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Brás, Bexiga e Barra Funda

A. Alcântara Machado
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre o meu livro do Desafio do Skoob do mês - Nome de Cidade, Região ou País no Título e para isso eu escolhi um livro que estava aqui na minha estante há muito tempo e essa minha edição tem dois livros: Brás, Bexiga e Barra Funda e Laranja da China formado de contos curtos focados, principalmente, nos imigrantes e descentes italianos pobres em São Paulo.

O livro como o próprio prefácio já anuncia não tem a pretensão de aprofundar ou criar algum tipo de filosofia, mas apenas de relatar como se fosse um artigo jornalístico que só conta a história, esse paralelo com o jornal se vê até no prefácio que é chamado de artigo de fundo.

".. É jornal. Mais nada. Noticia. Só. Não tem partido nem ideal. Não comenta. Não discute. Não aprofunda.
     Principalmente não aprofunda. Em suas colunas não se encontra uma única linha de doutrina. Tudo são fatos diversos. Acontecimentos de crônica urbana. Episódios de rua."

E essa é a melhor definição do livro, os contos são muito breves e geralmente focados em um período bastante curto, horas, dias, no máximo semanas, com exceção de uns dois contos que pretendem mostrar uma extensão maior de tempo, no entanto, mesmo nesse caso a história é contada através de episódios e passagem de tempo é marcada graficamente com espaços entre as partes.

Eu não consegui me envolver com o livro, na maioria das vezes, eu ficava com a impressão que ficava faltando alguma coisa nos contos, eles pareciam sem final para mim e muitas vezes sem sentido. Para falar a verdade, eu não posso apontar um único conto que tenha me marcado de maneira significativa.

O autor fez parte do modernismo brasileiro, sendo que teve bastante influencia do movimento antropofágico, apesar de que, durante a semana de 22 ele foi um dos que vaiaram os artistas. Sendo assim, o livro todo presa pela coloquialidade e os diálogos são muito importantes, assim como, recursos como onomatopeias e outros. Outro aspecto muito importante da linguagem é a utilização do italiano ou o português "macarrônico" que era utilizado por esses imigrantes no dia-a-dia, em alguns momentos eu precisei ler em voz alta fazendo o sotaque de novela do Benedito Ruy Barbosa para entender algumas frases.

Antônio Alcântara Machado era de uma das famílias mais tradicionais paulistas, um dos famosos quatrocentões e muita gente acusa que ao invés de uma homenagem a essa nova população brasileira e principalmente paulista conforme o autor diz, na verdade o livro esta carregado de preconceitos com relação a essa população proletária e pobre. Uma coisa, que me chamou muito a atenção é que quando falava de negros ele nunca utilizava nomes, mas sim, termos como "negro fedido", "negro de casaca vermelha", "negra de broche" e outros.

Para falar, a verdade eu não gostei do livro, e só não desisti porque era bem curto e estava no meu desafio do skoob, mas não me arrependo, pois acho que esse é o único livro do modernismo brasileiro que eu já li.

Título: Brás, Bexiga e Barra Funda
Autor: A. Alcântara Machado
Editora: Galex
165 páginas

Essa minha edição é bem velhinha e foi comprada em um sebo e tem um material de apoio bem legal, naquele estilo de livro de escola, tipo para entender o livro e uma vida e obra do autor que valem a pena para compreender melhor o livro.

Por hoje é isso,

E vocês conhecem algo do autor?

Até a próxima,

Dani Moraes

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2 comentários:

Lígia Barros disse...

Li esse livro na época da escola e já não lembro nada dele.

"eu precisei ler em voz alta fazendo o sotaque de novela do Benedito Ruy Barbosa para entender algumas frases" Eu ri dessa parte. :P

As verdades que o pinoquio conta disse...

Pior que a parte do Benedito Ruy Barbosa é verdade....rsrs

Acredito que logo eu tb não me lembrarei desse livro..Rsrs.. Não é um livro marcante.

Bjus,

Dani Moraes

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