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Dois Contos: YA e clássico do horror lado a lado



Oi Pessoal, tudo bem?

Hoje eu gostaria de conversar sobre dois contos, sendo que, uma acabou inspirando a leitura do outro.
Em janeiro na caixa do turista literário veio o livro aconteceu naquele verão e um dos mimos esta ai na foto um sachezinho com cheirinho de morango e em forma de Cthulhu (até agora não consegui pronunciar) vestido de moranguinho, e isso, já instigou a minha curiosidade porque eu nem sabia o que era essa entidade, isso porque eu não conheço nada de terror ou horror, o único livro desse gênero que eu já li foi O iluminado. E então comecei a ler o livro e me deparei com o conto:

O último suspiro do Cinemorte - Libba Bray
 
 
Cinemorte é um cinema especializado em filmes de terror e ele esta encerrando as suas atividades e depois dessa noite não mais funcionará, os filmes exibidos pelo cinema podem ser considerados filmes clássicos do terror trash e nessa noite, como despedida será exibido um filme chamado Ando sobre a terra e esse seria um filme amaldiçoado que ninguém deveria assistir jamais.
 
Dave e Kevin são muito amigos, apesar de serem muito diferentes, Dave é mais brincalhão e descontraído e não leva as coisas muito a serio, Kevin é mais tímido apaixonado por filmes de terror antigo e apaixonado pela outra colega de trabalho Dani Garcia, uma garota bonita e descolada, que durante uma das cenas do conto esta fazendo uma maquete com um Cthulhu vestido de moranguinho (daí a inspiração para o outro conto). Durante a exibição do filme coisas estranhas começam a acontecer, na verdade, a história muda bastante de rumo parecia uma história YA normal até que o sobrenatural começa.
 
Apesar de eu ter estranhado quando o sobrenatural começou a acontecer, eu achei esse um conto bem divertido e vale a leitura. E esse conto me inspirou a ler um outro conto, bem mais famoso, praticamente um clássico da literatura de terror:
 
O chamado do Cthulhu - H.P. Lovecraft

"A coisa mais misericordiosa do mundo é, segundo penso, a incapacidade da mente humana em correlacionar tudo o que sabe. Vivemos em uma plácida ilha de ignorância em meio a mares negros de infinitude, e não fomos feitos para ir longe."
 
H.P. Lovecraft é um escritor americano que revolucionou o gênero do terror incluindo alguns elementos de fantasia e ficção cientifica aos seus escritos. Lovecraft era obcecado pelo passado, mas por mais que ele celebrasse o século XVIII ele estava sempre a par dos avanços científicos da época. Descreveu que os grandes interesses de sua vida seriam:
 
"O amor ao estranho e ao fantástico, o amor a verdade abstrata e à lógica cientifica e o amor à antiguidade e à permanência." (Carta de Lovecraft citada por Joshi, citada em H.P. Lovecraft e o moderno conto de terror de Guilherme da S. Braga).
 
Lovecraft teve a infância e juventude nada fácil, foi uma criança constantemente doente e perdeu o pai muito cedo, no entanto, desde muito pequeno já demonstrava a predileção pela literatura, aprendeu a ler aos dois anos e aos seis anos já escrevia os próprios poemas. Apesar de ter começando muito cedo e ter uma obra produzida significativa, Lovecraft não teve sucesso em vida, só conseguiu lançar um livro em uma edição descuidada com uma baixa tiragem (cerca de duzentos exemplares), só a partir dos anos 40 é que ele passou a despertar alguma atenção, sendo que o reconhecimento definitivo só veio em 2005 com a publicação de Tales, um volume dedicado a Lovecraft na prestigiosa coleção da Library of América.
 
O chamado de Cthulhu é um conto de 1926 e conta a história de um homem que acaba herdando os papeis e a pesquisa do seu tio, um professor universitário que teve uma morte um tanto estranha e suspeita. Em meio as esses pertences, além de recordes de jornais uma serie de anotações e observações que de certa forma fazem ligação entre acontecimentos estranhos estava uma pequena estatueta de uma criatura horrenda e diferente de tudo o que se vê hoje sobre a Terra:
 
"Se eu disser que minha fantasia extravagante conjurava ao mesmo tempos as imagens de um polvo, de um dragão e de uma caricatura humana, não incorro em nenhum tipo de infidelidade ao espirito da coisa. Uma cabeça polpuda, com tentáculos, colmava um corpo grotesco e escamoso com asas rudimentares; mas era a silhueta da figura o que a tornava ainda mais horrenda."
 
Então o que falar do conto? Eu consigo entender a importância do autor para a literatura de horror, a forma da escrita serve bem ao proposito ele vai apresentando a história de forma a ir construindo pouco a pouco essa atmosfera, e dessa forma, ir aos poucos envolvendo o leitor nessa espécie de paranoia, nesse horror, e você chega a se perguntar se aquilo pode ser verdade? E sim, porque não poderia estar presente bem aqui no nosso mundo?
 
Mas apesar disso, não acredito que seja o tipo de leitura para mim, achei interessante, mas não me senti realmente envolvida, provavelmente, lerei outros contos do autor para formar uma opinião mais completa, mas essa não foi uma leitura que realmente me deixou motivada para continuar lendo o autor agora, lerei em um futuro.
 
E mais legal dessa experiência toda é mostrar o quanto uma leitura pode nos levar por caminhos tão diferentes, quem iria imaginar que um livro de contos predominantemente românticos YA ia me levar a ler um dos grandes autores do horror? Essa é a maravilha do mundo dos livros!
 
Por hoje é isso,
 
E vocês conhecem esses contos? Já leram H.P. Lovecraft?
 

Até a próxima,

Dani Moraes

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Encerrando o mês de Maio/2017


Olá Pessoal, tudo bem?

Esse não foi um mês de muitos filmes, mas em compensação foi um mês para colocar as series em dia ou na verdade começar novas, tenho uma certa resistência a começar novas series porque são muitas para acompanhar, mas tem tantas que eu quero começar a assistir (Netflix faz isso com a gente..) que resolvi alternar entre continuar series que eu já acompanho e iniciar novas.  Vamos começar logo porque tem muita coisa.


Filmes:


1 - Capacetes Brancos (2016): Esse foi o vencedor do melhor documentário em curta-metragem dirigido por Orlando von Ensiedel e acompanham o grupo conhecido como capacetes brancos que atua na Síria no resgate a vitima de ataques e bombardeios. Gostei muito do documentário, traz para nós que estamos distantes uma boa noção do que acontece em uma zona de conflito, especialmente, quando se estende por um período tão longo como vem acontecendo na Síria. Depois, que eu assisti ao documentário fui pesquisar na internet e descobri que tem um pouco de polemica em torno do grupo, algumas pessoas, os acusam de ligação com a Al Qaeda, mas até onde eu pude verificar não há provas disso e essa é uma instituição reconhecida e apoiada internacionalmente, portanto, acho que que essas alegações são infundadas e de qualquer forma o documentário vale a pena.  ★★★★☆




2 - Chalk it up (2016): Apple (Maddy Curley) é uma garota super feminina, inteligente, filha de uma família importante no ramo dos livros acadêmicos, mas que foi criada para ser a mulher de um grande homem, a mãe a enviou  para faculdade para encontrar um casamento, mas quando seu namorado a deixa ela cria uma equipe de ginastica para ajuda-lo a voltar e então, ela descobre que tem muito mais potencial do que pensava. O filme é bastante clichê, mas muito gostozinho de assistir e descansar a mente e apesar da premissa inicial, traz uma mensagem legal para as garotas. ★★★☆☆



 
3 - Embrace (2016): Esse é um documentário que discute a nossa relação com o corpo e o sofrimento  que pode gerar. Fiz um post sobre esse documentário no blog e por isso, não vou falar muito dele aqui, mas recomendo muito que você o assista. ★★★★★




4 - O reino proibido (2008): Um garoto americano, Jason Tripitikas (Michael Angarano) é fanático por filmes de artes marciais, um dia em uma loja de Chinatown ele encontra um artefato que pertenceu a um grande guerreiro chinês e é transportado para China antiga onde encontra outros guerreiros (Jackie Chan e Jet Li) e vive uma grande aventura ao descobrir que ele esta predestinado a devolver o cajado a seu verdadeiro dono o Rei Macaco. Achei o filme legal e com boas cenas de luta, mas nada demais parecido com outros filmes de artes marciais.★★★☆☆



Series:


1 - Orange is the new black (4.1 - 4.13): Já faz tempo que tinha saido a nova temporada e eu não tinha assistido ainda,  para quem não sabe do que se trata a serie, ela acompanha a vida em um presidio feminino de segurança mínima nos EUA.
Essa temporada foi muito boa, principalmente, por trazer a discussão muitos temas e fazer criticas pungentes ao sistema carcerário. Logo no primeiro episódio acontece um fato envolvendo a Alex  e Lolly que vai ter consequências que acabam por levar a uma situação extrema no final da temporada. Aliás, Lolly ganha um destaque nessa temporada e o episódio que mostra o passado dela é bastante interessante e ela junto com a Crazy Eyes são personagens que fazem refletir sobre a questão da saúde mental. Também é discutido a questão do estupro a partir da história da Dogget, a questão de racismo e discriminação, mas o principal tema discutido foi mesmo a questão carcerária. A penitenciaria agora é uma instituição privada, cujo o objetivo final é lucro, sendo assim, é gerada uma superlotação, não há empregos para todas, é criado um programa que oficialmente é educacional, mas na verdade o objetivo é ter trabalho "escravo" e tudo isso vai culminar nos dois últimos episódios que foram muito marcantes e fortes e de novo a serie mostra que não é uma questão maniqueísta, as pessoas não são completamente más e nem totalmente boas e foi uma situação que acabou com a vida de dois personagens intrinsicamente bons e com potencial de vida e o final ficou em suspenso e a quinta temporada vai pegar fogo! ★★★★★




2 - Cara gente branca (1.1 - 1.10): A serie acompanha um grupo de estudantes negros em um campus predominantemente branco que resolvem agir depois que uma festa blackface é promovida. Uma serie muito bem feita, uma comedia dramática, que discute assuntos muito sérios como apropriação cultural, racismo e etc. Fiz um post só falando sobre ela, link aqui. Resumindo assistam que vale muito a pena. ★★★★★




3 - Love (2.10 - 2.12): Essa segunda temporada eu estava assistindo com os meus amigos e acabou demorando um pouco para conseguirmos finalizar e esse mês assisti aos episódios faltantes.

Essa é uma serie em que acompanhamos dois personagens que estão na casa dos trinta, mas que não tem a vida que eles sonhavam ter nessa idade, ambos não são incrivelmente bem sucedidos e ele particularmente não esta em seu emprego dos sonhos, com relacionamentos ruins ou nenhum relacionamento, ela uma viciada (drogas, álcool, sexo e amor... sim tudo isso!!) que acabam se encontram e descobrindo que podem talvez ter encontrado um amor.

Nessa temporada apesar dela ter decidido dar um tempo em romances eles começam um relacionamento, mas lógico que não vai ser tão simples, uma vez que, ela é um pouco possessiva em função do próprio vicio e ele na tentativa de ajudar se torna um pouco controlador.

Eu gosto muito dessa serie acho que o relacionamento deles não tem nada de Romeu e Julieta e por isso mesmo, próximo ao real e justamente por isso, eles fazem "merda" igual todo mundo faz. E ela tem aquela mistura gostosa de cenas que fazem rir com outras que te fazem refletir, continuo recomendando a serie. ★★★★☆




4 - Master of none (1.1 - 2.10): Outra serie incrível que eu descobri recentemente com um humor refinado, discutindo questões do dia-a-dia e uma critica social mordaz é uma incrível representante desse grupo adulto ainda jovens (25-35 anos) e por isso, me identifico tanto com ela.

Dev (Aziz Ansari, que também é roteirista da serie) é um ator iniciante, filho de imigrantes indianos tentando sobreviver e encontrar o amor em Nova Iorque, logo no primeiro episódio da temporada, temos a discussão sobre a criação de filhos e como mesmo que no passado as pessoas tenham feito isso desde muito jovem, as pessoas na casa do trinta, continuam se sentindo perdidas e com medo disso. Tem um episódio ótimo onde os pais do Dev e de seu amigo descendente de tailandês contam suas histórias, outros assuntos discutidos foram preconceitos e estereótipos (no episódio Indians on TV), disparidade salarial e sexismo, entre outros.

Na segunda temporada alguns dos assuntos tratados e discutidos são: homossexualidade, religião, amor pela comida e até uma critica aos programas de TV vazios e sem conteúdo.

Então vocês me veem falando que a serie traz tudo isso em discussão e pode pensar que é uma serie muito seria e quem sabe até chata, mas pelo contrário, a serie é cheia de referencias atuais (marcas, series, filmes, aplicativos) com diálogos divertidos e situações cômicas.  Vale muito a pena conhecer ! ★★★★☆

Internet: Como o post já esta enorme, dessa vez não vou recomendar nenhum link.


Blog:

1 - Comentário do livro: Os segredos de Colin Bridgerston
2 - TBR de Maio
3 - Lidos do mês de Abril
4 - Resumo do mês de Abril
5 - Comentário sobre a serie: Cara Gente Branca
6 - Comentário do livro: A garota no trem
7 - Comentário do livro: Eu, robô
8 - Comentário do livro: O apanhador no campo de centeio


Até a próxima,

Dani Moraes

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Carta a D.

André Gorz
 
"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito aos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher."
 
 
 
Olá pessoal, tudo bem?
 
Hoje nesse dia dos namorados eu resolvi trazer para vocês uma leitura muito linda e tocante que vai tratar de um amor real, um amor entre duas pessoas que compartilharam a vida e decidiram sair dela juntos.
 
André Gorz era um jornalista, pensador, filosofo austríaco de origem judia, que próximo a Segunda Guerra foi enviado pela mãe para Suiça porque ela tinha medo que ele fosse convocado para o exercito, depois ele se muda para França onde passa o resto de sua vida e também onde encontra sua companheira de toda a vida a britânica Dorine.
 
O livro como o próprio nome diz é uma carta escrita pelo autor a sua esposa, quando os dois já tem mais de 80 anos e ela sofre de uma doença degenerativa, por causa, de um erro médico e que foi gradualmente fazendo com que ela perdesse os movimentos e que agora a deixa a beira da morte.
 
Dada essa pequena introdução, você pode pensar que se trata de um relato piegas e cheio de sentimentalismo, mas não é assim que o texto foi concebido. Na verdade, o autor se arrepende profundamente da forma que ele descreveu a esposa no seu primeiro livro, na verdade, fica claro que ele tentou refletir na imagem da esposa as inseguranças que ele sentia. Sendo assim, ele tenta através desse relato sincero se redimir e mostrar toda a importância que a esposa teve para ele.
 
O pequeno relato vai passar por toda a vida do casal, mas não contando as coisas de forma especialmente episódica, mas de forma a nos dar um deslumbre de como era a dinâmica desse casal. André Gorz é considerado um grande pensador do marxismo-existencialista que é uma corrente filosófica que procura combinar os pensamentos de Marx e Sartre e valoriza a autonomia do indivíduo e se contrapõe as correntes teóricas que dão prioridade as instituições. E aqui, fica muito claro, a importância de Dorine na formação desse intelectual, e sua importância vem de formas muito diferentes, seja suportando-o e sempre acreditando e apoiando o seu trabalho, mesmo quando não havia nenhuma indicação de que o mesmo teria sucesso, seja trazendo o sustento nos momentos que ele se viu desempregado, ou efetivamente auxiliando no trabalho como muitas vezes é mencionado, criando arquivos, estruturando pesquisas e mesmo debatendo e discutindo pontos polêmicos do pensamento.
 
"Eu necessitava de teoria para estruturar meu pensamento, e argumentava com você que um pensamento não estruturado sempre ameaça naufragar no empirismo e na insignificância. Você respondia que a teoria sempre ameaça se tornar um constrangimento que nos impede de perceber a complexidade movediça da realidade."
 
O livro é todo muito reflexivo, além da história do amor dos dois ele também vai tanger algumas filosofias e pensamentos que fizeram parte da vida dos dois e até uma reflexão sobre a escrita. Tem um momento que ele reflete sobre o amor, e sobre na nossa talvez imaturidade achar que um amor simples, que deu certo é menos digno de nota do que um amor a lá grandes tragédias como Romeu e Julieta, na verdade não, o tipo de relacionamento que existia entre os dois é exatamente o tipo que a maioria de nós busca: companheirismo, cumplicidade e afinidade intelectual.
 
Esse é um livrinho pequeninho, mas que com certeza vale uma leitura mais lenta e atenta, aproveitem que ele ainda esta disponível na Amazon  e conheçam esse amor real, verdadeiro e por isso mesmo digno de nota.
 
Livro: Carta a D
Autor: André Gorz
Editora: Cosac Naify
59 páginas
 
E aí já leram esse livro? Gostam de histórias de amor? Me recomendem suas preferidas?
 

Até a próxima,

Dani Moraes

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Livros Lidos: Maio/2017



Olá pessoal, vamos conversar um pouco sobre as leituras do mês de maio e foi menos do que eu gostaria, mas no final, nem foram tão poucas leituras e foram todas muito interessantes.


1 - A garota no trem - Paula Hawkins (Record): Esse é um thriller psicológico que conta a história de uma mulher que não esta passando por um bom momento, recém divorciada, perdeu o emprego e sofre de alcoolismo, todos os dias, ela observa  um casal e acaba por criar uma história para eles, mas quando a mulher desse casal desaparece ela se vê envolta em uma situação extremamente complexa, confusa e perigosa. Apesar do livro ser narrado por três personagens, acabamos sabendo do caso apenas pelos olhos da protagonista que não é nenhum pouco confiável e passa o livro duvidando das próprias memórias. O livro apesar de não ter um final tão sensacional é bastante intrigante. ★★★☆☆. Resenha.


2 - Chico Bento - Arvorada - Orlandeli (Panini/Graphi MSP): Essa graphic MSP é uma fofurinha, muito delicada, uma história de amor pela família. Aqui vai mostrar muito da relação do Chico Bento com a avó e quando você termina a leitura dá uma vontade correr para abraçar a sua vó. O traço é simples, mas de certa forma também complexo, especialmente na composição das páginas cheia de cor e detalhes. E essa se tornou uma das minhas Graphic MSP favoritas. ★★★★★


3 - Eu, robô - Isaac Asimov (Aleph): É o primeiro livro focado nos robôs publicado pelo Asimov, formado por 9 contos, onde uma psicóloga roboticista, conta alguns casos interessantes envolvendo robôs e que por estar organizado de forma cronológica conta um pouco da história da robótica nessa realidade fictícia. Excelente leitura, a escrita do Azimov é muito envolvente e divertida. Leitura mais que recomendada. Resenha. ★★★★★


4 - The catcher in the rye (O apanhador no campo de centeio) - J.D. Salinger (Little, Brown and company): Esse é um clássico da literatura americana, onde pela primeira vez, a história foi focada em um adolescente problemático que decidiu deixar a escola e passar um tempo sozinho em Nova Iorque, o livro discute diferentes temas importantes, como a depressão, critica a sociedade da superficialidade e futilidade entre outros. Apesar de entender a importância do livro não me senti tão envolvida por ele assim, mas não me arrependi de ter feito essa leitura.  Resenha. ★★★☆☆


5 - Aconteceu naquele verão - Org. Stephanie Perkins (Intrínseca):  Essa é uma coletânea de contos no estilo de O presente do meu grande amor,  ou seja, YA focado no romance, no entanto, dessa vez, é focado no verão. É um livro bastante divertido e perfeito para dar uma relaxada entre uma leitura e outra, mas como todos os livros de contos tem alguns que eu gostei mais e outros menos e no geral, eu preferi O presente do meu grande amor. ★★★★☆

Acabei não lendo nada das novelas exemplares esse mês, mas acabou sendo um bom mês de leituras.

E vocês já leram algum desses livros? E como foi o mês de leitura de vocês?

Até a próxima,

Dani Moraes

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TBR de Junho/2016


Olá Pessoal, tudo bem?

E mais uma vez chegou aquele momento em que eu conto pra vocês o que eu pretendo ler no mês e parece muita coisa, especialmente, para mim que não leio tanto assim, mas a maioria dos livros é curto e por isso, acho que vai dar.

E vou elencar aqui em ordem de prioridade que provavelmente será a ordem de leitura:

 
1 - O sofredor do ver - Maura Lopes Cançado (autêntica): Esse é o livro do Desafio Diminuindo a Pilha do mês - Autora Nacional, dela eu li Hospício é Deus, que é o Diário da autora que se internou muitas vezes em diferentes instituições, já esse livro, é uma coleção dos contos que ela publicou nesse período.
 
 


2 - Carta a D. - André Gorz (Cosac Naify): Esse é o mês dos namorados e por isso, decidi ler esse livrinho que promete ser uma bancada no coração.


3 - Buracos Negros - Stephen Hawkins (Intrínseca): Esse é um não-ficção que traz algumas palavras que Stephen Hawkins deu sobre esse assunto tão intrigante.


4 - Novela Exemplares - Cervantes: Em maio acabei não conseguindo ler a novela do mês e para esse mês pretendo ler:
- Novela do Licenciado Vidraça
- Novela da força do sangue


5 -  A Abadia de Northanger - Jane Austen (Landmark): Em julho será o aniversário de morte da autora e pretendo ler alguma obra da autora (não lerei toda a obra da autora, já tem um monte de fazendo esse tipo de projeto), não sei nada sobre esse livro, mas já tenho aqui a um tempo, então vamos lá.

E agora os grandes e se... (que aliás eram os e se do mês passado)

 
6 - O canto mais escuro da floresta - Holly Black (Galera Record): Livro do mês de março do Turista Literário que ainda não foi lido.
 
 
7 - O verdadeiro poder - Vicente Falconi (Falconi Editora): Quero ler esse livro para ajudar no meu trabalho, mas me enrolei e ainda não li.
 
 
 
8 - Espadas e Bruxas - Esteban Maroto (Pipoca & Nanquim): Essa foi a primeira publicação da editora do Pipoca & Nanquim, uma HQ sobre bárbaros, nunca li nada no estilo, mas estou bem curiosa, especialmente por ser do Pipoca.
 
Bom por hoje é isso e vocês o que pretendem ler nesse mês?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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"Embrace yourself" - Aceite-se




Olá Pessoal, tudo bem?

Eu acabei de assistir um documentário chamado Embrace e imediatamente peguei o computador para escrever, porque nos 1:26 de documentário me fizeram refletir sobre muitas coisas, portanto, esse post terá algumas observações um pouco mais pessoais. E para começar vai aí algumas informações pessoais: tenho 32 anos, 1,67 m e 96 kg, IMC 34, portanto, sou considerada obesa ou gorda mesmo, minhas coxas são enormes, assim como, minha bunda e meu corpo é muito, mas muito diferente do que é considerado ideal.

Embrace é um documentário de 2016, idealizado por Taryn Brumfitt, uma australiana, que se viu em meio a um turbilhão quando publicou essa foto acima em suas redes sociais, invertendo a lógica do antes e depois, se mostrando mais feliz e completa em um depois onde o seu corpo pode ser considerado como imperfeito. A partir, da exposição que ela teve com a própria foto, ela teve a ideia de tentar entender esse ódio que temos pelo nosso próprio corpo e foi atrás de histórias de mulheres que são exemplos por se aceitarem como são.

Voltando as informações pessoais, eu nunca fui magra e nunca serei, até minha estrutura óssea é maior que a media,  quando fiz teste de bioimpedância, descobri que tenho 5,5 kg de osso e "normal" para meu tamanho é até 3,2 kg e sempre, minha vida inteira eu me preocupei com o meu peso, sempre parei para pensar no que eu estava comendo em função do meu peso. Essa semana, eu comecei mais uma atividade física, uma aula de funcional, e o professor me perguntou seu objetivo é perder peso e eu respondi não, eu quero ganhar condicionamento físico e ele me deu um "high five" e se você parar para pensar isso não deveria ser o normal, fazer atividade física para ganhar em saúde e preparo físico? Mas se eu ganhei um "high five" é porque isso não é comum.

Indo ao documentário ele começa com história pessoal da Taryn, como a grande maioria das mulheres ela sempre esteve brigando com o próprio corpo, então depois do terceiro filho ela se viu muito infeliz com o corpo e decidiu emagrecer, cuidar da alimentação, fazer exercícios e participar de um concurso de fisioculturismo (foto do antes), mas continuou se sentindo infeliz, percebeu que para ter o corpo "perfeito" ela precisou abrir mão de muita coisa importante, como tempo com a família e ganhou muito estresse, hoje ela não tem o corpo "perfeito" (depois), mas se sente muito mais feliz e saudável, sim saudável, magreza não é sinal de saúde, a Taryn do depois, pratica exercícios e até já correu uma maratona.

De volta a mim mesma, eu sempre gosto de dizer que não me deixo influenciar pelos padrões da sociedade, mas para ser sincera comigo mesma, isso não é verdade, é difícil não se deixar influenciar quando tudo a sua volta diz que seu corpo é feio e inaceitável, a umas duas semanas eu estava procurando calça com a minha irmã (magra, tamanho 40) e eu (gorda, tamanho 48) e adivinha só, quem teve dificuldade de encontrar uma calça aceitável? Então, eu me lembrei que deve fazer no  mínimo uns 8 anos desde a ultima vez que eu usei biquíni, hoje só uso maiô, porque tenho vergonha, de expor meu corpo gordo. Olhei as fotos das minhas ultimas férias, no nordeste, basicamente praia e adivinha quantas fotos de corpo inteiro de maiô eu encontrei? 6, em meio a 600 fotos (a maioria é de paisagem, adoro tirar foto de lugares e coisas), mas mesmo sim é muito pouco, principalmente, quando você as olha um pouco mais de perto 4 fotos são de longe, embaixo  da cachoeira, não fazia sentido um foto só de rosto nesse contexto, 1 foto completamente submersa e uma foto junto com a minha amiga e que eu não me lembro, mas muito provavelmente, alguém que insistiu em tirar. Portanto, é quase impossível não se influenciar pela sociedade, mas o quanto isso te afeta, isso é sua escolha.


Em Embrace, vemos história de mulheres incríveis, mulheres que realmente sofreram com seus próprios corpos, como uma mulher que tem paralisia facial, outra que teve o corpo quase todo queimado, outra tem pelo por todo corpo, incluindo, uma grande barba e muitas outra fora do modelo ou formula e que teve que encontrar uma forma de se aceitar e ser feliz com o próprio corpo.

Quando finalizei o documentário, resolvi ir para frente do espelho nua e me observei e qual o grande problema com o meu corpo? Eu tenho barriga, meu bumbum é caído, tanto faz? Quer saber, o resultado dos meus últimos exames, glicemia, colesterol, pressão arterial, tudo normal é disso que eu tenho que ter orgulho, quer saber eu vou continuar os meus exercícios, mas meu objetivo não é perder peso (se isso acontecer vou ficar feliz e não vou fingir que não..rsrs..), mas quando eu resolver que quero subir uma montanha ou só tiver que mudar e carregar minha montanha de livros eu chegarei viva no final do dia. E quer saber que decisão eu tomei, vou comprar um biquíni, já sei que vai dar trabalho pra encontrar, mas agora eu quero...

Aceite-se, "embrace" você mesmo, o seu corpo, sua vida, suas dificuldades, suas alegrias e você como um todo. Aproveite que esta disponível no Netflix e assista o documentário, inspire-se! Seja feliz!



Até a próxima,

Dani Moraes

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O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye)


J. D. Salinger
 

Olá pessoal, tudo bem?

Esse foi o meu livro escolhido para o mês no Desafio Diminuindo a Pilha, um livro citado em outro livro e esse é citado em muitos só para dar exemplo: A culpa é das estrelas, As vantagens de ser invisível e O lado bom da vida, então ele também entra para aquele desafio bem antigo, das leituras feitas pelo Pat Peoples de O lado bom da vida.

Por mais incrível que pareça eu não sabia nada da história desse livro e eu tenho essa ediçãozinha muito simples em inglês que não tem uma sinopse ou se quer uma citação do livro, então fui totalmente no escuro e o que dizer? Entendo a importância do livro, mas estou longe de amar a história.

O livro conta a história do Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que já foi expulso mais de uma vez das escolas por onde passou e que atualmente estuda em uma escola bastante conceituada Pencey, mas e de 6 matérias reprovou em 5 e foi novamente expulso da escola. Esta próximo ao natal e ele deveria aguardar na escola até quarta feira, mas depois de uma confusão com o colega de quarto ele decide ir embora no sábado a noite, detalhe ele não irá voltar para casa, ele decide passar esses dias sozinho na cidade de Nova Iorque.

O livro é todo narrado em primeira pessoa e estamos o tempo todo nos pensamentos do Holden e ele é um adolescente chato, mesmo você que ama essa personagem, precisa admitir que ele é bem insuportável às vezes e aí começaram meus problemas, eu me enrolei com esse livro o mês inteiro e não porque eu estava lendo outras coisas, na verdade, ele era minha leitura principal e isso em grande parte é culpa do protagonista, já vamos falar um pouco mais dele, mas quero deixar claro que em alguns momentos ele pode te irritar, porque ele aparentemente não gosta de ninguém, todo mundo é "phony"(falso, hipócrita) e outros são "moron" (idiotas), mas ele também não faz nada para se ajudar ou melhorar a sua relação com os outros.

Ele é um menino que apresenta quadros de problemas psicológicos, provavelmente depressão e ao longo do livro são nos dadas algumas informações que vão explicando qual ou quais são as origens desse quadro. Tem um momento bem triste que ele fala que gostaria de se mudar para um lugar em quem ninguém o conhece e fingir que é surdo/mudo e se casar com uma mulher surda/muda, simplesmente, para não ter que conversar com mais ninguém. Isso mostra um isolamento absurdo, ele não tem amigos, ele tem alguns colegas, mas ninguém é realmente próximo a ele, ele não tem namorada, ele sai com uma garota, mas ele a considera fútil e há uma garota que ele realmente gosta, mas ele não tem coragem de ligar ou falar com ela. A conclusão a que cheguei é que ele tem medo de crescer, tanto que, as únicas pessoas que ele realmente gosta são as crianças, em especial a irmãzinha de 10 anos.

O Holden personifica uma critica a sociedade norte-americana vazia e alicerçada nas aparências, toda vez, que ele critica alguém ou alguma atitude o autor pretende expor esse tipo de atitude em toda a sociedade, o que foi revolucionário para época (pós segunda guerra), além disso, ele trata de assuntos tabus como sexo, suicídio e etc.

Tem algumas passagens no livro emocionantes, que você fica até arrependida de ter xingado o menino, como quando ele conversa com a irmã e explica o título do livro, que aliás, apesar da aparente estranheza tem uma explicação totalmente alinhada com o livro, ou quando ele fala sobre o irmão que já faleceu ou ainda quando ele esta no parque com a irmãzinha no carrossel:

"Cheguei a ficar com medo de que ela acabasse caindo da droga do cavalo. Mas não disse e nem fiz nada. O negócio com as crianças é que, se elas querem agarrar a argola dourada,  o melhor é deixar elas fazerem o troço e não disser nada. Se caírem, caíram, mas o errado é disser alguma coisa para elas" (Tradução do livro O lado bom da vida).
 
No meu projeto A lista de Pat Peoples eu me proponho a comparar minha opinião com a do personagem de O lado bom da vida, e ele diz que gostou do Holden, porque ele tenta fazer coisas boas para irmã, mas que acaba falhando e ele diz que a parte acima é a preferida dele. Eu também gosto dessa parte e apesar de não amar o Holden eu tento entende-lo dentro do contexto psicológico pelo qual ele esta passando.
 
Sei que vocês estão curiosos para saber se é complicado a leitura desse livro em inglês e para mim, foi um pouco, não porque a linguagem seja rebuscada, ao contrário, ela é muito coloquial, usa muitas gírias e palavras de baixo escalão e eu tive dificuldade porque precisei recorrer muito ao dicionário nas primeiras páginas, mas depois flui, porque ele acaba usando sempre as mesmas palavras, outro recurso usado é escrever as palavras da forma que palavra é pronunciada, nesses casos, tentem ler em voz alta. Tentem ler no original se puderem, até porque, as criticas a tradução disponível no Brasil são muito grandes, e sem falar que a versão em inglês esta muito mais acessível que a versão em português.

O livro tem muito mais significados do que uma leitura superficial pode sugerir, porém, apesar disso, não foi uma leitura que me encantou ou empolgou, parece que meu problema com os clássicos americanos permanece.

Recomendo para vocês esse vídeo do literatura fundamental com a professora  Maria Elisa Cevasco  que explora os temas do livro de forma mais completa.


Titulo: The catcher in the rye
Autor: J.D. Salinger
Editora: Little, Brown and company
234 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já leram o livro? Amam ou odeiam o Holden?

Até a próxima,

Dani Moraes

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