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O condenado

Bernard Cornwell

 
 
 
Sinopse: Charles Corday é acusado de assassinar uma condessa de quem pintava o retrato. Esquecido na temida Prisão de Newgate, restam-lhe apenas sete dias de vida antes de ser enforcado. Rider Sandman, um capitão temperamental que vive tempos difíceis depois de participar da Batalha de Waterloo, é convocado para investigar o crime. A investigação o levará a uma emocionante jornada pelos fétidos porões da prisão e pelos perfumados salões da aristocracia londrina. Enérgico e durão, Sandman é hábil com a espada e exímio jogador de críquete. E em sua arriscada empreitada conta apenas com a própria inteligência e um grupo de aliados nada convencionais: Sally Hood, modelo vivo de passado comprometedor; lorde Alexander, um fervoroso reverendo e também amante do críquete; e o velho companheiro de batalha, sargento Berrigan.
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Olha quem esta viva? Voltei....nos últimos tempos a vida esta muito atribulada com muito trabalho e não consegui atualizar o blog, mas vou tentar colocar tudo em ordem em breve.
 
E hoje vamos conversar um pouco sobre o livro que li para o Desafio Diminuindo a Pilha - Romance Histórico e o livro escolhido é de um dos autores mais consagrados nesse gênero, autor das series: triologia de Arthur, Busca do Graal e Guerras Saxônicas.
 
O condenado é um livro único considerado o melhor romance histórico publicado na Inglaterra em 2001, nesse livro vamos ter uma mistura de romance histórico com thriller, parecido com o que Umberto Eco fez em O nome da Rosa, mas tenho que confessar que com menos de primazia.
 
O livro se passa na Inglaterra do século XIX logo após as guerras napoleônicas quando um capitão inglês Rider Sandman volta para casa e se encontra em situação precária o pai perdeu tudo e se suicidou, assim ele se vê responsável pela família, sem emprego, deixado de lado pela nobreza e sem a noiva. Então ele é contratado para investigar o caso de um condenado a morte pelo assassinato de uma baronesa, mas ele tem apenas 7 dias para desvendar o caso e salvar um inocente da morte.
 
Rider é um exemplo de bom moço, honrado e em busca da justiça sempre, mas justamente por isso, esse é um personagem bastante plano e sem grandes nuances, resiste as tentações, trata todos com igualdade e justiça, ama de todo coração e com sinceridade, o único defeito (se é que pode se considerar assim) é ser um pouco estourado.
 
Para desvendar esse caso ele conta com a ajuda de figuras muito diferentes lorde Alexander, o único membro da nobreza que continua tratando-o da mesma forma, inteligente, erudito, mas apaixonado por belas mulheres, viciado em críquete protagoniza alguns dos diálogos mais interessantes e engraçados, além de ser, o personagem que traz a discussão a questão da pena de morte. Mas com certeza a personagem mais legal é a Sally Hood, irmã de Robin Hood, uma moça que tenta ganhar a vida da forma mais digna que consegue, por exemplo, posando nua para pintores. Desbocada, corajosa e inteligente é muito importante para o desenvolvimento da história.
 
O livro começa com uma cena muito interessante descrevendo a prisão, o cadafalso e tudo o que envolvia o cumprimento daquela sentença e a descrição é tão perfeita que você se sente vivendo aquele momento. E essa com certeza é a melhor parte do livro a descrição e ambientação histórica, já que a parte do thriller não é tão surpreendente, a apresentação dos suspeitos é muito rápida e não nos envolvemos ou importamos com eles.
 
 
A escrita é muito fluida e fácil e a última cena do livro é de prender o folego em uma grande corrida contra o tempo. 
 
Gostei muito do livro e recomendo a leitura, principalmente se você gosta de romances históricos e dessa época histórica e como nos outros trabalhos do autor, a parte histórica é muito sólida e baseada em pesquisas.
 
 
Livro: O condenado

Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
321 pag

E vocês conhecem o Bernard Cornwell?

Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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A lógica inexplicável da minha vida

Benjamin Alire Sáenz
 
"Viver é uma arte, não uma ciência."


 
 Olá Pessoal, tudo bem?
 
Hoje vamos conversar um pouco sobre mais uma ótima surpresa trazida pelo Turista Literário, e vocês que acompanham esse blog sabem que minhas leituras são muito variadas, mas definitivamente não sou a pessoa que lê tanto YA contemporâneo e é por isso mesmo, que essas caixinhas de assinatura, no caso o Turista Literário são interessantes, pois acabamos experimentando coisas que do contrário não leríamos.

Salvador foi criado por seu pai adotivo, um homossexual de família de origem mexicana, que sempre foi muito certinho e tem como melhor amiga Samantha que sempre foi um vulcão de sentimentos e com uma relação muito difícil com a mãe. Fito também faz parte dessa turma de amigos e vive em uma situação precária em uma família de viciados e sem ninguém a zelar por ele se vira como pode, mas ele é um garoto muito esforçado e tem um plano para mudar de vida.

Salvador teve uma infância muito boa, sempre se sentiu parte da sua grande família mexicana e teve todo o apoio do pai que sempre foi um grande amigo para ele, mas derrepente tudo mudou, sua avó Mimá esta doente, seu pai esta se reaproximando de um ex-namorado e ele passou a perder o controle e partir para briga socando algumas pessoas. Isso tudo faz com que ele passe a questionar suas origens e quem seria seu pai biológico e de quem ele teria herdado a violência. Aliado a tudo isso, ainda tem a questão de escolher uma faculdade e de imaginar o que o futuro reserva, então ele se vê perdido em meio a tudo.

 
"Acho que a vida machucava todo mundo. Eu não entendia a lógica dessa coisa que chamávamos de viver. Talvez não fosse para entender."

O livro vai retratar aqueles momentos da vida onde tudo começa a mudar e nem sempre parece uma boa coisa e todos nós já passamos por isso, aquele momento que tudo que você queria é que o tempo voltasse para aquela época em que você nem tinha percebido antes que era tão bom. No entanto, isso tudo faz parte do crescimento e amadurecimento, mas saber disso, nem sempre deixa isso mais fácil, aceitar os ciclos da vida e principalmente aprender a viver nessa nova condição é o que faz com que nos desloquemos pelas fases da vida.

E o mais bonito nesse livro são as relações humanas, o mais importante nesse livro é o amor, mas não estou falando de amor romântico, mas do amor da família, amor entre pais e filhos, amor entre amigos e amor pela vida e por viver em sua plenitude.
 
"Enxergar alguém. Enxergar alguém de verdade. Isso é amor."

Outra coisa interessante desse livro é a forma não clichê que alguns assuntos são tratados (especialmente, quando pensamos em outros livros YA), a orientação sexual dos personagens não é o que os defini, dois amigos de sexos diferentes podem ser só amigos sem envolvimento romântico, aliás nem tudo é romance e não necessariamente as pessoas vivem um grande amor ou paixão aos 17 anos.

Recomendo para você que quer uma leitura gostosa, mas que te faça pensar ao mesmo tempo para leitores costumeiros de YA e também para os ocasionais.

Título: A lógica inexplicável da minha vida
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
442 páginas

Como eu comentei esse foi o livro que veio na caixinha do Turista Literário e dessa vez ela estava especial de um ano de turista e veio uma edição personalizada do turista e tudo com direito a recadinho e logo. E dessa vez, veio até uma caneca para a louca das canecas aqui..


Por hoje é isso,


Até a próxima,

Dani Moraes

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Retalhos

Craig Thompson
 
"... mas eu sabia que não estava competindo com ele, e sim contra mim mesmo... contra minha própria humanidade imperfeita que havia perdido a sintonia com a Terra."
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre minha leitura para o Desafio Diminuindo a Pilha desse mês - Ganhador de Prêmio, no caso, três prêmios Harvey, dois prêmios Eisner (Nobel da literatura) e o prêmio da crítica da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos e foi minha primeira experiência com o autor e realmente é uma leitura muito interessante.

Uma HQ autobiográfica, uma história de formação em que acompanhamos a vida do Craig desde a infância até a vida adulta. A história tem duas linhas temporais em paralelo, uma que se passa na infância do autor e outra na sua adolescência e essas linhas vão se alternando ao longo da história.

Craig não teve uma infância fácil, recebeu uma educação rígida e profundamente religiosa, praticamente tudo em sua vida girava em torno da religião, desde das constantes idas a igreja, a escola dominical até os acampamentos de inverno da igreja. Ele se sentia constantemente oprimido pela religião e suas regras, praticamente tudo era considerado como pecado ou algo que o prejudicaria no caminho para Deus e o paraíso. Desde muito pequeno ele gostava de desenhar, mas se sentia oprimido por acreditar que Deus desaprovava o fato dele investir o tempo nessa atividade sem um sentido religioso.

 
Crescendo em meio a essa situação seus momentos de alegria mais puros são ao lado do irmão mais novo com quem dividia a cama e as aventuras, no entanto, a medida que os dois crescem vão se afastando enquanto Craig se torna mais profundamente ligado a religião até que um dia ele conhece a Raina em um dos acampamentos de inverno e acaba se apaixonando. Depois de se corresponderem por carta finalmente ele faz uma visita para ela e passa a conviver com ela e toda a família que passa por um momento difícil e é toda disfuncional. A partir do convívio com eles ele passa a questionar muitas das suas verdades e seus posicionamentos, acompanhamos tudo isso associado aos questionamentos típicos da idade e do amadurecimento.


A história como um todo é muito sutil, bonita e é impossível não se sentir envolvido e tocado por ela.

O traço é muito bonito e cheio de detalhes e apesar de ser em preto e branco, o trabalho de luz e sombra dá um destaque para os desenhos.


Apesar do tamanho do quadrinho (582 páginas) a leitura é muito fluida e rápida. Do mesmo autor, já tenho Habib que pretendo ler em breve. Esse é um quadrinho que vale muito a pena.

Título: Retalhos
Autor: Craig Thompson
Editora: Quadrinhos na Cia.
582 páginas


 
Por hoje é isso,

E vocês já leram essa HQ? Conhecem o autor?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Orgulho e Preconceito

Jane Austen

"É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa."



Olá Pessoal, tudo bem?

Jane Austen foi uma escrito inglesa que viveu entre  16 de dezembro de 1775  e 18 de julho de 1817 e portanto, nesse mês faz 200 anos da morte da autora e vai rolar mais um post em homenagem a autora.

Orgulho e Preconceito é seu livro mais famoso e considerado sua obra-prima e por isso, mesmo é muito conhecido, já li duas vezes essa obra (quem me conhece sabe que não sou tão dada a releituras, então isso é significativo), mas justamente devido a ser uma história conhecida não vi muito sentido em uma resenha tradicional e resolvi elencar alguns motivos para você ler o livro (apesar de também já existir diversas listas dessas).

Mini-Sinopse: Os Bennets são uma família que pertence ao que podemos chamar de classe média do  período regênciano, com 5 filhas, eles não tem um herdeiro para manter a herança da família, portanto, é mais do que importante, é necessário casar bem as filhas para garantir o futuro das mesmas. Em um certo verão, Mr. Bingley, um rico aristocrata britânico decide passar uma temporada na localidade rural onde vive a família e logo se torna alvo das mocinhas casadoiras de plantão. Mr. Darcy que acompanha o amigo a principio torna-se também um alvo até que é tachado por todos como muito orgulhoso. Surge entre ele e Elizabeth Bennet um amor a primeira vista as avessas e eles se detestam logo de cara, enquanto a irmã mais velha de Lizzie, Jane e Mr. Bingley se apaixonam de forma muito inocente.



1 - Adaptações: Você não é muito de livro, mas existem diversas adaptações para esse clássico da literatura, desde de, inspirações como O diário de Bridget Jones e Os diários de Lizzie Bennet, passando por tramas bollewoodianas como Noiva e Preconceito, com criaturas Orgulho e Preconceito e zumbis, a adaptações fieis e lindíssimas como o Filme de 2005 com a Keira Knightley e mini-serie da BBC de 1995, não seria legal conhecer a história original que levou a tudo isso?

2 - Clássico: esse é considerado um clássico da literatura universal e para mim um excelente livro para começar a ler os clássicos, a escrita apesar de, refletir a época não é empolada ou especialmente rebuscada e a história envolvente vai fazer com que você passe as páginas sem nem perceber.

3 - Precursor das comédias românticas: casal que se odeia a principio para depois perceber que se amam, então precisam mudar para serem capaz de aceitar e viver com as diferenças, isso não soa familiar? Sim, o livro pode ser considerado o precursor das comédias românticas e para mim isso é mais do que suficiente, mas ele não é só isso de maneira alguma..

4 - Diálogos: Se você assim como eu gosta muito de diálogos, precisa conhecer, as obras da Jane Austen e esse livro em especial tem diálogos incrivelmente perspicazes e cheios de significados nas entrelinhas.

5 - Critica social com humor inglês: Personagens como a nobre tia do Mr. Darcy e o primo dos Bennet com seus preconceitos, seu amor ao luxo e desprezo pelos mais pobres são representações de duas instituições inglesas importantes - o clero e a nobreza, que são mordazmente criticados e com um humor incrível nas figuras de Mr. Bennet e da própria Elizabeth, inclusive, esses dois não perdoam em suas criticas nem a família e muito menos os costumes hipócritas da sociedade da época.


6 - Elizabeth Bennet: é uma personagem incrível, uma mulher a frente do seu tempo, inteligente, leitora voraz, esperta, não se deixa influenciar pelo que a sociedade espera, não quer se casar por conveniência, inclusive dispensando um casamento "vantajoso" na visão da mãe, observadora da natureza humana e capaz de construir imagens e fazer julgamentos a partir dessas observações, mas ela é humana e também se engana, rápida em condenar Mr. Darcy, se arrepende é precisa engolir o próprio orgulho para reparar o que foi feito.



7 - Mr. Darcy: ele é a típica figura do homem que se transforma por causa do amor e faz tudo pelo bem da amada, sem que ela saiba e mesmo que não tenha a menor esperança de um dia ser aceito por ela, tem como não suspirar por ele e foi interpretado por Colin Firth no seu auge.


8 - Jane Austen: Essa mulher escreveu isso tudo de sua casa no interior da Inglaterra, sem ter tido nenhuma condição, escondida, porque escrever não era coisa de mulher, considerada uma solteirona e de certa forma um peso para família ela foi capaz de enxergar e retratar a sociedade da época de forma brilhante, então o mínimo que você pode fazer é tentar ler uma obra da mesma.

Por hoje é isso, espero que eu tenha conseguido aguçar a curiosidade de quem ainda não leu essa grande obra.

Até a próxima,

Dani Moraes

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A abadia de Northanger

Jane Austen
 
"Ninguém que tivesse visto Catherine Morland em sua infância poderia supor que ela tivesse nascido para ser uma heroína. (...) Mas dos 15 anos aos 17 anos, ela estava em treinamento para se tornar uma heroína. Leu todos os livros que as heroínas deveriam ler para fornecer em suas memórias aquelas citações que eram tão úteis e tranquilizantes durante as vicissitudes de suas agitadas vidas."
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Mais um post em homenagem a Jane Austen já que esse ano faz 200 anos da morte da autora, mas precisamente em 18 de julho, ou seja hoje, e esse foi o segundo livro da Jane que eu li, e o primeiro a ser escrito pela autora, apesar de só ter sido publicado póstumamente e tenho que dizer que adorei, achei divertidíssimo.
 
O livro é uma parodia aos romances góticos que estavam muito em vogue na época em que o livro foi escrito. "A literatura gótica inicia-se no século XVIII, na Inglaterra, com a obra O Castelo de Otranto (1764), de Horace Walpole. Costuma-se destacar, como algumas das principais características desse tipo de literatura, os cenários medievais (castelos, igrejas, cemitérios, florestas, ruínas), os personagens melodramáticos (donzelas, cavaleiros, vilões, os criados), os temas e símbolos recorrentes (segredos do passado, manuscritos escondidos, profecias, maldições)."(Fonte: Wikipédia).
 
Catherine, nossa heroína como o livro tantas vezes a nomeia, é uma jovem apaixonada por romances, principalmente, romances góticos e o livro nomeia alguns desses títulos como Os Mistérios do Castelo d Udolfo e O monge, e que tem uma mente muito criativa e acaba profundamente influenciada pelas imagens dos livros, portanto, eu considero o livro um tanto quanto Quixotesco, uma vez, assim como nosso cavaleiro andante os livros vão colocar nossa heroína em situação complicada.
 
Catherine cresceu em uma família com muitos irmãos (10) e eles seriam uma espécie de "classe média" da época que vivia em uma pequena cidade, com uma vida simples, tranquila e sem grandes atrativos, até que ela é convidada pelos vizinhos para passar um tempo e Bath, uma espécie de estância onde muitas pessoas vão passar a temporada. Lá ela vai conhecer Henry Tillney, uma jovem muito simpático, com grande senso de humor, inteligente, perspicaz e um perfeito cavalheiro, pelo qual ela irá se interessar. Ela também irá conhecer a família Thorpe e imediatamente ela se torna uma grande amiga de Isabela e o alvo das atenção do irmão da moça John.
 
Em um dado momento, ela é convidada pelo general Tillney, pai de Henry para passar uma temporada na abadia de Northanger e sua mente logo é tomada de diversas imagens da grandes aventuras e mistérios que a casa pode revelar, bem ao estilo gótico.
 
Como já disse o livro é muito divertido a narradora (sim, porque eu imagino uma voz de mulher) é extremante perspicaz e ácida ao fazer as criticas a sociedade que é claro estão presentes como sempre nos livros da autora.
 
Mas aí você pode dizer, mas como a autora pode criticar o romance, sendo essa, a forma de escrita escolhida por ela mesmo? Na verdade, apesar da brincadeira que ela faz, especialmente, com os exageros do romance gótico ela defende a arte, inclusive ela utiliza a voz de um personagem masculino (Henry) para fazer essa defesa e em uma determinada parte do livro quando falam sobre o romance de forma a diminui-lo em quanto obra literária vemos essa declaração:
 
"Ou, em resumo, apenas algum trabalho para o qual as maiores forças da mente são exibidas; um trabalho no qual o mais complexo conhecimento da natureza humana, a mais feliz delineação de suas variedades, as mais vívidas efusões de gênio e humor são levadas ao mundo, na mais bem escolhida linguagem."
  
Na verdade, no final, os romances e a leitura em si ajudam a personagem entender um pouco melhor a vida real, inclusive, auxiliando ela a diferenciar entre a fantasia e a realidade, entre uma verdadeira amizade e uma construída de aparências e possíveis vantagens.
 
A personagem principal também é muito ingênua e acredita na boa vontade e sinceridade de todos, e através dessa inocência da personagem Jane Austen insere mais uma vez a critica a sociedade de interesses, principalmente financeiros, com os quais os casamentos eram acertados.


Assisti também uma adaptação cinematográfica que foi feita para TV em 2007 com a Felicity Jones no papel de Catherine. É uma adaptação bastante fiel e achei bem feita. Uma coisa interessante dessa adaptação é que eles incluíram umas cenas onde a Catherine devaneia imaginando cenas dos livros que ela lê se colocando no papel da heroína e Henry como o salvador.


Livro: A abadia de Norhanger
Autor: Jane Austen
Editora: Landmark
137 páginas

Por hoje é isso,
E vocês gostam da Jane Austen?

Até a próxima,

Dani Moraes

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TAG dos 50%

Olá Pessoal, tudo bem?
 
Faz um bom tempo que não faço uma TAG aqui no blog, mas essa é uma muito interessante porque nos leva a fazer um balanço de meio de ano nas nossas leituras, é legal porque podemos refletir sobre aquilo que já lemos e pensar um pouco mais no que ler nesse segundo semestre.
 
 
1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017.
 
 
Golem & O gênio - Helene Wecker: Esse é um livro de fantasia ambientado na Nova Iorque da virada do século XX, que traz dois personagens de duas culturas diferentes considerada muitas vezes antagônica - Golem da cultura judaica e o gênio da cultura árabe. Essas criaturas em si são muito diferentes e em certos aspectos antagônicas, e assim como essas duas criaturas aprendem a se respeitar e até mesmo admirar o que há de diferente na outra os povos que elas representam podem e devem fazer o mesmo. Livro excelente, com uma trabalho de pesquisa muito bem feito e explorando um lado que não vemos muito e pouco conhecemos dessas duas culturas. Leitura mais que recomendada!!! Comentário no blog.
 
2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.
 
 
Os segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn (v. 4): Esse é o quarto volume da serie Os Bridgerton que tem livros com histórias independentes uma focada em cada irmão, mas que é mais interessante que seja lida na sequência para evitar spoilers. E nesse livro temos o irmão que mais amamos, o Colin, aquele que sempre estava lá com os irmãos seja com um comentário um pouco sarcástico ou pronto para ajuda-los. E foi muito legal ver que apesar de todo o bom humor ele também tem suas fragilidades, além disso a Penélope é uma personagem perfeita para ser seu par, uma solteirona assumida, considerada pouco atraente, mas muito inteligente e com uma capacidade de observação mordaz. Ler Julia Quinn é sempre uma delicia, os diálogos e as situações improváveis que os personagens se colocam são um caso a parte. Mais uma leitura recomendada!  Comentário no blog.
 
3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
 
 
A guerra que salvou a minha vida - Kimberly Brubaker Bradley: Esse livro eu já comprei e é só encaixar nas próximas leituras, mais fácil do que o livro que eu citei ano passado que ainda não li. Quando eu ler comento com vocês o que eu achei.
 
4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
Para falar a verdade não sou ligada em lançamento, mas se estou esperando alguma coisa é o sexto livro da Guerra dos Tronos dá para sair? Também aceito terceiro das crônicas do matador do rei (daí posso ler o segundo em paz) e segundo da serie dos executores do Brandon Sanderson também é válido.
 
5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
 
 
O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde: Aqui o problema pode ter sido expectativas porque eu realmente não entendi o que as pessoas veem nesse livro, a história não me pegou e só meio que queria finalizar logo, olha que fui atrás de textos de apoio e mesmo assim, a leitura não cresceu para mim. Comentário no blog.
 
6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.
 
 
 Perdida - Carina Rissi: Eu não tinha ideia do que esperar desse livro, ele entrou para minhas leituras porque eu queria um livro leve para ser meu primeiro audibook em um mês em que eu testei um serviço e achei super divertido e fofo, mistura de chick lit com romance de época que deu muito certo. Quero muito ler os outros livros da serie, estou sempre de olho, mas o preço do e-book esta sempre nas alturas. Comentário no blog.
 
7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).
 
 
Na falta de um vamos de dois: Brandon Sanderson: O primeiro livro terminado do ano foi O coração de aço e foi muito divertido uma leitura rápida e que me prendeu e na verdade eu acho que vou gostar mais ainda dos outros livros de fantasia do autor, mas não sei quando vou ler porque não tenho nada dele e a fila aqui em casa esta grande.
 
Patrick Ness: Desse autor eu li Sete minutos depois da meia-noite e me apaixonei, comprei em uma promoção de e-books internacionais The rest of us just to live here que tem um tema muito interessante e esta aqui aguardando para entrar na TBR.
 
 
8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente: Ian do livro Perdida, que mocinho fofo, quem não quer um Ian na vida aquele cara preocupado em cuidar e zelar por você, mas sem aquele negócio de achar seu dono e ainda acha as suas esquisitices bonitinhas e interessantes, e por falar nisso, ele realmente se interessa por aquilo que importa para ela, vai dizer que você também não quer um cara desse na sua vida ?
 
Posso fazer uma menção honrosa? Henry Tillney da Abadia de Northanger, provocador, divertido, inteligente e respeita a mocinha... ganhou meu coração!
 
9. Seu personagem favorito mais recente: Essa foi difícil, mas escolhi a Kelsea de A rainha de Tearling, basicamente porque ela me representa, ou seja, ela representa as pessoas comuns gordinha (gosta de comer), sem grandes atrativos de beleza (não que ela se ache feia, mas todos veem o quanto ela é linda, os outros personagens comentam que ela não herdou a beleza da família), inteligente, apaixonada pelos livros, justa, teimosa, corajosa, ou seja, tudo que uma verdadeira rainha tem que ser.
 
10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
 
 
Sete minutos depois da meia-noite - Patrick Ness: A mãe do personagem principal que só tem 12 anos esta doente, a beira da morte, só por isso, o seu coração já vai ficar apertadinho,  mas acompanhar o sofrimento desse menino que passa a ter encontros com um monstro amolece qualquer coração de pedra e no final eu me acabei de chorar.. Fazer o que?
 
11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.
 
 
Cândido ou o otimismo - Voltaire: Esse livro prova para você que tem medo de clássicos, que um livro clássico não precisa ter uma linguagem truncada, ser difícil, muito extenso ou chato. Esse é um livro com passagens muito engraçadas e improváveis, mas em meio as bizarrices o livro de faz pensar e refletir sobre vários temas importantes o que torna a leitura além de divertida, bastante interessante e relevante.
 
12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.
Eu assisti até bastante adaptações e todas muito boas: Sete minutos depois da meia-noite, O lado bom da vida, A abadia de Northanger, A bela e a fera, mas se é para eleger um:
 
 
Gostei muito dessa adaptação é óbvio que a mini-serie da BBC é mais fiel e tem o melhor Mr. Darcy (ninguém vai tirar essa do Colin Firfh), mas  havia mais tempo e espaço para isso por ser uma mini-serie, mas o filme de 2005 com a Keira Knightley no papel de Elizabeth Bennet e Matthew Macfadyen no papel de Darcy não deixou nada a desejar, com a ambientação e fotografia lindíssimas é uma excelente porta de entrada para os novos leitores de Jane Austen.
 
13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
 
Essa foi difícil.. não estava lembrando de nenhuma resenha que tenha me marcado, então fui olhar as minha próprias resenhas e a minha preferida foi a do livro preferido Golem & o gênio.
 
14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
Esse ano eu comprei uns livros muito bonitos, então vou escolher dois:
 
Golem & o Genio: Amo a ilustração da capa e tem aquela textura "touch", a lombada fica maravilhosa na estante com essa chama brilhando e quando você abre o livro tem umas ilustrações lindíssimas representando a época, sem contar os detalhes como as letras com arabescos remetendo a cultura árabe e os arabescos na caveirinha da Darkside, resumindo lindo!!!
 



 
 
Forrest Gump: Essa edição esta um arraso!!! Para começar uma jacket que pode ser usada dos dois lados, todos as informações da capa em baixo relevo, ilustrações do Rafael Coutinho, letras em azul, folhas separando os capítulos em rosa fluorescente é muita lindeza em um livro só.
 
 
Capa alternativa que pode ser utilizada.
Folha de rosto


Ilustrações do Rafael Coutinho

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Nossa essa esta muito difícil... dá para responder todos da minha estante??
Todos os do Desafio Diminuindo a Pilha, todos os que chegaram do Turista Literário, no caso, o ultimo que eu li foi o de Fevereiro, então tenho que ler os outros, O livro do Cemitério do Neil Gaiman e os livros do Tolkien que eu quero fazer um projetinho (Silmarillion,Contos inacabados e Os filhos de Hurin).
 
Acho que é isso e vocês como foi o primeiro semestre para leituras?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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TBR da Maratona de Inverno (#MLI2017)


Olá Pessoal, tudo bem?

E lá vamos nós tentar participar de mais uma maratona, dessa vez, a Maratona de Inverno organizada pelo Vitor Almeida do Geek Freak que vai acontecer entre 16/07 a 30/07 e dessa vez, ela vai ser separada em níveis de dificuldade: fácil, intermediário e hardcore (vídeo do Vitor explicando a maratona) e eu ia participar no nível fácil, mas por fim decidi me desafiar e participar no intermediário e se vocês me conhecem sabem que o intermediário já é Hardcore para mim.

Para quem me segue no insta (quem não segue vai lá seguir @danimoraes02) sabe que o meu desafio pessoal desse mês é finalizar livros que estão em andamento, por isso, para cumprir os desafios procurei colocar os livros que já haviam sido iniciados, mas precisei incluir alguns e quando começar a maratona vou contar exatamente o número de páginas que li durante a mesma. E vamos aos desafios:

FÁCIL

1 - Ler um livro com a capa azul


A lógica inexplicável da minha vida - Benjamin Alire Sáenz: A metade da capa é azul, então esta valendo... esse é o mais novo lançamento do autor de Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo que eu nunca li, também sei muito pouco sobre esse livro só que é um YA contemporâneo que eu já iniciei a leitura e esta bem legal até o momento.

2 - Ler um livro com menos de 200 páginas


Mulheres na idade média - Melissa & Michael Rank: Esse é um dos livros já começados e que traz pequenas biografias de algumas mulheres que tiveram grande importância durante a idade média.

3 - Ler um livro que você comprou pela capa


Coringa - Brian Azzarello & Lee Bermejo: Para esse desafio eu escolhi uma HQ (tenho que fazer alguma coisa para me ajudar nesse maratona) e eu não vi ninguém comentando sobre o conteúdo dessa HQ e eu comprei pela arte do Bermejo e por que essa capa? O que é esse sorriso do Coringa???

INTERMEDIÁRIO

4 - Ler um livro escrito por uma mulher


O sofredor do ver - Maura Lopes Cançado: Era para eu ter lido esse livro mês passado, mas como a leitura não estava fluindo escolhi outro para o Desafio Diminuindo a Pilha, vamos torcer para ir agora de uma vez.

5 - Ler um livro sem saber a sinopse, ou do que se trata


Bom dia camaradas - Ondjaki: Esse livro eu troquei no Skoob por uma recomendação da Rita Araújo, mas não me lembro do que ela falou da história ou mesmo se ela chegou a falar alguma coisa... o bom é que ele vai para o meu Desafio Lendo o Mundo que anda parado também representando a Angola.

6 - Ler um livro nacional: Aqui vou repetir o livro O sofredor do ver.
E para quem quer saber os desafios do nível Hardcore:

Ler um livro que se passe em um período histórico importante
Ler um livro com pontuação no título
Ler um livro que é muito criticado ou que alguém não gostou

Me acompanhe pelas redes sociais para saber a quantas andas as leituras da Maratona e claro não deixe de acompanhar os organizadores da Maratona, além do Vitor, tem outros quatro booktubers participando da maratona porque é sempre muito divertido. Assistam ao vídeo de apresentação da maratona quem sabe vocês não se animam também. E quem vai participar comenta aí o que pretende ler..

Por hoje é isso e até a próxima,

Dani Moraes

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