequentemente me esqueço que se trata da mesma atriz, o Emmy que ela recebeu é até pouco, deveria ter recebido mais. Uma curiosidade é que a Tatiana até criou uma playlist especial para cada uma das clones de forma a ajudar a entrar nos personagens.


4 - Clones: o clube da clones, como não amar no começo elas se estranham um pouco, principalmente a Sarah e Alison que são diferentes, e claro, tem a Helena, que bem é a Helena, mas a partir do momento que elas passam a se chamar de irmãs, vemos uma relação linda e sólida passa a ser construída. Elas sabem que podem confiar umas nas outras, mesmo que não possa confiar em mais ninguém, e se apoiam incondicionalmente. Fora que as personalidades e histórias delas são muito bem desenvolvidas. Sarah a garota problema, mas que é totalmente fiel e protetora com aqueles que ela ama, ela é forte, "badass", sempre toma frente nas ações e faz de tudo para proteger sua filha Kira e o clube. Cosima, inteligentíssima, a cientista que busca uma forma de entender quem elas são e como ajuda-las, além disso, ela sempre esta lá para as irmãs, sempre.. e traz uma parte mais romântica para a história, ela é gente como a gente sofre nos relacionamentos e quer ser amada. Alison, uma mãe superprotetora e estressada, doidinha e divertida também não tem limites quando o negocio é cuidar da família. Helena, a doidinha de pedra que mora nos nossos corações, e claro, temos a Rachel que não esta no clube, mas que tem uma personagem extremamente complexa.



5 - Girl Power: as personagens femininas são muito fortes, além das clones, temos Delphine, outra grande cientista, a senhora S, uma mulher feroz e que faz tudo pela família, e até mesmo Kira, uma garotinha mais que especial é muita mulher forte junto.



6 - Representatividade: eu preciso dizer que essa serie tem representatividade, as clones vem de diferentes lugares, com diferentes profissões e sexualidade e tudo isso com naturalidade como tem que ser.

7 - Felix: quem não quer ser amigo do Felix, divertido, companheiro, uma artista maluquinho que pinta pelado, mas que sempre esta mais que disposto a ajudar as clones. Jordan Gavaris, que interpreta o personagem também é incrível.



8 - Paul: Se eu não coloca-se ele nessa lista ela não estaria completa, acho que não preciso falar nada é só ver essa foto. (Esse motivo não é para levar a serio, não pensando bem é sim...rsrs..).



Por hoje é isso,

Se você ainda não assistiu a essa serie, recomendo que corra agora para a Netflix.
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Filme: O Espaço entre nós - Dia da Toalha #2



O espaço entre nós: Quando assisti ao trailer dessa filme fiquei intrigada, pois o mesmo parecia combinar duas coisas que eu gosto muito que é ficção cientifica e romance adolescente. Durante uma missão tripulada que tinha por objetivo estabelecer uma estação e preparar uma provável colonização do planeta vermelho, descobriu-se que a astronauta líder estava grávida, o nascimento da criança estava previsto para a chegada dos astronautas no planeta vermelho, sendo assim, Gardner Elliot (Asa Butterfield- o eterno Hugo Cabret) foi o primeiro humano nascido em Marte. Como a mãe do mesmo acaba morrendo durante o parto, fica decidido pelos chefes da missão na Terra que o garoto ficará no anonimato e será criado em uma Marte, dado que, ele não sobreviveria na gravidade da Terra. Criado pelos cientistas que faziam suas pesquisas na estação, sendo o mais próximo de família é a chefe da estação Kendra (Carla Gugino) que o criará como a um filho. Porém o jovem tem um sonho ir para Terra, conhecer o seu pai e quem sabe viver o amor com Tulsa (Britt Robertson), uma órfã que já passou por diversos lares e que não vê a hora de finalizar a escola e deixar seu lar atual, e que ele conheceu pela internet.

Enquanto ficção cientifica o filme não convence muito, as poucas explicações cientificas e tecnológicas que estão presentes no filme não convencem e não são bem aproveitadas. Enquanto romance adolescente ele carece de explorar mais os dramas adolescentes, por exemplo, temos um vislumbre sobre a situação de Tulsa, mas a situação de abandono e todo o trauma gerado por ela não é explorado ao contrário ela é representada apenas como uma rebelde. Ainda com relação a isso, o filme padece de um problema comum a esse tipo de história seja filme ou livro adolescente que tem atitudes ou ações muito avançadas para a idade, apesar da explicação do próprio Gardner ter sido criado por cientistas, mas isso não justifica, por exemplo, a facilidade com que ele escapa de uma instalação da NASA.

Apesar desses problemas achei o filme divertido, um bom filme de seção da tarde, a química entre os dois adolescente é muito boa e é muito fofinho ver a inocência do Gardner que não tem aquela malicia que só a convivência social nos ensina. Ele decorando falas de filmes antigos para tentar ser românticos é coisa mais fofinha...

Outra coisa que eu gostei muito foi da trilha sonora (tem no Spotify) vale a pena dar uma conferida.

Resumindo não é um filme sensacional, mas também não é ruim e dá para se divertir bastante.

Título Original: O espaço entre nós
Diretor: Peter Chelsom
Ano da estreia: 2017
★★★☆☆

´
Por hoje é isso e por aqui continuamos com o nosso especial Sci-fi (Dia da Toalha).

Até a próxima,

Dani Moraes

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Sci-fi escrito por mulher: Bloodchild


Octavia E. Butler
 
 

Anos atrás, um grupo de terráqueos deixou a Terra em busca de uma vida livre de perseguição. Agora eles vivem ao lado do Tlic, uma raça alienígena que enfrenta a extinção; sua única chance de sobrevivência é plantar suas larvas dentro dos corpos dos humanos. Quando Gan, um jovem menino, é escolhido como transportador de ovos de Tlic, ele enfrenta um dilema impossível: ele pode realmente ajudar a espécie com a qual ele cresceu, mesmo que isso signifique sacrificar sua própria vida?

Olá Pessoal, tudo bem?
 
Não posso dizer que participo do movimento Leia Mulheres, mas comecei a me atentar mais as minhas leituras e mulheres ainda são minoria. Quando olhamos em alguns gêneros específicos as diferenças ficam ainda mais gritantes, na Ficção Cientifica, por exemplo, nunca havia lido nada escrito por mulheres, então comecei a resolver isso lendo esse conto premiado.
 
Octavia E. Butler foi uma escritora afro-americana que escreveu ficção cientifica feminista e ficou conhecida por inserir questões de racismo e preconceito em suas obras. Recentemente ela teve uma de suas obras publicadas no Brasil, o romance Kindred que vem dando o que falar no meio literário, então decidi conhecer a autora através desse conto, ganhador dos prêmios: Hugo, Nebula e Locus e que tem a versão em inglês disponível de graça na Amazon e foi primeiramente publicado na revista Isaac Asimov's Science Fiction Magazine em 1984.
 
No conto os terráqueos deixaram a Terra e vivem em um outro planeta ao lado de uma outra raça, chamada, Tlic, esses seres seriam bastante diferentes dos homens com tentáculos com ferrões, um corpo mole e para se reproduzir eles precisam dos homens para "incubar" as suas larvas. Terráqueos e Tlics vivem nessa espécie simbiose e servidão.

Algumas fan-arts representando os Tlics
Gan cresceu sabendo que um dia incubaria as larvas de T'Gatoi, uma politica importante no seu planeta, que sempre teve uma relação muito próxima com a família, mas quando o momento se aproxima ele começa a questionar esse destino, mas será que ele realmente tem uma escolha? Se há, quais seriam os motivos para escolhe-la?

O conto subverte muitos conceitos arraigados a sociedade: "é o garoto que engravida; na espécie Tlic são as mulheres que se envolvem em política. são os alienígenas com aparência animal que utilizam os humanos, por causa das suas funcionalidades, deslocando assim o foco do Homem (branco, heterossexual, ocidental etc.) e apostando na diferença, no encontro com o Outro como produtor de novas realidades, novas formas de estar no mundo" (Calent C, 2015 - Litcult).

O conto é muito mais do que uma história onde uma espécie explora a outra é uma história sobre relações, sentimentos e tudo que faz de nós humanos.

Para aqueles que leram eu recomendo um artigo da Revista Litcult que faz uma analise bastante interessante do conto.

Para aqueles que leem em inglês recomendo bastante a leitura!

Até a próxima,

Dani Moraes

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Kenobi (Star Wars)

John Jackson Miller
 

"Uma vida que parece pequena por fora pode ser infinita por dentro. Até mesmo alguém vivendo no lugar mais remoto do universo pode se preocupar com centenas de outras pessoas. Ou com toda a galáxia."


 


 
A República foi destruída, e agora a galáxia é governada pelos terríveis Sith. Obi-Wan Kenobi, o grande cavaleiro Jedi, perdeu tudo... menos a esperança. Após os terríveis acontecimentos que deram fim à República, coube ao grande mestre Jedi Obi-Wan Kenobi a missão de proteger aquele que pode ser a última esperança da resistência ao Império. Vivendo entre fazendeiros no remoto e desértico planeta Tatooine, nos confins da galáxia, o que Obi-Wan mais deseja é manter-se no completo anonimato e, para isso, evita o contato com os moradores do local. No entanto, todos esses esforços podem ser em vão quando o “Ben Maluco”, como o cavaleiro passa a ser conhecido, se vê envolvido na luta pela sobrevivência dos habitantes de um oásis esquecido no meio do deserto e em seu conflito contra o perigoso Povo da Areia.

Olá Pessoal, tudo bem? 

Para quem me conhece sabe que nos últimos tempos me encontro viciada em Star Wars, estou revendo os filmes e também comecei as series animadas: Rebels e Clones Wars e estou muito mais empolgada do que da primeira vez que assisti os filmes e estou me sentindo muito mais conectada com esse universo e disposta a descobrir outras facetas do mesmo.

Star Wars é uma "space opera" que se passa em um futuro distante em que os universo já foi desbravado e as viagens espaciais são mais que comuns, viver em diferentes planetas, seria o equivalente a hoje viver em outro país. O universo em si é muito rico, uma vez, que abrange diversos planetas, raças e costumes e por isso mesmo, abre a possibilidade de surgir muito material para o chamado universo expandido.

A franquia foi a primeira a utilizar o conceito de multi-mídias, apresentando tanto, filmes, series animadas, livros, HQs e etc. Por isso, há um universo enorme de material a ser explorado apenas desse lado da galáxia e eu também decidi me aventurar por aí.

Para começar é importante saber que existe dois tipos de histórias de universo expandido: canône e lendas. Quando a Disney comprou a Lucas Filmes ela decidiu fazer uma espécie de "reboot" (a lá Marvel e DC) do universo Star Wars para que os roteiristas tivessem mais liberdade de criação, sendo assim, tudo que até então havia sido escrito (anterior a 2014) passou a ser considerado Lendas, ou seja, pode ou não ter acontecido no universo de Star Wars. Existem muitos guias na internet para saber o que é Canône ou Lendas e te situar no tempo recomendo esses dois: Cronologia completa e Guia completo.

Kenobi faz parte do selo Lendas e se passa logo após os eventos do Episódio III, o final da república e inicio do império. Quando os gêmeos são separados para facilitar a sua proteção e Luke é levado para Tatooine por Obi-Wan Kenobi para ser criado por seus tios, então, Kenobi decide se tornar um eremita e ficar por perto de modo a poder cuidar do garoto mesmo que a distância.

Em Tatooine seu objetivo é ficar incógnito por isso, ele escolhe uma casa no meio do deserto, mas não vai ser tão fácil assim se manter longe dos problemas, pois parecem que os mesmo perseguem o Jedi.

Nesse planeta seco e desértico, praticamente sem leis e abandonado a própria sorte a população enfrenta dois problemas principais: falta de água e o povo da areia. Para o primeiro temos os chamados fazendeiros, cujo um dos maiores da região é Orin e para o segundo temos o chamado dos colonos, uma espécie de milícia também comandado por Orin. E esses dois elementos vão ser essenciais para o desenvolvimento da história.

Nessa região é onde fica localizado o Lote, onde esta o armazém, a maior loja da região e ponto de encontro dos colonos da região, liderada e administrada por Annileen, uma mulher forte mãe de dois filhos que lhe dão bastante trabalho e que vai conhecer Obi-Wan, ou melhor Ben em uma situação no mínimo inusitada em que ele vai ajudar a salvar a vida da filha e vai se interessar por esse homem misterioso.

O livro é uma aventura, aos poucos, a história vai se desenhando e vemos que o conflito é bem maior e mais complexo do que colonos versus povo da areia. E aqui nesse lugar tão distante e aparentemente fora de todo o sistema galáctico acompanharemos também é eterna luta do bem contra o mal, mas quem esta de que lado?  E novamente vemos o ensinamento de Yoda ser aplicado, o medo é a abertura para o lado negro da força: "O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento."

Obi-Wan se sente culpado e atormentado por tudo o que aconteceu ao Anakin e aqui ele tem uma chance de talvez se redimir um pouco salvando um outro jovem antes que o mesmo sucumba ao lado negro.

A história é toda muito envolvente os personagens são bem construídos e trazendo mais do que um olhar superficial, principalmente, Annileen, A'Yark (líder de guerra dos Tusken - povo da areia) e o Orrin, fora que é muito interessante conhecer um pouco mais do planeta de origem do Anakin e Luke.

"...pessoas sábias nunca tomam decisões desesperadas..."

Recomendo bastante a leitura tanto para quem assim como eu esta começando a explorar o universo de Star Wars quanto para aqueles que a principio não tem tanto interesse até porque o livro como obra literária em si é muito bom.

Livro: Kenobi
Autor: John Jackson Miller
Editora: Aleph
528 páginas
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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The ghost in the Shell

Shirow Masamune
 

Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980 como Akira e por filmes como Blade Runner – O Caçador de Androides, o cenário escolhido por Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, onde a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual.
É nesse mundo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública. Motoko é uma ciborgue altamente treinada incumbida de desmantelar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches.
Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de fato, um ser vivo. E foi exatamente essa mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

Olá Pessoal, tudo bem? Olha só quem ressuscitou... nem vou mais falar com vocês que a vida esta muito corrida e por isso sumi, mas que vou voltar e deixar tudo atualizado porque na verdade isso não esta dando muito certo, mas vamos aí um post de cada vez até porque também não estou lendo muito então nem tem tanta coisa assim para atualizar.

E hoje vamos falar da minha leitura do Desafio Diminuindo a Pilha - Um livro que virou filme/serie e minha escolha original era 2001 uma odisseia no espaço, mas depois eu refleti que o filme de 2001 saiu um pouco antes do livro e além disso, minhas leituras estavam devagar (por falta de tempo) e achei que um mangá ajudaria a dar mais ritmo, um mangá talvez sim, mas não esse mangá...eu levei duas semanas para lê-lo e eu só estava lendo ele.. tudo bem que, eu não estava conseguindo ler muito de uma vez, mas já adianto que essa é uma leitura um pouco lenta.

Ghost in the shell é um seinen  (voltado para o público masculino dos 18 -  40 anos, o que não me impede de forma alguma em lê-lo), publicado de forma seriada a partir de 1989 pela Kodansha e é uma das mais bem sucedidas franquias de mangas e animes (filmes e series) é considerado junto com Akira um dos grandes responsáveis pela popularização dos mangas e animes para o ocidente. Além de, ser uma grande influencia na cultura pop, por exemplo, a triologia Matrix das irmãs Watchowski tem muita influencia da obra, principalmente o anime de 1995.

Abertura do anime
 
Abertura do matrix - qualquer semelhança não é um mera coincidência.
 
O mangá é um cyberpunk: é um subgênero de ficção científica, conhecido por seu enfoque de "Alta tecnologia e baixa qualidade de vida" ("High tech, Low life") e toma seu nome da combinação de cibernética e punk. Mescla ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética junto com algum grau de desintegração ou mudança radical na ordem social. (Fonte: Wikipédia).  Ambientado no Japão de 2029, onde toda a revolução tecnologia ocorreu e o limite entre homem e máquina se tornou tão estreito que passa a ser difícil definir onde começa um e termina o outro.
 
A seção 9 é um departamento do governo responsável por desvendar os crimes cibernéticos e a líder da equipe de campo é a Major Motoko, uma ciborgue que teve todo o corpo substituído mantendo apenas o cérebro, mas justamente por possui-lo ainda é considerada uma humana. Cada capitulo do manga traz uma história, um caso que é resolvido, no entanto, alguns capítulos se conectam e há uma história maior, envolvendo o maior hacker de todos os tempos que é conhecido como Mestre dos Fantoches.
 
Além de, toda a parte de ação e ficção cientifica representada pelas novas tecnologias, a história discute muitos aspectos filosóficos, principalmente, quando se discute o que é vida, o conceito de alma e etc. Seria uma inteligência artificial, capaz de pensar por si própria uma forma de vida? Em um momento, a Motoko fala algo do tipo quem se especializa demais esta mais próximo de se extinguir que a diversidade é a fonte da vida (um tema mais do que atual), a história é o toda intermeada por esse tipo de discussão. E essas discussões são muito válidas até hoje, mas pensar que o autor já imaginou tudo isso em uma era pré internet, celular e todo esse tipo de tecnologia que temos hoje é bem incrível.
 
Essa edição esta cheia de notas, incluídas pelo próprio autor, às vezes, essas notas eram um pouco cansativas, mas contrariando uma recomendação no final do manga eu decidi lê-las concomitante a leitura e não me arrependi, pois algumas em ajudaram a entender melhor a intenção do autor e no que ele se baseou, inclusive, ele se baseou em pesquisas reais tanto no rama tecnológico quanto no biológicos e indica algumas outras leituras nessas notas e é justamente por isso, que o destaque do mangá fica para a construção de mundo, muito mais do que desenvolver personagens ou enredos individuais o autor focou suas atenções para o desenvolvimento desse universo tecnológico e distópico.
 
Apesar de entender a grandiosidade e importância do manga essa não foi uma leitura que me empolgou, inclusive, em alguns momentos foi um pouco truncada, mas mesmo assim, acho que vale a pena conhecer.
 
Sempre faço fotos para tentar mostrar um pouco da arte dos mangás e HQs, tentei variar dessa vez e fazer um videozinho, mas não consegui linkar direto aqui no blogger e precisei subir no youtube (e demorou para subir um vídeo com dois minutos), então por favor, me digam se vocês gostaram ou não desse formato.
 
 
 
Aproveitei também para assistir o anime de 1995 dirigido por Mamoru Oshii: Ghost in the shell - O fantasma do futuro, que esta disponível no Netflix e apesar de ter sido lançadas outras continuações e outros animes seriados, esse é o grande clássico que influenciou outras obras pop. Uma curiosidade é que além dos animes e do filme com a Scarlett Johansson (ainda não assisti) essa franquia também gerou romances e até um jogo para Playstation.
 
O anime traz a história principal, aquela que envolve o Mestre dos Fantoches que aparece em uns 3 ou 4 capítulos, e claro, para entendermos melhor a história ele traz algumas cenas e explicações que estão em outras partes do mangá. A Motoko do anime e  mangá são levemente diferentes na personalidade, no anime ela esta mais sombria e seria, no mangá ela tem um certo humor e é muito prepotente, o que no anime não fica tão evidente.
 
Acho que o anime acertou muito, desde de a escolha do enredo principal até as representações, a trilha sonora, achei tudo muito bem feito e consegue te prender e interessar mais do que o próprio mangá e acho uma boa porta de entrada para essa história, talvez seja uma opção mais viável, assistam ao anime e se gostarem leiam o mangá.
 
 
Título: The ghost in the shell
Autor: Shirow Masamune
Editora: JBC
344 páginas
 
Por hoje é isso,
 
E vocês conhecem essa história? Mangá, anime e/ou filme?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Eu, robô

Isaac Asimov
 
"Então não se lembra de um mundo sem robôs. Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem  criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotados a ele. A humanidade não está mais sozinha. Já pensou sobre essa questão desse modo?"
 

Olá pessoal, tudo bem?

Esse post deveria ter sido publicado no dia 25.05, também conhecido como Dia da Toalha (já rolou até um especial por aqui), graças a famosa passagem do livro, O guia do mochileiro das galáxias de Douglas Adams, onde ele discorre sobre todas as utilidades de uma toalha, mais que, uma homenagem a Douglas Adams o dia se tornou uma celebração da cultura Nerd, cujo um dos principais representantes é a ficção cientifica, sendo assim, nada melhor do que trazer um clássico desse gênero, um dos principais livros do grande mestre Asimov.

Eu, robô foi a primeira incursão do autor pelo universo dos robôs que depois geraria a sua famosa serie dos robôs, iniciada no romance As cavernas de aço, o livro é um compilado de contos, sendo sua maioria primeiramente publicado em revistas dedicadas a ficção cientifica, que depois foram organizados em forma cronológica, não de publicação, mas sim, das histórias em si, em um formato muito parecido com outro livro resenhado no blog: As crônicas Marcianas, o livro é formado por contos que em si são unidades diferentes, mas que no todo contam uma história maior.

Dra. Susan Calvin é uma psicóloga roboticista que esta no fim de sua carreira e resolve dar uma entrevista contando algumas histórias sobre os robôs, e os problemas e soluções que eles trouxeram para humanidade, sendo essas histórias são contadas em 9 contos diferentes.

É importante salientar que nos anos 50 quando a maioria das histórias foi escrita e publicadas não era tão simples pensar em inteligência artificial, os robôs até então eram encarados mais como monstros e uma ameaça a humanidade, então trazer robôs como seres capazes de pensar, tomar decisões, ter emoções e ser seres ambíguos foi uma grande inovação e foi nesse livro que as famosas leis da robótica surgiram:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

  • O livro inicia com a história de um dos primeiros robôs quando os mesmos ainda nem possuíam a fala e dessa forma, vamos acompanhando a evolução das máquinas até chegar no ápice quando a humanidade não é mais capaz de viver e tomar decisões sem suas máquinas de pensar. Passando por histórias cheias de aventuras e complicações.
     
    "A população da Terra sabe que não haverá desemprego, nem excedente ou escassez de produção. Desperdício e fome são meras palavras nos livros de história."

    O livro é uma delicia de ser lido, uma escrita muito fluída e com aquela narrativa característica do Asimov, que faz a gente realmente acreditar no que esta lendo, como eu comentei com uma amiga se alguém me disser que trabalha com robôs, eu certamente, perguntarei sobre os cérebros positrônicos e dos problemas envolvendo as leis da robótica, porque esses são os robôs que eu conheço.

    Uma leitura mais que recomendada, especialmente, para quem gosta de ficção cientifica.

    Livro: Eu, robô
    Autor: Isaac Asimov
    Editora: Aleph
    315 páginas

    E vocês já leram esse clássico?

    Até a próxima,

    Dani Moraes

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    O coração de aço

    Brandon Sanderson



    Livro I da Série Executores
     
    "O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente"

    Olá Pessoal, tudo bem?

    Vamos conversar um pouco sobre O coração de aço, o livro 1 da série Executores e essa foi minha primeira experiência com o autor que é muito conhecido pelas séries de fantasia.

    O livro veio na minha primeira caixa do Turista Literário, que é um projeto que tem como objetivo mais do que o livro trazer uma experiência de leitura com itens para estimular os sentidos. A caixa é feita com muito cuidado e todos os itens estão totalmente relacionados com o livro que é muito legal.





    A história se passa em uma Nova Chicago do futuro onde depois de um evento que é chamado de Calamidade e não é explicado no livro, humanos normais passam a ter poderes e são chamados Épicos, mas ao contrário do senso comum eles não se tornam heróis e sim vilões.  O maior desses épicos é Coração de Aço, um épico que tem o poder de transformar coisas em aço, além de ser indestrutível e ter uma descrição física muito parecida com o Superman. David era muito jovem quando esses eventos iniciaram e viu seu pai ser morto por Coração de Aço, mas por outro lado ele é único que conhece o grande segredo desse épico, ou seja, que ele também tem uma fraqueza.

    "Eles se surpreendiam com a desumanidade absoluta que alguns Épicos manifestavam. Será que os Épicos matavam porque Calamidade tinha escolhido – por qualquer motivo – apenas pessoas horríveis para ganhar poderes? Ou matavam porque poderes incríveis como esses deturpavam uma pessoa, tornando-a irresponsável?"
     
     Executores são um grupo de pessoas normais que decidem lutar contra os épicos defendendo as pessoas comuns e quem sabe despertando nelas o desejo de resistir também. David se junta a eles em busca da sua vingança.

    "Onde existirem vilões, existirão heróis. Aguarde, eles virão."

    O livro é eletrizante, ação a cada página, perfeito para tirar de uma resseca literária ou da mais gás a leitura. A escrita do Brandon Sanderson é muito gostosa e fiquei com muita vontade de conhecer outras obras do autor. Gostei bastante da descrição do mundo, claro que poderia ter um enfoque maior na sociedade em si, porque o livro fica focado no grupo de executores e nessa missão especifica, mas devemos lembrar que é uma triologia e tem coisas para acontecer nos próximos livros.

    O livro é voltado para o público YA, então padece de um problema que é comum a esse gênero, os personagens são maduros e/ou inteligentes demais para a idade, e óbvio o famoso "instalove", mas a história não se foca nisso e é muito interessante para isso ser realmente um problema. Estou ansiosa pelas continuações que ainda não foram lançadas no Brasil.

    Livro: Coração de Aço
    Autor: Brandon Sanderson
    Editora: Aleph
    375 páginas

    Por hoje é isso,

    E vocês já leram esse livro ? O que acharam?


    Até a próxima,

    Dani Moraes

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    A máquina do tempo

    H.G. Wells

    "...quando a inteligência e a força tiverem desaparecido, a gratidão e uma ternura mútua ainda viverão no coração dos homens."
     

    Olá pessoal, tudo bem?

    Vamos conversar um pouco sobre meu primeiro H.G.Wells, o livro traz a história do Viajante do Tempo, um cientista que construiu uma máquina capaz de viajar através do tempo.

    O livro inicia com uma reunião onde o Viajante do Tempo apresenta sua teoria de viagem no tempo e sua explicação sobre as quatro dimensões (3 do espaço e o tempo) e é interessante que ninguém tem nomes na história, são nomeados por suas profissões o Médico, o Psicólogo e Viajante do Tempo, acredito que a intenção seja tornar a história mais universal.

    O Viajante do Tempo vai parar em uma Terra do Futuro onde conhecerá a raça que surgiu a partir da evolução da humanidade, um povo simplório que parece apenas se importar com o prazer e ter perdido toda a inteligência. O Viajante do Tempo faz suposições todo tempo sobre esse povo e essa cultura, no entanto, essas suposições se mostram bastante longe da realidade.

    No final, descobrimos que há duas raças diferentes surgidas a partir da evolução da humanidade os Elóis, habitantes da superfície e os Morlocks, habitantes do subterrâneo. O livro é bem pequeno e por isso, não quero dar detalhes sobre as relações e as diferenças entre esses povos, porque descobrir as relações entre esses povos é a parte mais interessante do livro.

    O livro pode ser entendido como uma grande analogia a luta de classes e a evolução que pode surgir a partir dela, essa é grande sacada dos livros de ficção cientifica, fazer suposições de futuro que nos façam refletir sobre nossas ações no presente.

    A escrita de H.G.Wells é bastante interessante e fluída e fiquei animada para ler outras obras do autor.

    Livro: A máquina do tempo
    Autor: H.G. Wells
    Editora: Nova Alexandria
    126 páginas

    Por hoje é isso,

    Dani Moraes

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    As crônicas marcianas

    Ray Bradbury
     

    Olá Pessoal, tudo bem?

    Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre a leitura de As crônicas Marcianas do
    Ray Bradbury, esse livro vai contar a história da colonização de Marte.

    O livro inicia em 1999 quando a Terra esta passando por um momento muito ruim com grandes guerras, esgotamento dos recursos naturais e destruição do meio ambiente, então colonizar um outro planeta como Marte parece uma boa ideia.

    O livro é composto por diferentes capítulos, cada um deles independente entre si e contando uma parte da história da colonização, funcionando como as crônicas que dão nome ao livro, apesar das histórias serem independentes e elas tem uma continuidade dando um sentido ao todo.

    A principal discussão do livro é o comportamento humano e sua capacidade destrutiva tanto do seu meio ambiente como das próprias relações representadas por um governo opressor e censurador. O interessante da ficção cientifica é justamente nos apresentar uma visão de futuro que muitas vezes nos choca, mas que faz todo o sentido quando refletimos sobre o comportamento humano.

    A escrita do Ray é maravilhosa, muito intrigante e a leitura flui muito, e assim, como aconteceu quando eu li Fahrenheit 451 a leitura me pegou e eu não conseguia parar especialmente em alguns capítulos.

    Sendo que, alguns desses capítulos são especialmente interessantes e merecem uma menção especial. Logo no inicio somos apresentados as primeiras expedições e tentativas de colonização de Marte e conhecemos os marcianos, que são seres minimamente peculiares e que tem atitudes bastante drásticas, na verdade, a crônica que nos apresenta a terceira expedição chega a ser assustadora trazendo um terror psicológico e é incrível a forma que você vai descobrindo junto com o personagem o que esta acontecendo esse com certeza é um dos melhores capítulos.

    Um outro que chamou muito a minha a atenção foi o capítulo chamado Usher 2, que vai nos contar a história de um homem que construiu uma casa inspirada na obra de Edgar Alan Poe, nesse capítulo temos a semente daquilo que seria construído e desenvolvido mais tarde pelo autor em Fahrenheit 451.

    Outra crônica que merece um comentário é a chamada Flutuando no espaço, o livro foi escrito nos anos 50, quando a luta pelos direitos civis ainda estava rolando nos EUA e esse é um capitulo que pode ter incomodado algumas pessoas, mas que deve ter deixado os negros bastante satisfeitos.

    O marciano é outra crônica que precisa ser mencionada onde se discute a necessidade humana de se sentir amada e que para satisfazer esse desejo muitas vezes não nos importamos que a relação não seja real, não é a toa que vemos tantas pessoas se enganando por aí e permanecendo em relações potencialmente destrutivas simplesmente para satisfazer essa necessidade nem que seja com um fantoche, uma arremedo que esteja tão distante da realidade.

    O livro como um todo é muito bom e o final não é nada previsível e dá aquele gostinho amargo na boca e um friozinho no coração pelo destino da humanidade como um todo. Ou seja, esse é um livro mais que recomendado.

    Livro: As crônicas marcianas
    Autor: Ray Bradbury
    Editora: Biblioteca Azul
    292 páginas

    Vale mencionar que esse livro foi lido para o Desafio Livrada como livro maluco.

    Por hoje é isso,

    Dani Moraes

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    E tem outra coisa...

    Eoin Colfer

    Olá Pessoal, tudo bem?
     
     
    Esse post é especial para comemorarmos o Dia da Toalha (25/05), para quem não sabe esse dia é uma grande brincadeira em homenagem ao Douglas Adams, autor da serie o Guia do Mochileiro das Galáxias, se você quiser saber um pouquinho mais leia aqui, ano passado eu fiz um especial aqui no blog onde eu li todos os livros da serie escritos pelo Douglas Adams, mas ficou falando o sexto livro que foi escrito anos mais tarde por um outro autor.
     
     
    A serie original teve o primeiro livro publicado em 1979 (O guia do mochileiro das galáxias) e o ultimo em 1992 (Praticamente inofensiva) e o Douglas Adams faleceu em 2001. Em 2009 foi lançado um novo livro escrito por Eoin Colfer, um escritor conhecido pela serie infanto-juvenil Artemis Fowl, esse foi então o primeiro livro para adultos escrito pelo autor.
     
     
    Se você ainda não leu os outros livros da serie, fiquem tranquilos, pois não vou dar nenhum spoiler deles, uma vez que, os livros seguem uma sequencia cronológica, mas meio que fecham uma história em cada um deles.
     
     
    Aqui voltamos a encontrar os nossos queridos amigos Ford, Arthur, Trilliam e Random na mesma situação que os deixamos no final de Praticamente Inofensiva e como todos nos sabemos Arthur parece atrair a desgraça, por onde ele passa parece sempre existir alienígenas tentando mata-lo ou explodir o planeta que ele vive, no entanto, no ultimo momento nossos amigos são salvos por Zaphod e sua nave coração de ouro, mas como nem tudo pode ser tão simples eles acabam por precisar da ajuda de Wowbagger, um imortal que dedica a vida a insultar cada um dos habitantes do universo. Esse livro vai envolver Vogons, explosões de planetas, dramas familiares e deuses do Aesir, como o Thor.
     
     
    Se você nunca leu um dos livros, talvez essa sinopse tenha sido um pouco confusa, então é importante que você saiba que a premissa do primeiro livro é que a Terra foi destruída para a construção de uma via intergaláctica e que dois terráqueos (Arthur e Trilliam) acabaram sobrevivendo na companhia de dois alienígenas no mínimo excêntricos (Zaphod e Ford).
     
     
    O que falar sobre o livro?
     
     
    É bem complicado quando uma serie tão consagrada quanto O guia do mochileiro das galáxias é continuada por um autor diferente, especialmente nesse caso que a serie tem um tom muito original, irônico, o verdadeiro humor inglês e nesse caso eu acho que Eoin Colfer conseguir fazer jus ao original, o tom esta muito parecido, o mesmo estilo de piadas, apesar de às vezes, perder um pouco do refinamento.  E os personagens não perderam as características e personalidades, ainda podemos reconhecer cada um dos personagens originas na história criada pelo Eoin.
     
     
    No entanto, o livro teve algumas coisas que desagradaram como as diversas entradas do Guia do Mochileiro das galáxias, os livros do Adams utilizam esse recurso trazendo definições e descrições do guia, mas o Eoin usou isso em excesso, muitas vezes, interrompendo a narrativa em momentos inadequados e muitas dessas entradas eram desnecessárias e até enfadonhas. O livro tem quase o dobro do tamanho médio dos livros da serie, mas com partes enfadonhas, provavelmente, se tirasse essas partes que não acrescentaram nada ao livro poderia se diminuir umas 80 páginas.
     
     
     
    Uma parte bastante interessante do livro é o melhor desenvolvimento que ele faz da raça dos Vogons, inclusive, desenvolvendo um dilema existencial em um deles e criando assim diálogos incríveis entre o personagem e seu pai um exemplo de Vogon perfeito, ou seja, a pior raça que já surgiu no universo.
     
     
    Portanto, eu achei uma leitura interessante e divertida e uma homenagem válida a esse grande autor, no entanto, não é um livro necessário para quem deseja ler a serie, mas se você já é fã vai se divertir  com as aventuras desse grupo tão estranho quanto improvavelmente amado.
     
     
    Livro: E tem outra coisa...
    Autor: Eoin Colfer
    Editora: Arqueiro
    368 páginas
     
     
    E vocês já leram esse livro?
     
     
    O que acham de series continuadas por outros autores ?
    Por hoje é isso,
    Dani Moraes
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    O perfura neve

    Lob, Rochette & Legrand


    Olá Pessoal, tudo bem ?

    Vamos conversar sobre: Perfura Neve?

    Essa é uma HQ de ficção cientifica que se passa na Terra depois de um grande desastre que levou a uma mudança muito drástica no clima, que chegou a uma temperatura tão baixa que é impossível para o ser humano sobreviver a céu aberto.

    Dentro desse contexto surge uma salvação um trem que não para, que possui uma  máquina que tem um suprimento próprio que nunca vai acabar e dentro desse trem é reorganizada a sociedade com todas as suas divisões e estratificações sociais.

    A HQ é dividida em 3 histórias, sendo que a primeira foi escrita por Lob e desenhada por Rochette, as duas segundas foram escritas anos depois por Legrand depois da morte do Lob.

    No trem há uma divisão por classes sociais. No fundo do trem ficam aqueles que não deveriam estar no trem que invadiram, ou seja, a camada mais pobre e desfavorecida da sociedade. E a medida que se percorre o trem vamos entrando em contato com os favorecidos, aqueles que tem tudo enquanto os do fundo não tem nem com o que se alimentar.  As divisões e injustiças refletem a nossa sociedade e fazem critica as mesmas.

    Na primeira história temos um dos moradores do fundo que de uma forma não explicada consegue invadir a frente do trem e as consequências ocorridas desse ato.

    Na segunda história descobrimos a existência de um outro trem o Desbrava-gelo e vamos ver surgir um rebelde que tenta mudar a estrutura atual.

    Alguns dos assuntos tratados nessa HQ: é a manipulação da imprensa, o uso do entretenimento como controle das massas (política pão e circo reinando desde a antiguidade), divisões e injustiças sociais, uso da religião como justificativa para ações autoritárias e etc.

    O traço é bem interessante e combina bastante com a  história e vemos uma diferença grande entre o traço da primeira e ultima história, é interessante ver a evolução do traço do desenhista, inclusive, se aproximando do tipo de trabalho mais artístico que o quadrinista passou a fazer depois.













    A história é interessante, porém muito pesada e não espere que você sinta esperança ao finalizar a leitura. O livro tem cenas de sexo e violência.

    A edição esta muito boa e como sempre a Aleph arrasa no cuidado com suas edições, inclusive com muitos extras.

    
    
    
    Também assisti o filme Expresso do Amanhã, mas primeira coisa que você tem que levar em consideração é que o filme não segue realmente nenhuma das histórias, ele se inspirou na história da HQ, mas não a segue. O filme bom, com muita ação e segue essa atmosfera meio sem esperanças da HQ. A fotografia, principalmente o mundo congelado é muito linda e o Cris Evans (nosso querido Capitão América) ator que faz o protagonista esta muito bem.



    Título: O perfura neve
    Autor: Lob, Rochette & Legrand
    Editora: Aleph

    Por hoje é isso,
    Até a próxima,

    Dani Moraes

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    Fundação - a triologia clássica

    Isaac Azimov 


    Olá Pessoal, tudo bem?

    Vamos conversar um pouco sobre a triologia da fundação que foi minha escolha para o Desafio do Skoob do mês que era ler livros que tivessem ganhado prêmios e, nesse caso, a serie recebeu o Premio Hugo em 1966 de melhor serie de ficção cientifica e fantasia de todos os tempos, vencendo por exemplo O senhor dos anéis (não é pouca coisa).

    A história se passa em um futuro onde a humanidade expandiu seu domínio por toda a galaxia e formou o poderoso Império Galáctico, no entanto, um homem o cientista Hari Seldon, através de uma nova ciência conhecida como psico-história (uma ciência que une a matemática e a sociologia de forma a prever estatisticamente o futuro de grandes populações, é importante salientar que a psico-história é incapaz de prever as ações e/ou futuro de indivíduos) foi capaz de prever o fim o império que seria seguida por uma era de 30.000 de trevas. Era impossível parar ou alterar os rumos da história, no entanto, ele criou duas fundações para que o período de trevas fosse encurtado para 1000 anos.

    A nova sociedade que formaria o segundo império teria por base a ciência e a sabedoria, dessa forma, evitando cair nos mesmos erros do império anterior, que se tornou grande preguiçoso e inimigo da inovação e da criatividade.

    O primeiro livro é dividido em 5 partes, sendo que, as 4 primeiras foram publicadas em forma de contos na revista Astounding Magazine que posteriormente em 1951 foram compiladas em forma de livro e o Azimov escreveu os dois outros livros da triologia clássica. Anos depois,o autor retoma a serie (em 1981) e escreve mais 4 livros, sendo duas continuações e dois prelúdios.

    A triologia é formada pelos seguintes títulos: Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação.

    Em Fundação somos apresentados a Hari Seldon e pela primeira vez conhecemos Terminus o planeta no extremo da periferia da galaxia onde foi instalada a fundação para a grande enciclopédia da galaxia que reuniria todo o conhecimento até então, e é também nesse livro que conheceremos o verdadeiro conteúdo do plano de Seldon e começamos a entender como o mesmo ocorre.

    Fundação e Império: conta a história do confronto direto entre a Fundação e o que restou do imperio galactico e começa uma história que terá reflexos grandes na história do terceiro livro.

    Segunda Fundação: é o livro mais esclarecedor da serie, onde a natureza da Segunda Fundação fica mais clara, assim como, a estrutura do plano Seldon.

    A linguagem do livro é muito fluida e gostosa de ler e o enredo é construído de forma envolvente e que nos leva a querer saber o que vai acontecer. Cercado de mistérios e reviravoltas nos intriga criando vários cliffhanger entre as histórias. Além disso, a história é construída de forma que nós leitores sabemos tanto quantos os personagens e vamos descobrindo a história ao longo da leitura.

    A história não tem um personagem principal porque se passa ao longo de vários anos, o único personagem constante na história é Hari Seldon, mesmo assim, os personagens são construídos, de tal forma que, fosse consegue se sentir próximos sem que a história dele se estenda por tantas páginas.

    O livro foi escrito depois que o autor leu: A ascenção e declinio do imperio romano, por isso, muitos dos conflitos ocorridos refletem a realidade e conseguimos encontrar paralelos com a nossa história. Utilizando a psico-história é possível prever o fluxo dos acontecimentos e a sequencias das crises.

    A triologia é excelente, vale muito a leitura e agora eu quero conhecer outras obras do Azimov além é claro das continuações.

    Livro: Triologia da Fundação (Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação)
    Autor: Isaac Azimov
    Editora: Aleph


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    Praticamente Inofensiva - Dia da Toalha #5

    Douglas Adams

    "Tudo o que acontece, acontece.

    Tudo o que, ao acontecer,
    faz com que outra coisa aconteça,
    faz com que outra coisa aconteça.

    Tudo o que, ao anoitecer, faz com que ela mesma
    aconteça de novo, acontece de novo.

    Isso, contudo, não acontece necessariamente
    em ordem cronológica."

    Olá pessoal tudo bem?

    Continuando a programação de comemoração do Dia da Toalha li o Praticamente Inofensiva que é a minha primeira leitura (os outros quatro livros foram releituras) e aqui começam as polemicas, pois alguns o consideram o quinto livro da serie e outros o consideram um livro independente, pois passaram muitos anos entre a publicação da serie original (Anos 70) e esse livro (1992) e na história se passaram 13 anos. Na minha opinião, o livro faz parte da serie porque traz elementos e continua a história dos outros livros, portanto, eu não vejo o porquê de não considera-lo parte da serie.

    "Um dos problemas tem a ver com a velocidade da luz e com as dificuldades encontradas em tentar ultrapassa-la. Não dá. Nada viaja mais rápido do que a velocidade da luz, com exceção talvez das más notícias, que obedecem a leis próprias e especiais."

    A história começa com nossos personagens espalhados pela galáxia: Arthur Dent esta tentando encontrar o seu lugar no mundo depois de um estranho acidente que o separou de Fennella e busca um lugar onde só possa ter uma vida sossegada e contribuir para a sociedade de alguma forma. Trilliam se tornou uma destacada reporte intergaláctica, especialista  em viagens no tempo ou não, talvez ela tenha ficado presa na Terra e nunca viajado pelo Universo. Ford esta preocupado, pois o Guia do Mochileiro das Galáxias já não é o mesmo e "há algo muito estranho no reino da Dinamarca".

    O título já é uma brincadeira com o verbete referente a Terra encontrada no Guia do Mochileiro das Galáxias e nesse livro o grande tema cientifico é o multiverso, ou seja, a existência de universos paralelos onde as escolhas e decisões podem produzir resultados muito diferentes nas suas vidas paralelas por assim dizer. E assim, vamos conhecer duas versões da Trilliam, uma que já conhecemos que foi para a Galáxia e outra que ficou presa na Terra.

    Além disso, o livro volta a trazer uma critica as condições de trabalho e principalmente a mídia e seu desejo insaciável por noticias e o sensacionalismo em torno delas:

    "Ela era uma âncora em rápida ascensão. Tinha tudo o que precisava ter: um cabelo sensacional, uma compreensão profunda de uso estratégico de brilhos labiais, inteligência suficiente para entender o mundo e uma pequena e secreta apatia interior que fazia com que ela se lixasse. Todo mundo tem uma grande oportunidade na vida. Se você por acaso perde a única que realmente interessa, todo o resto se torna assustadoramente fácil.

    E novamente temos criticas aos grande pensadores (representados pelos oraculos que Arthur busca) e também as grandes profetas (representados pelo Thrashbarg) com as grandes tiradas bem típicas do autor;

    "Você não pode ver o que eu vejo porque vê o que você vê. Não pode saber o que sei porque sabe o que você sabe. O que vejo e o que sei não podem ser acrescentados ao que você vê e ao que você sabe porque são coisas diferentes. Também não pode substituir o que você sabe porque isso seria substituir a si mesmo."

    "Tudo o que você vê, ouve ou vivencia de qualquer jeito que seja é especifico para você. Você cria um universo ao percebê-lo, então tudo no universo que percebe é especifico para você."

    Gostei muito desse livro e acho que esta no nível do primeiro e do segundo livro e por isso também levou 5 estrelas.

    Não esqueçam de conferir também a resenha dos outros livros da serie e agora pretendo ler o livro que foi escrito pelo Eoin Colfer sobre o mesmo universo, no entanto, provavelmente não vou terminar antes do dia da Toalha porque o livro é mais grossinho que os do Douglas Adams, mas assim que eu terminar faço a resenha independente do Dia da Toalha.

    Livro: Praticamente inofensiva
    Autor: Douglas Adams
    Editora: Sextante
    Ano: 2006
    206 páginas

    Só relembrando que temos o Sorteio de Aniversário do blog rolando por aqui.

    E se você gostou do conteúdo do blog não esqueçam de nos seguir e curtir a página do blog no facebook para receber as noticias em primeira mão.

    Até mais,

    Dani Moraes




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