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Ecos

Pam Muñoz Ryan

"Não importa o quanto você não tem, há sempre muito mais na vida para se ter. Portanto, não importa quanta tristeza exista numa canção, vai sempre existir a mesma quantidade de 'talvez as coisas melhorem em breve'."
 

Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música. A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda. Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música.

Olá Pessoal, tudo bem?

Esse que é o mês em que se comemora o dia das crianças nada melhor do que conversamos sobre algumas histórias infanto-juvenis. E esse livro me surpreendeu muito positivamente sendo uma das minhas melhores leituras nos últimos tempos.

Ele começa no melhor estilo contos de fadas quando três irmãs sofrem uma maldição e são presas por uma bruxa e para escapar daquela prisão elas devem sair em um instrumento musical, no caso a gaita e até que essa gaita salve uma vida eles permaneceram presas.

Então, o livro muda completamente o clima e passamos realmente para uma ficção histórica na Alemanha na época da ascensão do nazismo Friedrich Schmidt é um menino apaixonado por música, filho de musico, sonha um dia reger uma orquestra, mas ele nasceu com uma mancha no rosto e se vocês lembram das suas aulas de história esse tipo de coisa era considerado como um grande defeito na época do nazismo, você não tinha a pureza e perfeição ariana e deveria ser no mínimo esterilizado para não perpetuar o seu defeito e para ajudar digamos que o pai de Friedrich não era nenhum modelo de alemão para o terceiro reich. Em meio a toda essa turbulência o garoto encontra paz e fortaleza na música, principalmente, aquela que ele faz através de uma gaita muito especial (em nenhum momento fica claro que se trata da gaita do inicio do livro ou se realmente há alguma magia). E então, em meio a uma tensão danada e um cliff-hanger incrível a história termina e passamos para uma outra parte que traz novos personagens.

 
Na segunda parte acompanhamos dois irmãos órfãos vivendo nos EUA e sofrendo as consequências da grande depressão, eles também tem uma ligação muito intima com a música, dado que, a avó deles era professora de piano.  O mais lindo dessa parte é a relação entre os irmãos, o cuidado e o desprendimento que o irmão mais velho tem para garantir o bem estar e felicidade do mais novo é admirável. E mais uma vez, um cliff-hanger que deixa você com o coração na mão, não sei se estou conseguindo me expressar, mas as partes terminam e você tem certeza que nada de bom aconteceu. Quem me acompanha pelo instagram viu como eu ficava a cada final de parte quando eu ia lá  no stories e falava sobre minhas impressões, então se você ainda não me segue adiciona por lá também.

 
E dessa forma, temos a terceira parte, também nos EUA, mas já ali pelo final da segunda guerra em uma outra parte do país, quando acompanhamos a Ivy, uma garotinha descendente de mexicanos e que também tem na música uma forma de conforto e fuga. Aqui uma das coisas mais interessantes é nos mostrar o clima da guerra nos países que não estão no meio do front, mas estão sim envolvidos, aquele terror que faz amigos de longa data se tornar inimigos é muito bem retratado toda a perseguição que os descentes de japoneses sofreram, apesar de estarem a muito tempo nos EUA e se considerarem americanos eles foram perseguidos, tiveram os bens confiscados e sabemos que isso aconteceu também aqui no Brasil não só com japoneses, mas também com os alemães. E mais um final de parte que me deixou prendendo a respiração.


No final, nos temos um fechamento para as três histórias, vamos saber o que aconteceu com cada um deles, mas justamente essa parte é muito rápida e acelerada, gostaria que tivesse sido um pouco mais desenvolvida.


Mas de qualquer forma é um livro excelente, envolvente, não tem como não se sentir próximo aos personagens, além de introduzir o publico alvo a um período histórico bastante conturbado da nossa história contemporânea. Mais que recomendado

Para variar a edição esta a coisa mais linda... faz parte da linha Darklove da Darkside e esta muito caprichada.
 



"Musica não tem raça nem qualquer inclinação!, disse Papai. Todos os instrumentos têm uma voz para contribuir. Musica é uma linguagem universal. Uma espécie de religião universal. Com certeza é a minha religião. A música supera todas as distinções entre as pessoas."


 
Ele veio na caixinha do turista literário e de com certeza foi uma das melhores na minha opinião.

 
Título: Ecos
Autor: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside
368 páginas

Por hoje é isso,


Até a próxima,

Dani Moraes

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2 comentários:

Renata Pereira disse...

Eu AMEI esse livro e como a autora contou essa história e achei o final surpreendente de todas as formas possíveis <3

As verdades que o pinoquio conta disse...

Como não amar??❤️❤️❤️

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