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O nome do Vento - A crônica do Matador do Rei: Primeiro dia

Patrick Rothfuss
 
 
Olá pessoal, tudo bem? 
 
Estamos começando mais um Desafio do Skoob e basicamente começamos muito bem e para janeiro o tema era fantasia e escolhi essa triologia muito conhecida e elogiada.
 
O livro começa em uma taverna onde trabalha um simples estalajeiro chamado Kote e seu aprendiz Bast, no entanto, algo de estranho acontece na vila que é ataca por seres estranhos e a partir desse momento já percebemos que o Kote não é tão simples assim. Surge então na história um cronista (que é uma espécie de escritor) que acaba se encontrando com o Kote e assim descobrimos que o estalajeiro Kote é, na verdade, Kvothe, o sem sangue, Kvothe, o arcano, Kvothe, o matador do rei. E então, Kote concorda em contar a sua história para cronista e para isso ele precisará de 3 dias, por isso, o subtítulo desse livro é o primeiro dia.
 
Kvothe é filho de Edena Ruh, que são uma trupe itinerante de artistas e como um legitimo Ruh algumas de suas habilidades são como musico e ator. Quando ele tinha 10 anos ele conhece um arcanista que passa a acompanhar a sua trupe. Arcanista é um tipo de profissional com conhecimentos amplos em ciências medicas, mecânica, química e em simpatia (que é o tipo de magia desse universo) e logo o curioso e inteligente Kvothe se interessa e passa a estudar com o arcanista e uma das coisas que mais o encanta é conhecimento do nome das coisas e em especial o nome do vento.
 
Portanto, a narrativa vai seguir as duas linhas temporais contando a história de Kvothe e no tempo presente, que é marcado pelos capítulos chamados de interlúdios. Com certeza, o mais interessante é o que ocorre no passado onde vamos acompanhar realmente a jornada do herói e a formação do mito, no entanto, as coisas mal contadas e conversas estranhas que ocorrem no presente desperta mais a nossa curiosidade com relação a história.
 
Há todo uma mitologia e universo próprios criados nessa história e uma das coisas importantes é a questão dos verdadeiros nomes e se você conhece o verdadeiro nome de algo você passa a controla-lo. As explicações para como a simpatia funciona é bem diferente de tudo que eu já vi, não são escolhidos ou pessoas especiais, na verdade, simpatistas são pessoas que estudaram e treinaram para isso, é claro que não é qualquer mente que pode dominar a simpatia, mas seria mais ou menos como dominar a matemática avançada, questão de pré-disposição e treino.
 
Os personagens são muito bem construídos e realmente nos sentimos próximos a eles e nos importamos com eles, principalmente, com o personagem principal, e na verdade,  durante a leitura eu estava sempre preocupada com ele, pensando na próxima tragédia que iria se abater sobre ele e pensava é agora que já era...Sempre que tem um personagem assim eu comparo com o Peter Parker que esta sempre tentando fazer o certo, mas acaba sempre levando a pior no final.
 
A narrativa desse livro é de tal forma primorosa que você nem sequer nota o tempo que passa lendo, as descrições são tão ricas que você é completamente tragado pela história, teve um momento na história (fiquem tranquilos não vou dar spoiler) que ele perde o instrumento e a medida que ele descreve a cena e os sentimentos eu fui me sentindo tão angustiada e triste. E há outros momentos assim, quando ele toca e ele descreve os sentimentos que a musica e o ato de tocar desperta é lindo.
 
E uma das minhas partes preferidas é a universidade onde ele vai aprimorar seus conhecimentos como arcanista, mas apesar de despertar aquela nostalgia meio Harry Potter, não é nem próximo disso, a Universidade não é Hogwarts, na verdade, a história é muito mais adulta, inclusive, adulta demais para a idade do personagem (15 anos) que é mais ou menos a mesma coisa que acontece nas Crônicas do Gelo e Fogo onde os personagens tem atitudes muito adultas para idade. Mesmo assim, vê-lo com os amigos, frequentar as aulas, às vezes, eu queria mais disso, entender como as coisas funcionam nesse universo.
 
Resumindo eu adorei o livro e quero muito continuar lendo a serie e o pior é que o ultimo livro nem foi lançado ainda (não, por favor, outro George Martin não) e recomendo que você dê uma chance para Kvothe roubar o seu coração.
 
Livro: O nome do Vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
651 páginas
 
E vocês já leram esse livro? O que acharam?
 
Por enquanto é isso,
Até a próxima,
 
Dani Moraes
 
 
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6 comentários:

LeitorIt Blog disse...

Oi! Tenho muita vontade de ler esse livro, me parece que o mundo criado é muito singular.
As quantidades de páginas não me assustam, só falta a oportunidade de comprar mesmo.
Ótima resenha, sério!

blogleitorit.blogspot.com.br

As verdades que o pinoquio conta disse...

LeitorIt,
Quando você tiver oportunidade leia o livro porque vale muito a pena mesmo... Fica de olho que de vez em quando ele esta em promoção eu comprei o meu na Amazon por um preço bem bacana.
Muito obrigada,

Dani Moraes

Isabele de Paula disse...

Ola. Eu só ouço maravilhas a respeito desse livro. Quero muito lê-lo. To sentindo fslta desse tipo de fantasia, a chamada high fantasy.
Mais uma resenha pra me fazer querer O nome do vento.

http://fluxoconstante2.wordpress.com

Andrea Morais disse...

Olha, comecei a ler esse livro há uns dois anos atrás e não consegui sair do primeiro capítulo... Mas, sua resenha ficou tão legal que estou pensando em recolocá-lo na minha lista de leituras! Parabéns!!

Leitora Compulsiva
http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/

As verdades que o pinoquio conta disse...

Isabele,

Se vc gosta desse estilo acho q realmente esse livro é uma bela pedida

Bjus

As verdades que o pinoquio conta disse...

Oi Andréia
Fico muito feliz de ter suscitado essa vontade em você. O começo do livro pode ser um pouco estranho e devagar, mas leiam até chegar no passado p ter uma conclusão melhor.
Bjus

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