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A maldição do cigano

Stephen King (Escrito sob o pseudônimo de Richard Bachman)

Com uma rotina tranquila, bem casado, o advogado Bill Halleck não tinha muitos problemas na vida. A não ser o peso. Mas por nada no mundo dispensaria os dois ovos com bacon do café da manhã ou os pacotes de Doritos diariamente devorados. Tudo iria mudar drasticamente naquele maldito dia. A velha cigana se pôs em seu caminho e Bill não conseguiu parar o carro. Ao mesmo tempo em que as rodas esmagavam a velha, a vida de Halleck começava a ser destruída. Considerado inocente pela justiça humana, não pôde fugir à maldição soprada por Taduz Lemke, o patriarca dos ciganos, na saída do tribunal. "Mais magro", praguejou o velho. A partir desta dia, os 111 quilos de Bill passam a ser sugados vertiginosamente. Se não conseguir deter a maldição cigana, em pouco tempo Bill não será mais do que um feixe de ossos.


 Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje vamos conversar um pouco sobre  o livro que foi o escolhido para o Desafio Diminuindo a Pilha - Terror: A maldição do cigano e meu segundo King, se bem que não é exatamente um King, deixa eu explicar melhor isso.

Entre 1977 e 1984 os EUA conheceram um novo escritor Richard Bachman, mas o que todos vieram a saber depois é que o suposto escritor era um pseudônimo de Stephen King que como todos nós sabemos é uma máquina de escrever (George R.R. Martin vamos nos inspirar só um pouquinho no tio King, um livro a cada 1 ano até 2 anos... combinado?) e ele tinha um anseio por ver suas obras publicadas, no entanto, seus editores achavam que o mercado poderia ficar saturado de King se ele lançasse mais de um livro por ano. Sendo assim, ele criou esse autor recluso e publicou quatro volumes: Fúria, A longa Marcha, A autoestrada e O concorrente quando começaram as conexões entre King e Bachman e um livreiro de Nova Iorque foi até os registros da biblioteca nacional e descobriu a verdade.  Nesse meio tempo é publicado A maldição do cigano que trazia uma dedicatória a suposta esposa de Richard e até uma foto do autor (na verdade, o agente de seguros do agente literário do King). Até que em 1985, Steve Brown com a anuência do próprio King publicou
no Washington Post um artigo que revelou a verdadeira identidade de Richard Bachman. King afirma que, se o segredo não tivesse sido revelado Misery, uma das obras mais conhecidas do autor, também seria publicada sobre o pseudônimo. Para saber mais sobre isso, aqui tem um artigo em que o próprio King fala um pouco mais sobre os motivos para criar um pseudônimo.

Richard Bachman (na verdade Richard Manuel)
A maldição do cigano foi publicado em 19 de novembro de 1984 e na época vendeu 28 mil cópias, e logo que foi revelado seu verdadeiro autor, as vendas subiram para 280 mil (e ainda duvidando do poder da marca?).  O livro é classificado como terror, inclusive, pelo próprio autor, no entanto, para mim ele esta mais para um suspense com elementos de sobrenatural.

O livro vai trabalhar com um daqueles medos coletivos e difundidos: medo de ciganos. Nessa história, um bem sucedido advogado acaba atropelando uma cigana e por ser conhecido e ter amigos influentes ele acaba não sofrendo nenhum tipo de punição, na saída do tribunal ele é abordado por um velho cigano que lhe diz as seguintes palavra: "mais magro". Ele esqueceu essa história até que sem dieta ou exercícios ele começa a perder peso, no começo, parece uma coisa boa, afinal a quanto tempo sua esposa vem o atormentando para perder peso, mas aos poucos, ele começa a se preocupar se seria alguma doença grave. Depois de uma bateria de exames tudo em seu corpo parece bem e ele se lembra do cigano.

Então, Bill começa a investigar por conta própria e entra em uma paranoia tentando descobrir o paradeiro dos ciganos e uma forma de reverter a maldição. Mas como fazer sua família e  seu medico acreditarem em algo assim?

“Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira que querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial”. A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê.”

Conforme o personagem perde peso ele também vai ficando cada vez mais paranoico e começa alimentar um ódio pela esposa e por outros ao seu redor. E é justamente estar na cabeça do personagem e vivenciar esse medo e essa raiva que faz com que o livro se torne mais eletrizante do meio para o final. Até porque o começo dele é bastante lento e demoramos para nos interessar mais pela história ou pelos personagens.

E o final, o que podemos falar sobre ele eu achei interessante e com certeza, mostrou uma face do Bill que não esperavamos. Se recomendo o livro? Sim, é um livro que conseguiu me prender e manter interessada no seu desfecho.

Título: A maldição do cigano
Autor: Stephen King
Editora: Ponto de leitura
421 páginas

Bom por hoje é isso,

Até a próxima,

Dani Moraes

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The ghost in the Shell

Shirow Masamune
 

Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980 como Akira e por filmes como Blade Runner – O Caçador de Androides, o cenário escolhido por Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, onde a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual.
É nesse mundo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública. Motoko é uma ciborgue altamente treinada incumbida de desmantelar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches.
Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de fato, um ser vivo. E foi exatamente essa mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

Olá Pessoal, tudo bem? Olha só quem ressuscitou... nem vou mais falar com vocês que a vida esta muito corrida e por isso sumi, mas que vou voltar e deixar tudo atualizado porque na verdade isso não esta dando muito certo, mas vamos aí um post de cada vez até porque também não estou lendo muito então nem tem tanta coisa assim para atualizar.

E hoje vamos falar da minha leitura do Desafio Diminuindo a Pilha - Um livro que virou filme/serie e minha escolha original era 2001 uma odisseia no espaço, mas depois eu refleti que o filme de 2001 saiu um pouco antes do livro e além disso, minhas leituras estavam devagar (por falta de tempo) e achei que um mangá ajudaria a dar mais ritmo, um mangá talvez sim, mas não esse mangá...eu levei duas semanas para lê-lo e eu só estava lendo ele.. tudo bem que, eu não estava conseguindo ler muito de uma vez, mas já adianto que essa é uma leitura um pouco lenta.

Ghost in the shell é um seinen  (voltado para o público masculino dos 18 -  40 anos, o que não me impede de forma alguma em lê-lo), publicado de forma seriada a partir de 1989 pela Kodansha e é uma das mais bem sucedidas franquias de mangas e animes (filmes e series) é considerado junto com Akira um dos grandes responsáveis pela popularização dos mangas e animes para o ocidente. Além de, ser uma grande influencia na cultura pop, por exemplo, a triologia Matrix das irmãs Watchowski tem muita influencia da obra, principalmente o anime de 1995.

Abertura do anime
 
Abertura do matrix - qualquer semelhança não é um mera coincidência.
 
O mangá é um cyberpunk: é um subgênero de ficção científica, conhecido por seu enfoque de "Alta tecnologia e baixa qualidade de vida" ("High tech, Low life") e toma seu nome da combinação de cibernética e punk. Mescla ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética junto com algum grau de desintegração ou mudança radical na ordem social. (Fonte: Wikipédia).  Ambientado no Japão de 2029, onde toda a revolução tecnologia ocorreu e o limite entre homem e máquina se tornou tão estreito que passa a ser difícil definir onde começa um e termina o outro.
 
A seção 9 é um departamento do governo responsável por desvendar os crimes cibernéticos e a líder da equipe de campo é a Major Motoko, uma ciborgue que teve todo o corpo substituído mantendo apenas o cérebro, mas justamente por possui-lo ainda é considerada uma humana. Cada capitulo do manga traz uma história, um caso que é resolvido, no entanto, alguns capítulos se conectam e há uma história maior, envolvendo o maior hacker de todos os tempos que é conhecido como Mestre dos Fantoches.
 
Além de, toda a parte de ação e ficção cientifica representada pelas novas tecnologias, a história discute muitos aspectos filosóficos, principalmente, quando se discute o que é vida, o conceito de alma e etc. Seria uma inteligência artificial, capaz de pensar por si própria uma forma de vida? Em um momento, a Motoko fala algo do tipo quem se especializa demais esta mais próximo de se extinguir que a diversidade é a fonte da vida (um tema mais do que atual), a história é o toda intermeada por esse tipo de discussão. E essas discussões são muito válidas até hoje, mas pensar que o autor já imaginou tudo isso em uma era pré internet, celular e todo esse tipo de tecnologia que temos hoje é bem incrível.
 
Essa edição esta cheia de notas, incluídas pelo próprio autor, às vezes, essas notas eram um pouco cansativas, mas contrariando uma recomendação no final do manga eu decidi lê-las concomitante a leitura e não me arrependi, pois algumas em ajudaram a entender melhor a intenção do autor e no que ele se baseou, inclusive, ele se baseou em pesquisas reais tanto no rama tecnológico quanto no biológicos e indica algumas outras leituras nessas notas e é justamente por isso, que o destaque do mangá fica para a construção de mundo, muito mais do que desenvolver personagens ou enredos individuais o autor focou suas atenções para o desenvolvimento desse universo tecnológico e distópico.
 
Apesar de entender a grandiosidade e importância do manga essa não foi uma leitura que me empolgou, inclusive, em alguns momentos foi um pouco truncada, mas mesmo assim, acho que vale a pena conhecer.
 
Sempre faço fotos para tentar mostrar um pouco da arte dos mangás e HQs, tentei variar dessa vez e fazer um videozinho, mas não consegui linkar direto aqui no blogger e precisei subir no youtube (e demorou para subir um vídeo com dois minutos), então por favor, me digam se vocês gostaram ou não desse formato.
 
 
 
Aproveitei também para assistir o anime de 1995 dirigido por Mamoru Oshii: Ghost in the shell - O fantasma do futuro, que esta disponível no Netflix e apesar de ter sido lançadas outras continuações e outros animes seriados, esse é o grande clássico que influenciou outras obras pop. Uma curiosidade é que além dos animes e do filme com a Scarlett Johansson (ainda não assisti) essa franquia também gerou romances e até um jogo para Playstation.
 
O anime traz a história principal, aquela que envolve o Mestre dos Fantoches que aparece em uns 3 ou 4 capítulos, e claro, para entendermos melhor a história ele traz algumas cenas e explicações que estão em outras partes do mangá. A Motoko do anime e  mangá são levemente diferentes na personalidade, no anime ela esta mais sombria e seria, no mangá ela tem um certo humor e é muito prepotente, o que no anime não fica tão evidente.
 
Acho que o anime acertou muito, desde de a escolha do enredo principal até as representações, a trilha sonora, achei tudo muito bem feito e consegue te prender e interessar mais do que o próprio mangá e acho uma boa porta de entrada para essa história, talvez seja uma opção mais viável, assistam ao anime e se gostarem leiam o mangá.
 
 
Título: The ghost in the shell
Autor: Shirow Masamune
Editora: JBC
344 páginas
 
Por hoje é isso,
 
E vocês conhecem essa história? Mangá, anime e/ou filme?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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O condenado

Bernard Cornwell

 
 
 
Sinopse: Charles Corday é acusado de assassinar uma condessa de quem pintava o retrato. Esquecido na temida Prisão de Newgate, restam-lhe apenas sete dias de vida antes de ser enforcado. Rider Sandman, um capitão temperamental que vive tempos difíceis depois de participar da Batalha de Waterloo, é convocado para investigar o crime. A investigação o levará a uma emocionante jornada pelos fétidos porões da prisão e pelos perfumados salões da aristocracia londrina. Enérgico e durão, Sandman é hábil com a espada e exímio jogador de críquete. E em sua arriscada empreitada conta apenas com a própria inteligência e um grupo de aliados nada convencionais: Sally Hood, modelo vivo de passado comprometedor; lorde Alexander, um fervoroso reverendo e também amante do críquete; e o velho companheiro de batalha, sargento Berrigan.
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Olha quem esta viva? Voltei....nos últimos tempos a vida esta muito atribulada com muito trabalho e não consegui atualizar o blog, mas vou tentar colocar tudo em ordem em breve.
 
E hoje vamos conversar um pouco sobre o livro que li para o Desafio Diminuindo a Pilha - Romance Histórico e o livro escolhido é de um dos autores mais consagrados nesse gênero, autor das series: triologia de Arthur, Busca do Graal e Guerras Saxônicas.
 
O condenado é um livro único considerado o melhor romance histórico publicado na Inglaterra em 2001, nesse livro vamos ter uma mistura de romance histórico com thriller, parecido com o que Umberto Eco fez em O nome da Rosa, mas tenho que confessar que com menos de primazia.
 
O livro se passa na Inglaterra do século XIX logo após as guerras napoleônicas quando um capitão inglês Rider Sandman volta para casa e se encontra em situação precária o pai perdeu tudo e se suicidou, assim ele se vê responsável pela família, sem emprego, deixado de lado pela nobreza e sem a noiva. Então ele é contratado para investigar o caso de um condenado a morte pelo assassinato de uma baronesa, mas ele tem apenas 7 dias para desvendar o caso e salvar um inocente da morte.
 
Rider é um exemplo de bom moço, honrado e em busca da justiça sempre, mas justamente por isso, esse é um personagem bastante plano e sem grandes nuances, resiste as tentações, trata todos com igualdade e justiça, ama de todo coração e com sinceridade, o único defeito (se é que pode se considerar assim) é ser um pouco estourado.
 
Para desvendar esse caso ele conta com a ajuda de figuras muito diferentes lorde Alexander, o único membro da nobreza que continua tratando-o da mesma forma, inteligente, erudito, mas apaixonado por belas mulheres, viciado em críquete protagoniza alguns dos diálogos mais interessantes e engraçados, além de ser, o personagem que traz a discussão a questão da pena de morte. Mas com certeza a personagem mais legal é a Sally Hood, irmã de Robin Hood, uma moça que tenta ganhar a vida da forma mais digna que consegue, por exemplo, posando nua para pintores. Desbocada, corajosa e inteligente é muito importante para o desenvolvimento da história.
 
O livro começa com uma cena muito interessante descrevendo a prisão, o cadafalso e tudo o que envolvia o cumprimento daquela sentença e a descrição é tão perfeita que você se sente vivendo aquele momento. E essa com certeza é a melhor parte do livro a descrição e ambientação histórica, já que a parte do thriller não é tão surpreendente, a apresentação dos suspeitos é muito rápida e não nos envolvemos ou importamos com eles.
 
 
A escrita é muito fluida e fácil e a última cena do livro é de prender o folego em uma grande corrida contra o tempo. 
 
Gostei muito do livro e recomendo a leitura, principalmente se você gosta de romances históricos e dessa época histórica e como nos outros trabalhos do autor, a parte histórica é muito sólida e baseada em pesquisas.
 
 
Livro: O condenado

Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
321 pag

E vocês conhecem o Bernard Cornwell?

Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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Retalhos

Craig Thompson
 
"... mas eu sabia que não estava competindo com ele, e sim contra mim mesmo... contra minha própria humanidade imperfeita que havia perdido a sintonia com a Terra."
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre minha leitura para o Desafio Diminuindo a Pilha desse mês - Ganhador de Prêmio, no caso, três prêmios Harvey, dois prêmios Eisner (Nobel da literatura) e o prêmio da crítica da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos e foi minha primeira experiência com o autor e realmente é uma leitura muito interessante.

Uma HQ autobiográfica, uma história de formação em que acompanhamos a vida do Craig desde a infância até a vida adulta. A história tem duas linhas temporais em paralelo, uma que se passa na infância do autor e outra na sua adolescência e essas linhas vão se alternando ao longo da história.

Craig não teve uma infância fácil, recebeu uma educação rígida e profundamente religiosa, praticamente tudo em sua vida girava em torno da religião, desde das constantes idas a igreja, a escola dominical até os acampamentos de inverno da igreja. Ele se sentia constantemente oprimido pela religião e suas regras, praticamente tudo era considerado como pecado ou algo que o prejudicaria no caminho para Deus e o paraíso. Desde muito pequeno ele gostava de desenhar, mas se sentia oprimido por acreditar que Deus desaprovava o fato dele investir o tempo nessa atividade sem um sentido religioso.

 
Crescendo em meio a essa situação seus momentos de alegria mais puros são ao lado do irmão mais novo com quem dividia a cama e as aventuras, no entanto, a medida que os dois crescem vão se afastando enquanto Craig se torna mais profundamente ligado a religião até que um dia ele conhece a Raina em um dos acampamentos de inverno e acaba se apaixonando. Depois de se corresponderem por carta finalmente ele faz uma visita para ela e passa a conviver com ela e toda a família que passa por um momento difícil e é toda disfuncional. A partir do convívio com eles ele passa a questionar muitas das suas verdades e seus posicionamentos, acompanhamos tudo isso associado aos questionamentos típicos da idade e do amadurecimento.


A história como um todo é muito sutil, bonita e é impossível não se sentir envolvido e tocado por ela.

O traço é muito bonito e cheio de detalhes e apesar de ser em preto e branco, o trabalho de luz e sombra dá um destaque para os desenhos.


Apesar do tamanho do quadrinho (582 páginas) a leitura é muito fluida e rápida. Do mesmo autor, já tenho Habib que pretendo ler em breve. Esse é um quadrinho que vale muito a pena.

Título: Retalhos
Autor: Craig Thompson
Editora: Quadrinhos na Cia.
582 páginas


 
Por hoje é isso,

E vocês já leram essa HQ? Conhecem o autor?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Livros das donas e donzelas

Julia Lopes de Almeida
 
"Decididamente, o trabalho é o melhor saneador de almas! E nós precisamos da nossa muito sã, porque só a virtude da mulher pode salvar os homens, seus filhos e seus irmãos, no descalabro das sociedades arruinadas ou em deliquescência... A nossa força está na nossa bondade e no nosso critério, coisas que, quando não são naturais, fazem-se pela vontade."
 


Olá pessoal, tudo bem?

O desafio diminuindo a pilha desse mês era um livro escrito por uma autora brasileira, e a principio eu tinha selecionado o livro de contos da Maura Lopes Cançado - O sofredor do ver, mas eu não estava muito no clima e percebi que estava forçando a leitura, por isso, acabei selecionando um outro livro.

Julia Lopes de Almeida foi uma escritora brasileira que viveu entre 1862 e 1934, escreveu 10 romances além de poesias, contos, teatro e crônicas, escreveu em uma época em que a escrita não era uma atividade bem vista entre as mulheres. Ela estava entre os fundadores da Academia Brasileira de Literatura (ABL) e apesar do nome dela constar na primeira lista dos imortais, eles acabaram decidindo que a academia seria exclusivamente masculina e ela foi substituída pelo marido que acabou recebendo a alcunha de "acadêmico consorte".

A primeira vez que eu ouvi falar da autora foi no Canal Viaggiando e a autora tem vários livros em domínio público e acabei escolhendo esse livro de crônicas para conhecer um pouco da autora e de quebra também variar um pouco o tipo de leitura lendo coisas diferentes de romances.

"Lembranças de amizades não são como lembranças de amor, que pungem e deliciam; têm outra suavidade, um perfume indistinto, e por isso são mais difíceis de descriminar nas meias tintas do passado; todavia, quanta comoção elas nos trazem na sua nevoenta aparição!"

O livro é escrito como se fosse uma espécie de carta as amigas da autora, as diversas mulheres que passaram pela vida da autora, mulheres de diferentes idades e tempos. Os temas das crônicas são muito diversos, desde de a própria amizade, passando pela vida nos conventos, a educação nos tempos atuais, a moda das boas maneiras, as diferenças entre o natal brasileiro e europeu, a vida das ostras até a importância da água na Roma e Pompeia antigas.

" O conhecimento dos grandes homens da antiguidade serve para a cultura do espírito, mas não sei se terá o mesmo proveito para a do sentimento."

Tem uma crônica provavelmente escrita na época da morte da rainha Vitória que particularmente me agradou muito até porque eu gosto da figura histórica da rainha Vitória, e ela, fala um pouco sobre a dor da rainha, especialmente, quando ela perdeu o seu companheiro o príncipe Alberto e diz a história que eles viveram um verdadeiro amor, inclusive tem um filme muito interessante chamado Vitoria que retrata a vida da monarca que eu recomendo.

"A dor, que não pôde ser expressa, por conveniências e por orgulhos de Estado, e que ficou abafada no último suspiro, deve vibrar agora, como um remorso na consciência dos que a provocaram."

Alguns textos são retratos da época, mas a maioria são observações da natureza humana que são válidos ainda para os dias de hoje, além de uma excelente observadora do comportamento humano, os textos demonstram que ela era uma vanguardista, principalmente nas questões feministas, textos como: A mulher brasileira e O vestuário feminino traz esse viés.
 
"Apesar da antipatia do homem pela mulher intelectual, que ele agride e ridiculariza, a brasileira de hoje procura enriquecer a sua inteligência frequentando cursos que lhe ilustrem o espírito e lhe proporcionem um escudo para a vida, tão sujeita a mutabilidades.."
 
"Mas, seja qual for a guerra que lhe façam, o feminismo vencerá, por que não nasceu da vaidade, mas da necessidade que obriga a triunfar."

Outra crônica especialmente interessante é Brutos, onde a autora discute a violência contra a mulher usando o exemplo de rainhas e imperatrizes, e em um período em que aos maridos era permitido "corrigir" as suas esposas o posicionamento claro da autora é digno de nota.

"A verdade é que não é suportável a ideia de que um homem, seja ele quem for, possa levantar a mão para uma mulher, seja ela quem for também."

Gostei bastante desse livro e recomendo a leitura da autora, inclusive pretendo ler um romance da autora e achei excelente para o tema do Desafio, afinal é uma autora contemporânea de Machado de Assis e companhia e que eu nunca tinha ouvido falar.

Título: Livro das donas e donzelas
Autor: Julia Lopes de Almeida
Editora: Domínio Publico
198 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já tinha ouvido falar dessa autora.

Até a próxima,

Dani Moraes

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O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye)


J. D. Salinger
 

Olá pessoal, tudo bem?

Esse foi o meu livro escolhido para o mês no Desafio Diminuindo a Pilha, um livro citado em outro livro e esse é citado em muitos só para dar exemplo: A culpa é das estrelas, As vantagens de ser invisível e O lado bom da vida, então ele também entra para aquele desafio bem antigo, das leituras feitas pelo Pat Peoples de O lado bom da vida.

Por mais incrível que pareça eu não sabia nada da história desse livro e eu tenho essa ediçãozinha muito simples em inglês que não tem uma sinopse ou se quer uma citação do livro, então fui totalmente no escuro e o que dizer? Entendo a importância do livro, mas estou longe de amar a história.

O livro conta a história do Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que já foi expulso mais de uma vez das escolas por onde passou e que atualmente estuda em uma escola bastante conceituada Pencey, mas e de 6 matérias reprovou em 5 e foi novamente expulso da escola. Esta próximo ao natal e ele deveria aguardar na escola até quarta feira, mas depois de uma confusão com o colega de quarto ele decide ir embora no sábado a noite, detalhe ele não irá voltar para casa, ele decide passar esses dias sozinho na cidade de Nova Iorque.

O livro é todo narrado em primeira pessoa e estamos o tempo todo nos pensamentos do Holden e ele é um adolescente chato, mesmo você que ama essa personagem, precisa admitir que ele é bem insuportável às vezes e aí começaram meus problemas, eu me enrolei com esse livro o mês inteiro e não porque eu estava lendo outras coisas, na verdade, ele era minha leitura principal e isso em grande parte é culpa do protagonista, já vamos falar um pouco mais dele, mas quero deixar claro que em alguns momentos ele pode te irritar, porque ele aparentemente não gosta de ninguém, todo mundo é "phony"(falso, hipócrita) e outros são "moron" (idiotas), mas ele também não faz nada para se ajudar ou melhorar a sua relação com os outros.

Ele é um menino que apresenta quadros de problemas psicológicos, provavelmente depressão e ao longo do livro são nos dadas algumas informações que vão explicando qual ou quais são as origens desse quadro. Tem um momento bem triste que ele fala que gostaria de se mudar para um lugar em quem ninguém o conhece e fingir que é surdo/mudo e se casar com uma mulher surda/muda, simplesmente, para não ter que conversar com mais ninguém. Isso mostra um isolamento absurdo, ele não tem amigos, ele tem alguns colegas, mas ninguém é realmente próximo a ele, ele não tem namorada, ele sai com uma garota, mas ele a considera fútil e há uma garota que ele realmente gosta, mas ele não tem coragem de ligar ou falar com ela. A conclusão a que cheguei é que ele tem medo de crescer, tanto que, as únicas pessoas que ele realmente gosta são as crianças, em especial a irmãzinha de 10 anos.

O Holden personifica uma critica a sociedade norte-americana vazia e alicerçada nas aparências, toda vez, que ele critica alguém ou alguma atitude o autor pretende expor esse tipo de atitude em toda a sociedade, o que foi revolucionário para época (pós segunda guerra), além disso, ele trata de assuntos tabus como sexo, suicídio e etc.

Tem algumas passagens no livro emocionantes, que você fica até arrependida de ter xingado o menino, como quando ele conversa com a irmã e explica o título do livro, que aliás, apesar da aparente estranheza tem uma explicação totalmente alinhada com o livro, ou quando ele fala sobre o irmão que já faleceu ou ainda quando ele esta no parque com a irmãzinha no carrossel:

"Cheguei a ficar com medo de que ela acabasse caindo da droga do cavalo. Mas não disse e nem fiz nada. O negócio com as crianças é que, se elas querem agarrar a argola dourada,  o melhor é deixar elas fazerem o troço e não disser nada. Se caírem, caíram, mas o errado é disser alguma coisa para elas" (Tradução do livro O lado bom da vida).
 
No meu projeto A lista de Pat Peoples eu me proponho a comparar minha opinião com a do personagem de O lado bom da vida, e ele diz que gostou do Holden, porque ele tenta fazer coisas boas para irmã, mas que acaba falhando e ele diz que a parte acima é a preferida dele. Eu também gosto dessa parte e apesar de não amar o Holden eu tento entende-lo dentro do contexto psicológico pelo qual ele esta passando.
 
Sei que vocês estão curiosos para saber se é complicado a leitura desse livro em inglês e para mim, foi um pouco, não porque a linguagem seja rebuscada, ao contrário, ela é muito coloquial, usa muitas gírias e palavras de baixo escalão e eu tive dificuldade porque precisei recorrer muito ao dicionário nas primeiras páginas, mas depois flui, porque ele acaba usando sempre as mesmas palavras, outro recurso usado é escrever as palavras da forma que palavra é pronunciada, nesses casos, tentem ler em voz alta. Tentem ler no original se puderem, até porque, as criticas a tradução disponível no Brasil são muito grandes, e sem falar que a versão em inglês esta muito mais acessível que a versão em português.

O livro tem muito mais significados do que uma leitura superficial pode sugerir, porém, apesar disso, não foi uma leitura que me encantou ou empolgou, parece que meu problema com os clássicos americanos permanece.

Recomendo para vocês esse vídeo do literatura fundamental com a professora  Maria Elisa Cevasco  que explora os temas do livro de forma mais completa.


Titulo: The catcher in the rye
Autor: J.D. Salinger
Editora: Little, Brown and company
234 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já leram o livro? Amam ou odeiam o Holden?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Cândido ou o otimismo

Voltaire
 
"Eu os cultivo com meus filhos; o trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade."
 


Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre esse livrinho muito divertido e cheio de interpretações e que foi o meu livro do Desafio Diminuindo a Pilha - um clássico.

Esse é livro é considerado um conto filosófico e foi escrito por Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês, que teve uma obra prolifica e incomodou muita gente tanto na politica quanto na igreja. O principal tema do livro é uma critica  a filosofia de Leibniz, que tinha como base o otimismo ou razão suficiente, que sustenta que nada pode existir sem uma razão de ser, sendo assim, o mundo rel deve ser o melhor mundo possível.

"Está demonstrado que as coisas não podem ser de outro modo: pois, tudo tendo um fim, tudo concorre necessariamente para o melhor fim."
 
Cândido é um rapaz que foi criado em um castelo em Westfalia (Alemanha), um tanto ingênuo e educado por Pangloss acreditando completamente na filosofia do otimismo. Cunegundes era a moça filha do dono do castelo pela qual Cândido era apaixonado, porém flagrado em um inocente beijo com a moça o mesmo foi expulso do castelo a pontapés e passa viver vários situações que vão fazer com que ele passe a duvidar dessa teoria filosófica.
 
"Sua filha, Cunegundes, que contava dezessete anos, era corada, viçosa, roliça, apetitosa."
 
A partir desse momento o livro se torna uma sequência de episódios onde o pobre Cândido só leva a pior, esse parte me lembrou Dom Quixote e as Novelas Exemplares do Cervantes que são cheios desses episódios, guardada as proporções, uma vez que, esse livro é bem curto e todas essa desventuras são resolvidas mais rapidamente. Inclusive no texto do Calvino (Cândido ou a velocidade) que esta no final da minha edição ele chama a atenção para esse ponto, considerando o Voltaire uma espécie de precursor do que se vê hoje nos cinema cômico: "o acumulo de desastres em grande velocidade". Tem alguns momentos que ilustram muito isso, como quando vários personagens disputam quem sofreu mais e o encontro dos seis reis depostos.
 
Nesses muitos episódios o autor vai fazer referencia a vários acontecimentos do período, como a Guerra dos sete anos, o terremoto de Lisboa, a revolta dos jesuítas no Paraguai, a execução de um almirante inglês, entre outros, mas tudo isso é sempre cercado de uma grande ironia, além da óbvia critica a corrente filosófica, há muita critica a politica, a igreja e até ao comportamento humano.
 
"Como? Não há monges que ensinam, que discutem, que governam, que intrigam e mandam queimar quem não é da mesma opinião? Só se fossemos loucos, disse o ancião."
 
Ao longo da história os personagens sofrem diversos encontros e desencontros, outros personagens são introduzidos, um desses personagens é Martin, que é o extremo oposto de Pangloss para ele tudo esta ruim e não há forma de melhorar, é o verdadeiro pessimista. Quando Cândido se vê exposto a duas filosofias tão distintas ele fica um pouco perdido, mas talvez essa seja a maior mensagem do livro, que não devemos nos perder em questões metafisicas e esquecer da nossa existência física e real, que só dessa forma podemos viver uma vida plena e mais feliz.
 
Eu já falei muito desse livro e acho incrível que um livro tão pequeno tenha tantas coisas nas quais podemos refletir. De maneira geral, é um livro ao qual recomendo bastante, mas procurem uma edição boa com notas de rodapé que agreguem a leitura, mas sem torna-la maçante, limitando-se a informações essenciais. A minha edição é da 34 e esta muito boa, tem um prefácio muito bom que nos ambienta no período e nas intenções do autor, boas notas de rodapé e um posfácio do Calvino bem interessante.
 
Apesar de ser um livro de 1759 a linguagem é muito tranquila e a leitura é rápida e fluida. Você pode fazer dois tipos de leitura: mais superficial - será um livro de aventuras divertido e de leitura rápida ou mais profunda - onde você vai entender as criticas e ironias embutidas na história e mesmo assim vai se divertir e rir da desgraça alheia.
 
Acho que é isso, leitura recomendada, livro pequeno e gostosinho de ler, vamos animar e carimbar mais um clássico lido na listinha.
 
Livro: Cândido ou o otimismo
Autor: Voltaire
Editora: 34
193 páginas
 
Por hoje é isso até a próxima,
 
Dani Moraes
 
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A vida privada das árvores

Alejandro Zambra
 
 
"Deixara de amá-la um segundo antes de começar a amá-la. Soa estranho, mas é assim que ele se sente: em vez de amar Karla, ele amara a possibilidade do amor, e depois a iminência do amor. Amara a ideia de um vulto se movendo entre lençóis brancos e sujos."
 


Olá pessoal, tudo bem?

Hoje gostaria de conversar sobre o livro do Desafio Diminuindo a Pilha desse mês - Livro com menos de 100 páginas e nesse caso, o livro tem 93 páginas e foi a minha primeira experiência com o Alejandro Zambra. Os livros do Zambra ficaram bastante conhecidos aqui no Brasil e infelizmente o primeiro livro Bonsai já esta esgotado e muito difícil de encontrar.

E como o livro é pequeno eu não posso falar tanta coisa assim para não revelar demais da leitura, o livro se passa em uma só noite onde Julián esta esperando a chegada da esposa Verónica que esta atrasada para voltar do curso de desenho e ele precisa colocar a enteada Daniela na cama, entanto faz a garota dormir ele conta para ela uma história: A vida privada das árvores.

"Antes do previsto, porém, Verónica deu com o ressentimento que andava procurando: aquele não era um mundo do qual quisesse fazer parte - não era, nem de longe, um mundo do qual quisesse fazer parte - não era, nem de longe, um mundo do qual ela pudesse fazer parte."

Enquanto ele aguarda a esposa passa a recordar a história dos dois, como se conheceram e como foi o relacionamento dos dois. E é uma história bastante normal, incluindo, decepções e alegrias como normalmente a vida é.

"No passado de Julián não havia nada do que fugir, mas era disso, justamente, que fugia: da mediania, das inumeráveis horas perdidas na companhia de ninguém."

Em um dado momento da história ele começa a pensar no futuro e especular como o mesmo será, se Verónica não voltar e então, já não mais sabemos se é especulação ou se aquilo é realmente o futuro se concretizou.

É um livro mais introspectivo, não acontece muita coisa, não tem grandes conflitos nada de extraordinário acontece, é um livro sobre pessoas comuns vivendo suas vidas comuns. Na verdade, o livro não me tocou tão profundamente, mas gostei da escrita do Zambra e tenho Formas de voltar para casa aqui e tenho a impressão que vou gostar mais.

Livro: A vida privada das árvores
Autor: Alejandro Zambra
Editora: Cosac Naify
93 páginas

Por hoje é isso,

Até a próxima,

Dani Moraes

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O passageiro secreto

Joseph Conrad
 


Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje vamos conversar sobre o O passageiro secreto do Joseph Conrad que foi a minha escolha para o Desafio Diminuindo a Pilha do mês de fevereiro - autor que você nunca leu.

Józef Teodor Nałęcz Korzeniowski, conhecido como Joseph Conrad, era polonês, mas tinha nascionalidade britânica, viveu entre 1857 - 1924,  foi marinheiro e o tema de mar é recorrente nas suas obras, sendo a mais famosa Coração das trevas.

Escolhi começar por essa novela do autor que foi publicada pela Cosac Naify, um capitão recém empossado em um navio acaba acolhendo um naufrago do mar. Sem o conhecimento da tripulação ele permite que o mesmo fique no navio e o esconde na própria cabine. Eles passam a ter um relacionamento de cumplicidade praticamente mudo, o naufrago ganha a confiança do capitão e também a nossa.

“Enquanto ele pendia da escada, como um nadador em repouso, os relâmpagos marinhos percorriam seus braços e pernas a cada movimento; e o revelavam espectral, prateado, lembrando um peixe. Mudo como um peixe, também.”
 
A história vai explorar a ideia do duplo e do espelho em meio a uma aura de suspense.
 
O livro é curto e muito rápido quando vê você já terminou, mas acho que é uma boa entrada para a escrita do autor.
 
Essa edição da Cosac é daquela coleção dos livros objetos, nesse caso, o livro vem em uma caixa e as páginas são duplas formando um espécie de membrana onda há ilustrações que também contam a história.
 
 
Livro: O passageiro secreto
Autor: Joseph Conrad
Editora: Cosac Naify
56 páginas
 
Fiquei com vontade de explorar um pouco mais da obra do autor.
 
E vocês já leram algo do Joseph Conrad?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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O retrato de Dorian Gray

Oscar Wilde
 
"Um livro não é, de modo algum, moral ou imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo."
 
 
 
Olá Pessoal, tudo bem ?
 
Esse foi o livro lido para o Desafio Diminuindo a Pilha de janeiro - encalhado na estante e realmente esse livro estava na estante a muito tempo e tentei lê-lo  muitas vezes no ano de 2016, além disso, ele é um dos grandes clássicos da literatura mundial.
 
O retrato de Dorian Gray conta a história de Dorian Gray, um jovem rapaz que encanta a todos com a sua beleza, loiro, olhos azuis e com sua face que resplandece a inocência. Basil Hallward é um pintor  que se encanta com esse jovem rapaz e faz um quadro de Dorian. Lord Henry é um membro da sociedade inglesa, hedonista, sínico, que tem como única finalidade na vida o prazer e passa a ser uma influencia decisiva na vida de Dorian.
 
Dorian se encanta com a própria beleza refletida no quadro feito por Basil e faz um espécie de pacto, pedindo para que o quadro sofra com o passagem do tempo e com os sofrimentos da alma e misteriosamente ele tem pedido atendido.
 
Esse livro esta inserido dentro da literatura vitoriana, a mesma fase a que pertence, por exemplo, Charles Dickens e as irmãs Brontë. Oscar Wilde defendia a arte pela arte (esteticismo) que exaltava o culto a beleza, a liberdade do individuo e culto a liberdade.
 
O livro traz algumas discussões e interpretações com relação ao pacto faustico e o mito narcisista e tem muitos estudos disponíveis na internet e eu li alguns deles para complementar a minha experiência de leitura e esses são alguns caso vocês estejam interessados:
 

Para mim, o personagem mais interessante do livro é Lord Henry, que essa influencia nefasta sobre Dorian, um homem extremamente sínico, mas que ao mesmo tempo é capaz de expressar tantas verdades, mas claro que ele nos dá ódio, e os comentários que ele faz sobre as mulheres são terriveis:

"As mulheres representam o triunfo da matéria sobre a inteligência, assim como os homens representam o triunfo da inteligência sobre os costumes."

 
A escrita do Oscar Wilde é bem bonita até mesmo nessa minha edição que é bem mais simples e com uma tradução bem antiga, mas o livro não me encantou tanto quanto eu gostaria, fiquei com aquela mesma sensação de quando eu li O grande Gatsby é um livro bem escrito, mas que não me pegou de verdade.

Livro: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Martin Claret
215 páginas

E vocês já leram esse livro? São apaixonados?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Desafio Literário Diminuindo a Pilha 2017




Olá Pessoal, tudo bem?

Desafios, desafios.. quem não ama?

Hoje vamos conversar sobre esse desafio que na verdade é o antigo Desafio do Skoob que mudou de nome e eu amei esse nome já que uma das coisas que mais quero é diminuir um pouco a minha pilha dos por ler. Para quem não conhece o desafio, mas gostaria de participar é muito simples, a ideia é lermos e resenharmos pelo menos 1 livro de cada tema determinado para aquele mês, toda a interação acontece por um grupo no facebook, e além das ótimas dicas e dá interação entre os participantes sempre rola sorteio e quem não gosta?

Como eu falei lá no meu post sobre metas eu quero continuar com esse Desafio, pois nos últimos 2 anos deu muito certo, geralmente meu critério para escolher os livros eram: se encaixar no tema e estar há muito tempo na minha estante, porém esse ano eu mudei um pouquinho, tempo na estante não foi mais critério determinante e sim, meu interesse pelo livro e seu tamanho, sim seu tamanho, apesar de ter alguns livros de tamanho razoável eu evitei livros de 700 páginas para não comprometer todo o meu mês de leitura como o livro do Desafio. Vamos lá aos desafios e os escolhidos:



JANEIRO: Encalhado na estante - O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Eu tenho esse livro há um bom tempo, ele é o preferido do meu melhor amigo, já coloquei em TBR, metas literárias, desafio livrada e coitadinho continua aqui sem ser lido, mas agora vai.
Só para constar, eu tinha muitas opções na minha estante para esse desafio.



FEVEREIRO: Um Autor que você nunca leu - O passageiro Secreto - Joseph Conrad


Para essa categoria eu também tinha bastante opção, mas acabei selecionando esse livro que eu comprei recentemente em uma promoção da Cosac na Amazon por recomendação da Duda do Book Addict, eu não sei nada sobre a história, mas tenho muita curiosidade de conhecer o autor e essa edição é toda diferente e me deixou bem curiosa.



MARÇO: Livro de até 100 páginas - A vida privada das árvores - Alejandro Zambra


Esse também poderia estar na categoria anterior porque eu nunca li nada do autor, mas todo mundo fala tão bem dele que eu preciso conhecer e os livros são bem curtinhos, no caso desse, 96 páginas.



ABRIL: Clássico - Cândido ou O otimismo - Voltaire

Esse é um dos grandes clássicos da literatura mundial e eu tenho vontade de lê-lo a um bom tempo e na bienal do ano passado acabei comprando essa edição da Editora 34 e aproveitei para encaixa-lo nesse desafio.



MAIO: Um livro mencionado em outro livro - The catcher in the rye - J.D. Salinger


Esse livro é um clássico da literatura americana e portanto é mencionado em livros e filmes, que eu sei ele foi mencionado em: O lado bom da Vida - Matthew Quick (que eu adoro e foi a primeira resenha do blog), A culpa é das estrelas - John Green e As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky.

Eu tenho essa edição bem simples em inglês porque o livro em português é muito caro e deve ter alguma questão de direitos autorais muito complexas, pois não são publicadas outras edições desse livro.

Ele é meio que o primeiro YA e é meio ame ou odeie, vamos ver qual será meu time.




JUNHO: AutorA nacional - O sofredor do ver - Maura Lopes Cançado


Esse foi difícil, vergonhosamente eu tenho muito pouca coisa de autora nacional e menos ainda não lido, por isso, acabei selecionando esse livro de contos da Maura Lopes, em 2016 eu li o outro livro dela que é Hospício é Deus e foi uma experiência bastante interessante, espero gostar bastante dos contos também.



JULHO: Ganhador de Prêmio - Retalhos - Craig Thompson


Para esse desafio eu escolhi uma HQ que ganhou alguns dos principais prêmios da categoria 3 prêmios Harvey e 2 Eisner e o premio da Associação Francesa de Críticos e eu as escolhi porque ano passado eu coloquei uma HQ no desafio - Maus e foi incrível, e Retalhos tem resenhas excelentes e parece ser maravilhosa.



AGOSTO: Romance Histórico - O condenado - Bernard Cornwell

Escolhi um livro de um dos reis do romance histórico - Bernard Cornwell, apesar do autor ter muitas series esse é um livro único e tem alguma relação com a Batalhe de Waterloo.



SETEMBRO: Tem filme ou série - 2001 - Uma odisséia no espaço - Arthur C. Clarke


Um clássico da ficção cientifica que dispensa apresentações, tem um filme que também é um clássico da Sétima arte, os dois meio que nasceram juntos, primeiro foi feito o roteiro para o filme e romance nasceu na sequência, sendo os dois lançados mais ou menos no mesmo período.




OUTUBRO: Terror - A maldição do cigano - Stephen King


Eu não leio muito terror e quando aparece nos desafios acabo recorrendo ao King, não sei muito sobre esse livro em especifico, mas eu já o tinha em casa e o lerei nessa categoria.




NOVEMBRO: Distopia - O processo - Franz Kafka

Quando eu vi essa categoria imediatamente me remeteu as distopias juvenis ou a trindade da distopia clássica (1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451) pesquisando um pouquinho descobri que esse livro que me espera na estante já a algum tempo é também uma distopia e fiquei muito feliz de coloca-lo nessa categoria, pois do Kafka só li Metamorfose, o qual achei profundamente perturbador, vamos ver o que nos espera aqui.





DEZEMBRO: Fantasia - O gigante enterrado - Kazuo Ishiguro

Essa também foi uma escolha menos óbvia para mim pelo menos, que logo pensei no Neil Gaiman ou alguma coisa de High Fantasy, mas achei a oportunidade perfeita de conhecer a escrita do Ishiguro e de ler esse livro lindo que esta aqui na minha estante.


Bom é isso,

E vocês definiram a TBR? Gostaram dos desafios? Vamos ler?

Até a próxima,

Dani Moraes

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