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Encerramento do mês: Abril de 2018 - Parte I




Olá Pessoal, tudo bem?

E segue saga... um dia atualizamos esse blog... e nesse mês teve muito filme, o que foi bem surpreendente dado que eu viajei, mas pode ser explicado porque eu estava tentando me atualizar nos filmes da Marvel, então basicamente tem Marvel aqui e o que não é Marvel foram assistidos no avião.

Como foram muitos filmes, eu tentei ser sucinta, mas vou precisar dividir em duas publicações porque ficou enorme e vocês irão se cansar.


Filmes:


1 - Guardiões da Galáxia (2014): esse filme foi uma aposta da Marvel, uma vez que, traz como protagonistas um grupo de heróis que eram bastante desconhecidos até então. Peter Quill era somente um garoto quando sua mãe faleceu e ele foi levado para o espaço por piratas espaciais, sendo criado por Yondu Udonta. Anos depois, ele é um mercenário, autointitulado O senhor das estrelas, e roubou uma esfera metálica, Gamorra, uma assassina famosa filha de Tanus também esta atrás dessa esfera, assim como, os caçadores de recompensas Rocky (guaximim modificado geneticamente) e Groot (uma árvore). Na confusão todos acabam presos, onde conhecem Drax, e assim esta formado o grupo. O filme é divertido, despretensioso e acertou em cheio. A trilha sonora, as cenas de luta são maravilhosas e ainda tem momentos de pura emoção. ★★★★★




2 - Homem de Ferro 3 (2013): o homem de ferro não é nem de longe o meu herói preferido, mas tenho que confessar que nesse filme talvez eu tenha visto a versão dele que mais me agradou, temos um Tony mais vulnerável com medo de fracassar, de colocar a Pepper em risco e quando seu grande inimigo Mandarim destrói sua mansão e põe em risco tudo o que ele construiu ele tem uma ajuda bastante especial para encontrar a si mesmo e voltar a lutar. ★★★★☆




3 - Thor 2 - Mundo Sombrio (2013): Loki esta preso em Asgard, a coroação de Thor esta próxima e todos comemoram a unificação dos nove reinos, mas quando um fenômeno chamado convergência se aproxima e a separação entre os reinos se torna tênue, um elfo negro (que todos acreditavam estar morto) coloca Asgard e todos os Reinos em perigo, e claro, entre as pessoas em perigo esta Jane Foster (Natalie Portman) o grande amor de Thor. De verdade, não sei porque o filme é tão odiado, quer dizer, uns odeiam e outros amam, achei o vilão fraquinho, com certeza, mas tirando o próprio Loki, Tanus e o Killmonger, os vilões da Marvel dos Cinemas são fracos, gosto das cenas de luta, gosto da interação Thor e Loki, gosto da fotografia e representação de Asgard e até do drama gerado por uma certa morte, só acho um saco que a Jane sempre seja a mocinha me perigo, ela é uma cientista incrível, mas no filme parece que sua função é sempre ser salva pelo Thor, vamos dar espaço para Portman trabalhar. Por isso, tudo acho um filme legal.  ★★★☆☆





4 - A forma da água (2017): indicado a 13 óscares e ganhou 4, entre eles melhor filme e melhor diretor, uma mistura de drama e fantasia, dirigido por Guilherme Del Toro, e que teve também um livro escrito em paralelo ao roteiro. E realmente é um filme muito interessante e bonito. Eliza Esposito (Sally Hawkins) é uma faxineira muda que trabalha em uma base militar secreta para onde foi levado uma criatura capturada em águas sul-americanas, e a intenção dos militares em plenos anos 60 é utilizar a tal criatura para auxiliar na criação de uma arma para ser usada na guerra fria, aos poucos Eliza se aproxima da criatura e se apaixona e quando a mesma corre perigo ela parte para ação com a ajuda de seus amigos: Giles (Richard Jenkins), um pintor de publicidade, homossexual, que esta vendo o seu trabalhar ser substituído por uma nova tecnologia - a fotografia, mais velho e com a vida pessoal e profissional em decadência ele junto com sua amiga Eliza usam o amor pelo cinema e musicais como uma válvula de escape e Zelda (Octavia Spencer) a boca de Eliza e alivio cômico.  O filme é uma ode ao amor na sua forma mais pura, a amizade e um grito dos excluídos e uma quebra dos preconceitos. Sally Hawkins arrasa na sua interpretação falando muito mais do que se tivesse textos enormes. A fotografia esta linda com os tons de azul e verde, realmente nos sentimos debaixo da água. ★★★★★




5 - O rei do show (2017): que musical delicia... adoro musicais e esse tem musicas e apresentações incríveis e quem imaginou ver Wolverine cantando e dançando?? O filme conta a história de P.T. Barnum, que é considerado o pai do circo moderno, um personagem polêmico e ambíguo que teve uma versão mais romanceada e light contada nesse filme. Aqui vemos um homem de origem pobre que sempre gostou muito do mundo artístico e que tem o sonho de se tornar rico e viver dar arte. Apaixonado pela filha do patrão do pai, os dois se casam e ele decide que será mais rico que o sogro e cria um polemico show com os "freaks", tudo aquilo que há de diferente e estranho no mundo, mulher barbada, anão e muitas outras "aberrações". A história dele é cheia de erros e acertos, apesar da história suavizada P.T não é apresentado como alguém perfeito, na verdade muitas vezes ele é egoísta, egocêntrico, malandro e muito ambicioso. Apesar do roteiro previsível, amei as musicas, principalmente,  "The Greatest Show" e "Never Enough" e "This is me" (indicada ao oscar). ★★★★★




6 - No limite do amanhã (2014): esse filme é uma ficção cientifica com muita ação, em um futuro a Terra é invadida por uma raça de alienígenas e estamos perdendo de lavada, existe uma pequena chance, com uma nova tecnologia de combate com armaduras com um grande poder de fogo. Bill Cage (Tom Cruise) é um major americano, uma espécie de relações publicas, responsável pela propaganda do governo e por manter a opinião publica ao lado do exercito. Então, ele acaba levado contra a sua vontade para o front, uma espécie de Dia D em referencia a Segunda Guerra Mundial, onde ele acaba recebendo  uma espécie de poder de voltar no tempo e reiniciar o dia. Com a ajuda de Rita Vrataski (Emily Blunt), uma soldada muito "badass" ele passa então a treinar, pois, é a única esperança para a humanidade. O filme consegue trazer muitas ação, romance e até bom humor, com as diversas cenas de morte de Cage. Também gosto muito da inversão do senso comum estabelecido pelo patriarcado da donzela em perigo, Cage é fraco e até covarde, enquanto Rita, é forte, decidida, até um pouco fria, mas focada em seu objetivo. Muito bom, não é grandemente inovador, mas é muito bem feito e oferece um bom entretenimento! ★★★★☆


Vamos parando por aqui.. e continuaremos em breve...

E aí gostaram dos filmes? Já assistiram algum deles?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Book Haul: Janeiro à Abril de 2018



Olá Pessoal, tudo bem?

E continua a saga de tentar colocar esse blog em dia, será que um dia conseguiremos???

E tentamos não comprar livros, não acumular já que possuímos tantos não lidos, mas às vezes, é irresistível comprar uma ou outra coisinha... por isso, aqui vamos nós depois de um bom tempo Book Haul, dessa vez reunindo tudo o que chegou em casa desde janeiro à abril basicamente de duas origens: Apoio no catarse e Turista Literário.

Catarse

1 - Machado de Assis - Caçador de Monstros - Marcelo Alves & Sami Souza (Primal Studio): Esse é um quadrinho no estilo mangá (mas a orientação de leitura é ocidental mesmo) que imagina Machado de Assis como um caçador de criaturas, e para quem gosta da obra do autor é legal porque ele interage com alguns de seus personagens, incluindo, o Brás Cubas. É para ser o primeiro da serie, mas não se se ou quando serão lançados os outros. Li em Janeiro.

2 - Samurai - Primeira Batalha - Mylle Silva et. al: É um livrinho extra, desenhado e escrito só por mulheres, um projeto especial dentro do projeto, ele se passa depois dos eventos dos quadrinhos principais, mas não é essencial para o entendimento da história. Ainda não li.

Turista Literário
3 - Dias de despedida - Jeff Zentner (Seguinte): Esse é o livro de Dezembro de 2017, mas só chegou em 2018, portanto, esta por aqui. É a história de um adolescente que perde os três melhores amigos em um acidente de carro e se sente culpado, pois aparentemente o motorista estava respondendo a uma mensagem dele quando se acidentou. Esse livro foi muito bem comentado, mas apesar dele ter morado por um longo tempo na minha cômoda, ainda não foi lido.

4 - A canção das águas - Sarah Tolcser (Plataforma 21): foi o livro de Janeiro e tem uma capa lindíssima é de fantasia e envolve barcos, não sei muito mais que isso, mas confesso que estou um pouco sem saco para series, então apesar de achar essa capa maravilhosa o livro vai esperar um pouco.

5 - De volta para casa - Seanan McGuire (Morro Branco): esse também é o livro 1 de uma serie, mas ele encerra bem em si mesmo, por isso, estou pensando se vou ou não ler o próximo. Aqui temos jovens e crianças que foram para diferentes mundos utilizando portais, mas que de alguma forma precisaram voltar ao nosso mundo, mas não conseguem mais se adaptar. Falei um pouco sobre ele em um destaque no instagram e no Lidos de Março.

6 - A garota que bebeu a lua - Kelly Barnhill (Galera Record): Ganhei esse livrinho no sorteio do turista e veio na minha caixinha de Fevereiro, se passa em um povoado onde todos os anos a criança mais jovem é dada em sacrifício para a bruxa da floresta, porém a tal bruxa não consegue entender o porquê das pessoas daquele lugar serem tão cruéis e abandonar as pobres crianças na floresta. Um livro sensível e com uma leitura supergostosa. Mais sobre ele.

7 - A caçadora de dragões - Kristen Ciccarelli (Seguinte): livro de março mais o livro 1 de uma serie de fantasia YA, mas confesso que todos os livro aqui listados é o que estou menos empolgada, porém recentemente a Thamires do Resenhando Sonhos fez comentários bastante positivos e que aumentou um pouco o meu interesse, mas não o suficiente para passa-lo na frente de nada.

8 - Garotas de neve e vidro - Melissa Bashardoust (Plataforma 21): livro de abril, nunca tinha ouvido falar desse livro, mas foram tantos comentários positivos, que de todos esses livros esse é o que eu estou inclinada a ler primeiro. É um reconto de Branca de Neve, mas parece que a relação entre a rainha e a princesa é muito diferente da que conhecemos e é livro único de fantasia (uhuuu!!!!).


9 - Entre el honor y la espada - Juan David Morgan (Planeta): foi minha única compra, adquirido na minha viagem de férias no Panamá trata-se de um romance histórico sobre Henry Morgan, o pirata responsável pela destruição do Panamá. Comecei a ler, mas estou lendo em doses homeopáticas.

Bom foi tudo isso.....
Vocês podem até pensar que não foi tanto assim, mas se vissem a quantidade de não lidos da minha estante se assustariam, principalmente, esses dias que minha leituras estão bem empacadinhas, mas leitor que é leitor é assim mesmo sempre quer mais um livro.

E vocês já leram algum desses livros? Por qual eu deveria começar?

Até a próxima,

Dani Moraes

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O misterioso caso Styles

Agatha Christie
 
“Poirot sorriu.
– Você deu excessiva rédea à sua imaginação. A imaginação é boa servidora e mestre ruim. A explicação mais simples é sempre a mais provável.”
 


No meio da madrugada, a rica proprietária da mansão Styles é encontrada morta em sua cama, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp e nenhum deles possuía um álibi convincente. Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot, irresistível personagem criado por Agatha Christie, que faz a sua estreia neste caso intrigante. Um marco da literatura policial e um dos maiores romances do gênero.

Olá Pessoal, tudo bem?
 
E por incrível que pareça esse foi meu primeiro contato com a grande mestre do crime e mistério, e ouvi o mesmo em audiolivro e foi uma boa experiência.
 
Esse foi o primeiro livro escrito pela autora e sendo também a primeira aparição do icônico detetive Hercule Poirot, um detetive belga baixinho, com um grande bigode e uma cabeça de ovo, que se orgulha de resolver os casos utilizando o cérebro, nem um pouco modesto e com um pouco de toque se recusando a ficar em um ambiente se os objetos não tivesse organizados simetricamente.
 
Nesse livro, Mr. Hastings esta hospedado na mansão Styles, onde o seu amigo John Cavendish vive com a esposa, o irmão, a madrasta e seu novo esposo, além de, uma agregada e muitos empregados. Em uma certa madrugada todos são despertados pelos gritos da Sra. Inglethorp que acaba falecendo envenenada, são muitos os suspeitos, praticamente todos os moradores da casa e ninguém tem realmente um bom álibi. Então, Hastings acaba sugerindo a John que o mesmo procure a ajuda do grande detetive belga Poirot.
 
Vamos entrando em contato com as pistas do crime a medida que o detetive as descobre, mas eu não consegui descobrir quem era o responsável, porque as vezes as pistas se desmentiam e além disso, é difícil separar o que realmente é uma pista daquelas pequenas coisas que não agregam nada no esclarecimento do crime, portanto, eu me senti tão perdida quanto Mr. Hastings. Porém, é importante salientar, que eu não sou uma leitora frequente de livros de crime e mistério e se você é provavelmente se sairá melhor que eu.
 
Outra coisa que, eu não fazia a menor ideia é que Poirot também tem o seu Watson, no caso, Mr. Hasting, que também quer ser um detetive, mas que na maioria das vezes fica tão perdido quanto a gente tentando acompanhar o raciocínio de Poirot. E o Poirot, às vezes, dá uma humilhada no pobre Hasting, muitas vezes tratando o mesmo com condescendência como se não tivesse a mesma capacidade cognitiva. Esse parece ser o jeitinho do Poirot - humildade é seu nome do meio.
 
Gostei bastante da experiência e ainda quero ler outros livros da autora, mas acredito que se eu tivesse conhecido a mesma quando eu comecei a ler Sidney Sheldon, hoje eu com certeza seria uma fã da autora.
 
E vocês são fãs da Dama do Crime?
 
Livro: O misterioso caso de Styles
Autor: Agatha Christie
Editora: Bestbolso
196 páginas
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Lidos: Abril/2018



Olá Pessoal, tudo bem?

Depois de uma paradinha para o Especial Dia da Toalha, voltamos a tentativa de colocar as coisas em dia aqui no blog.

Até que o mês rendeu em leituras, até porque esse foi um mês em que eu viajei e geralmente não leio muito quando viajo, mas 4 livros foi uma quantidade bem boa para mim. E foram bons livros, com diferentes temas.


1 - A garota que bebeu a lua - Kelly Barnhill (Galera Record): uma fábula onde um povoado triste e oprimido todos os anos sacrifica uma das suas crianças em troca de proteção contra uma suposta bruxa, no entanto, a mesma bruxa não consegue entender porque as pessoas são tão más e abandonam os seus pequenos na floresta, aos quais, ela acolhe e leva para serem adotados nas cidades livres do outro lado da floresta. Um dia sem querer ela acaba alimentando uma dessas crianças com a luz da lua, dessa forma, dando poderes mágicos a mesma, assim ela passa a cuidar ela mesma dessa criança. Enquanto isso, a vida segue triste e pesada no povoado do protetorado até que um homem que nunca se conformou com essa situação decide confrontar a bruxa. O livro é muito envolvente e surpreendente e te mantém envolvido com a história e seus personagens do começo ao fim, você simplesmente se importa com todos eles. É um livro cheio de camadas e sendo uma fábula pode ser lido com diferentes interpretações, desde a leitura mais superficial como simplesmente uma história fantástica de bruxas, até uma alegoria um pouco mais elaborada sobre opressão e ditadura do medo. Vale muito a pena a leitura. ★★★★★



2 - Para Sir Phillip, com Amor (v.5) - Julia Quinn (Arqueiro): e já batemos o recorde de leitura de romances de época no ano, acho que nunca li mais do que 2 esse ano estamos no quarto, uma vez que, eu li a Triologia dos Irmãos McCabe, mas Julia é rainha. Aqui temos Eloise, a irmã que tinha escolhido ser solteirona, até que sua melhor amiga e companheira se casou, então ela decide dar uma chance e conhecer Sir Phillip, um homem com o qual ela vem trocando cartas sistematicamente. Porém quando os dois se encontram eles não são exatamente o que um esperava do outro, ele é bonito, porém rustico, calado e introvertido e é claro, esqueceu de mencionar os filhos (uma dupla de pestinhas), ela independente, não se cala nunca e tem uma opinião para tudo. É um livro sobre superação, segundas chances e recomeços. E mais uma vez a autora não erra na fórmula e no final lá estamos nós novamente com o coração quentinho e com um sorriso bobo no rosto. Post no blog. ★★★★☆


3 - Todo dia - David Levithan (Record): esse foi o segundo livro da minha meta lido, ou seja, estou bem atrasada, mas estamos no jogo. Falando sobre o livro ele tem um enredo bastante diferente, onde um ser chamado A não possui um corpo e todos os dias ocupa corpos diferentes, independente de sexo, raça ou condição social, e ele já estava acostumado com essa vida sem raízes, vivendo um dia de cada vez, sem interferir diretamente na vida de seu anfitrião até que um dia ele conhece Rhiannon, a namorada de Justin, o corpo que ele esta no momento. A partir de então, ele passa a buscar uma forma de se encontrar com Rhiannon e viver o seu amor. O interessante é que vivemos junto com A o dia-a-dia das diferentes personagens que ele ocupa, seus problemas, anseios, medos e tristezas, o que foi uma sacada muito interessante, porque dessa forma é possível discutir muito problemas como problemas psicológicos como depressão, drogas, a questão de gênero e outros. O livro é muito bem escrito e consegue te manter interessado e a história de amor convence. Portanto, recomendo a leitura do mesmo. Post no blog. ★★★★★



4 - Cyberstorm - Matthew Mather (Aleph): essa é sci-fi que traz uma história apocalíptica, mas não é um apocalipse que já vimos por aí, aqui temos um ataque cibernético onde os principias sistemas que alimentam as grandes cidades: logística, energia elétrica e distribuição de água são interrompidos, tudo isso, associado a uma rede de boatos, com noticias de possíveis epidemias, mais a falta de comunicações oficiais levando a difusão de teorias da conspiração e a maior nevasca dos últimos tempos levaram o verdadeiro caos a Nova Iorque. Pessoas lutando pela sobrevivência da forma que podem, vendo seus instintos animais a tempos dormentes voltando a ditar comportamentos. Em meio a tudo isso, Mike que vive uma crise no casamento luta para manter sua família em segurança. O livro me deixou tensa do inicio ao fim, até porque o cenário apolítico desenhado me pareceu em alguns momentos mais que possível e sim provável. Além da ação, que para mim é o principal do livro, pessoas buscando a sobrevivência, o livro ainda traz várias discussões sobre o uso das tecnologias, segurança e liberdade. Gostei bastante, mas é um livro que não é nenhuma unanimidade é só ver as resenhas no skoob, mas se você curte uma história de sobrevivência provavelmente esse livro é para você.  Post no blog. ★★★☆☆


Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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Cyberstorm - Dia da Toalha #6

Matthew Mather
''Fui tomado por uma forte sensação de déjá vu, mas não por nada que já tivesse vivido. Parecia que eu estava vivendo as histórias que Irena me contara a respeito do sítio a Leningrado, setenta anos antes. Aquela ciberguerra não parecia ter nada a ver com o futuro, mas, sim, ser parte do passado, como se estivéssemos retrocedendo em direção à infindável habilidade que os seres humanos têm de infligir sofrimentos uns aos outros.
Para ver o futuro, bastava olhar para o passado.''

Em meio a uma forte tensão política internacional, os Estados Unidos sofrem um grande ataque cibernético: todos os meios de comunicação começam a falhar. Ao mesmo tempo, uma forte tempestade de neve assola a cidade de Nova York, e uma possível epidemia de gripe aviária parece se aproximar. Presos na cidade e quase sem contato com o resto do mundo, os moradores de repente se veem imersos em um cenário verdadeiramente apocalíptico. Enquanto rumores e especulações correm sobre a origem desses ataques, Mike Mitchell se concentra em questões que para ele parecem mais urgentes. A crise o atingiu em um momento crítico de sua vida, complicando seus já confusos problemas pessoais e financeiros. Agora, sua prioridade é manter a família unida e viva no crescente caos que se que se forma a sua volta.
Olá Pessoal, tudo bem?
Esse livro me chamou a atenção pelo enredo desde o seu lançamento e por fim, acabei conseguindo em uma troca no Skoob. É um livro sobre o apocalipse, mas ao contrário do que vemos por aí não envolve, aliens, zumbis ou um guerra nuclear, dessa vez, enfrentamos um inimigo invisível e difícil até de detectar, pois estamos enfrentando uma cyberguerra.
O livro inicia em Nova Iorque, onde Mike vive um momento de crise no casamento, a esposa de família rica não parece satisfeita com a vida que eles levam em um apartamento pequeno, mas muito bem localizado em plena Manhattan em um edifício super moderno, tecnológico, cujo os principais sistemas são gerenciados via internet. Ele trabalha com redes sociais, ela parou de trabalhar quando ficou grávida, mas os pais tinha grandes planos para ela como advogada e quem sabe até um cargo politico.
Próximo ao Natal as coisas começaram a ficar estranhas, primeiro um ataque de um vírus deixou os sistemas de logísticas malucos e as entregas não puderam mais ser feitas e de repente inicia o caos, caí a internet, na televisão alguns noticias desencontradas de conflitos do golfo da China, estariam o EUA sob ataque, noticias sob surto de gripe aviária, seguidas de outros boatos sobre surtos, um acidente grave de trem, aviões teriam sido abatidos? E então uma queda na energia elétrica seguida pela parada no fornecimento de água tudo isso em  meio a maior nevasca ocorrida em Nova Iorque nos últimos tempos.
O vizinho e melhor amigo de Mike, Chuck é um sobrevivencialistas, aquelas pessoas que sempre estão esperando por uma catástrofe, e esta melhor preparado para enfrentar essa situação, ele e Chuck se unem a alguns vizinhos e tentam se manter em segurança, conforme orientação do próprio presidente, que pede a todos que se mantenham em segurança, pois essa situação será normalizada em breve.
O problema é que com tudo isso acontecendo Nova Iorque esta isolada, sem comunicação, sem noticias oficiais as teorias de conspiração são alimentadas pelos boatos e o pânico se espalha, o instinto de sobrevivência predomina e já não se sabe em quem confiar. Vizinhos se olham de maneira desconfiada, todos parecem se acusar mutuamente. No meio a esse caos Mike só quer proteger a sua família, fazer com que eles sobrevivam a esse apocalipse.
O livro me deixou tensa do inicio ao fim, é muito fácil se colocar no lugar deles, pois é um cenário hipotético que parece mais fácil de acontecer. Quais são as reais proteções que temos na internet? Se um tipo de ataque desse ocorresse teríamos como reverter a situação de forma rápida?
Há grandes discussões ao longo do livro, como por exemplo, quando uma empresa de oferece um serviço gratuito (uma rede social, um app qualquer, um jogo e etc) na verdade não é nada gratuito, uma vez que, eles se apoderam de nossas informações e nossos dados que são comercializados das mais diversas formas (não se esqueça no escândalo do facebook nas eleições americanas - Dados de Milhões de usuários foram usados em campanha politica), qual seria a melhor forma de proteger a rede? Vigiando tudo, diminuindo a liberdade ou a aparente liberdade que temos na rede, uma vez que, hoje mesmo nos dados podem estar na mão de pessoas que se quer imaginamos.
Além dessa, que é a grande discussão é discutido politica, a ação dos hackers e o quanto governo e instituições tradicionais como exercito e policia estão preparados para essa nova realidade de uma ambiente cibernético, mas que cada vez mais se mistura ao nosso mundo real.
Os momentos de tensão, luta pela sobrevivência e medo real são os melhores do livro, vi muita gente reclamando sobre a falta de profundidade dos personagens, mas eu acredito que o livro entrega aquilo a que se propõe, um livro de sobrevivência que nos leva a pensar a questão da tecnologia com mais seriedade, se hoje perdemos a internet não perderíamos apenas instagram, youtube e whattapp, mas toda uma rede de fornecimento básico que hoje estão ancoradas na internet.
Esse livro não é uma unanimidade entre leitores, teve muita gente que não gostou nada (veja as resenhas no skoob), mas se você gosta de uma história de sobrevivência, provavelmente esse é um livro para você.
"A violência... não deveria ter me surpreendido. Seres humanos eram violentos... cada um de nós só estava vivo porque nossos ancestrais tinham matado e comido outros animais, vencido todo o resto para sobreviver... éramos assassinos, matando antes de sermos mortos!"
Desafio a você terminar esse livro e não pensar em fazer algum tipo de preparação para uma catástrofe, talvez um pequeno estoque de alimentos, água, uma pilhas quem sabe?
Livro: Cyberstorm
Autor: Matthew Mather
Editora: Aleph
368 páginas
Por hoje é isso,
E vocês conhecem esse livro? Gostam de sci-fi e livros sobre apocalipse?
Até a próxima,

Dani Moraes

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5 Motivos para assistir: Sense8 - Dia da Toalha #5


Olá Pessoal, tudo bem?

E continua o nosso especial: Dia da Toalha e dessa vez, vou trazer mais uma serie incrível, a qual, estou completa e totalmente viciada, terminei a primeira temporada e já comecei a segunda até porque esta previsto para 8 de junho o episódio final para encerrar a serie, fiquei muito triste ao saber que não haveria uma nova temporada, mas espero que esse episodio tenha tempo suficiente para fechar a trama.

Sense8 é uma ficção cientifica, dirigida, escrita e produzida por Lilly e Lana Wachowski (Matrix) e por J. Michael Straczynski, uma produção da Netflix, que conta a história de oito pessoas que estão ligadas entre si, elas conseguem ver e sentir o que a outra sente, eles são os chamados sensates, uma outra espécie de hominídeo, tão parecidos com os homo sapiens que se misturam em sociedades. Mas o problema é que tem algumas pessoas que não aceitam a existência dos mesmos e os caçam. Quando você começa a assistir a serie é tudo meio confuso porque caímos no meio desse enredo confuso sem muita explicação, mas conforme você vai assistindo se vê cada vez mais envolvido.

Gostei desse negócio de motivos para assistir, então vamos lá:

1 - Enredo Original: a serie realmente traz uma história inovadora e inédita, pessoas que se conectam umas as outras de uma forma completa, com acesso aos pensamentos, sentimentos e emoções, e a forma que isso é explicado parece realmente plausível, eu também já me perguntei mais de uma vez porque o Homo sapiens é a única espécie de hominídeo. Vi algumas pessoas comparando a serie a Heroes e Jumper, mas na verdade, o enredo é bastante diferente.


2 - Diversidade: cada um dos protagonistas tem uma origem diferente, são de partes do mundo diferentes, com diferentes histórias e experiências e isso traz uma gama enorme de vivencias, problemas e experiências. Uma hacker trans, um ator mexicano gay, uma islandesa envolvida em relacionamentos abusivos, um queniano pobre e com a mãe com AIDS, uma indiana prestes a se casar, um alemão envolvido com o crime e um policial tentando cumprir o seu dever, além de uma sul coreana super "badass" que participa de luta livre escondida.


3 - Locações incríveis: os personagens vivem e diferentes lugares do mundo, portanto, a serie é filmada nesses lugares, vemos o colorido incrível e festivo da Índia, as paisagens geladas e lindas da Islândia e muitos outros.



4 - Cenas de ação: tem uma organização do mal atrás dos sensates, e além disso, individualmente, alguns deles se metem em muitas confusões, portanto, o que não faltam são cenas de luta incríveis não esqueçam que temos uma lutadora de verdade, e bem nosso querido Wolfgang não fica atrás e o Will também manda muito bem, e com o lance de se conectarem as lutas ficam ainda melhores.



5 - Trabalho em equipe de pessoas comuns: são pessoas completamente diferentes que precisam trabalhar juntos, compartilhar o bom e o ruim para se manterem bem e vivos. E eles são pessoas comuns, a Kara é farmacêutica, portanto, até eu estou representada dentro do universo da serie.




Esses são só alguns motivos para você assistir a essa serie incrível, espero que eu tenho conseguido convencer vocês a dar uma chance para se viciar nela, assim  como eu.

Até a próxima,

Dani Moraes

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A ilha do Dr. Moreau - Dia da toalha #4

H. G. Wells

"Um animal pode ser feroz e pode ser sagaz, mas para dizer uma mentira é necessário ser um homem de verdade."
 
 
À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, "A ilha do dr. Moreau" é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.


 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
E para encerrar nosso Especial Dia da Toalha hoje temos um clássico, mistura de sci-fi, terror e história de aventura, contada em forma de relato em primeira pessoa  a história de Prendick que depois de um naufrágio é resgatado por um barco com ocupantes no mínimo estranho, cheio de animais e pessoas um pouco estranhas. Depois de uma certa indecisão quando o capitão do navio exigiu que Prendick deixasse o navio e Dr. Montgomery (o homem que o resgatou) não queria deixar que o mesmo ficasse na ilha. ele acaba desembarcando. E a ilha é ainda mais estranha do que o navio, cheio de criaturas estranhas e com um morador ainda mais excêntrico Dr. Moureau, um cientista, exilado que realiza suas pesquisas bizarras na ilha, realizando vivessecações em animais criando espécies híbridos entre homens e animais.
 
O livro traz diversas discussões algumas em bastante alinhamento com o pensamento da época - século XIX, como a questão relacionada a colonização, a exploração e a imposição de um povo sobre o outro, o preconceito, inclusive em muitos momentos as criaturas são chamadas de negroides. O principal assunto é a critica a vivissicação, que é o ato de fazer uma disseção nos animais enquanto eles ainda estão vivos, e na época isso gerou uma polemica tão grande que foram criadas comissões para investigar esse tipo de procedimento. A teoria da evolução também é um outro tópico que o livro nos leva a refletir.
 
Outra grande polemica foi a critica a religião, Dr. Moureau criou uma espécie de religião como forma de controlar as criaturas, nessa religião eles repetiam uma algumas frase como se realmente fosse orações, e muitas pessoas interpretaram isso como critica as religiões estabelecidas.
 
"A lei - que eu os vira recitando - lutava em suas mentes contra os impulsos selvagens profundamente arraigados em sua natureza."
 
É um livro bem curto e mesmo assim, suscita grandes reflexões, inclusive uma bastante interessante sobre as mudanças psicológicas que experiências fortes podem trazer.

Agora com relação a narrativa ele tenta fazer um suspense, mas a verdade é que logo que começamos o livro já sabendo o que irá acontecer, mas mesmo assim a história consegue criar um clima de tensão que vai crescendo aos poucos.

Não amei o livro, mas achei interessante e intrigante.
 
Livro: A ilha do Dr. Moreau
Autor: H.G. Wells 
Editora: Alfaguara
170 páginas

E vocês já leram o livro?

Até a próxima,

Dani Moraes

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8 Motivos para assistir: Orphan Black - Dia da Toalha #3


Olá pessoal, tudo bem?

Continuando nosso especial Dia da Toalha hoje temos dica de série e sim, não é uma serie nova, porque eu estou sempre atrasada nas series... rs... e para falar a verdade ainda não finalizei (estamos na quinta temporada) porque essa é uma serie que assisto com os meus amigos e nem sempre conseguimos assistir. Mas afinal, do que fala essa serie?

Essa é uma serie canadense de ficção cientifica e suspense criada por Graeme Manson e John Fawcett, estrelada pela incrível Tatiana Maslany. Sarah Manning é uma mãe solteira, com um estilo sou perigosa, meio punk que esta com problemas com o namorado traficante e que assiste o suicídio de uma mulher que exatamente igual a ela, Elizabeth Childs uma policial que salta em frente a um trem, deixando a bolsa com documentos e pertences pessoais para trás. Sarah, então decide assumir a identidade de Beth, com a intenção de pegar o dinheiro e fugir, no entanto, a situação se complica e ela acaba conhecendo outras mulheres iguais a ela: Cosima, uma cientista incrível e super-estilosa e Alison, uma dona de casa e mãe do subúrbio super tensa. E não é que essa serie já gerou até uma versão japonesa.

Vamos aos motivos para você assistir:

1- Narrativa: Quantas vezes vemos um enredo interessante e com grande potencial se perder em uma narrativa confusa e mal construída, isso não acontece nessa serie. Todas as histórias, tramas e sub-tramas são bem construídas. Nenhum personagem surge por acaso na história e nenhum Cliff-hanger é colocada na história por acaso. Toda a história é muito bem amarrada, alguns mistérios vão sendo revelados, enquanto outros vão surgindo.

2 - Fotografia e efeitos: toda a parte cenográfica, efeitos especiais e fotografia da serie é muito bem feita, os cenários são ótimos, a qualidade das cenas de ação e perseguição tem qualidade de cinema. Fora que quanto temos mais de uma clone em cena, os efeitos são tão bem feitos que esquecemos que aquela cena deve ter sido filmada diversas vezes e sobrepostas em estúdio.


(Uma das melhores cenas com as clones juntas)

3 - Tatiana Malany: não tem como não considerar essa grande atriz como um dos motivos para assistir a serie, ela interpretou mais de dez personagens, sendo quatro delas as personagens principais. Mas não é simplesmente porque ela interpreta mais de um personagem, não cada uma delas é uma pessoa muito diferente, com personalidade, jeito de se comportar, andar e falar/sotoque diferentes. É tão incrivelmente bem feito que até quando uma das clones esta tentando se passar pela outra a gente consegue perceber, é como se a Tatiane cria-se uma terceira interpretação. Isso é tão marcante que frequentemente me esqueço que se trata da mesma atriz, o Emmy que ela recebeu é até pouco, deveria ter recebido mais. Uma curiosidade é que a Tatiana até criou uma playlist especial para cada uma das clones de forma a ajudar a entrar nos personagens.


4 - Clones: o clube da clones, como não amar no começo elas se estranham um pouco, principalmente a Sarah e Alison que são diferentes, e claro, tem a Helena, que bem é a Helena, mas a partir do momento que elas passam a se chamar de irmãs, vemos uma relação linda e sólida passa a ser construída. Elas sabem que podem confiar umas nas outras, mesmo que não possa confiar em mais ninguém, e se apoiam incondicionalmente. Fora que as personalidades e histórias delas são muito bem desenvolvidas. Sarah a garota problema, mas que é totalmente fiel e protetora com aqueles que ela ama, ela é forte, "badass", sempre toma frente nas ações e faz de tudo para proteger sua filha Kira e o clube. Cosima, inteligentíssima, a cientista que busca uma forma de entender quem elas são e como ajuda-las, além disso, ela sempre esta lá para as irmãs, sempre.. e traz uma parte mais romântica para a história, ela é gente como a gente sofre nos relacionamentos e quer ser amada. Alison, uma mãe superprotetora e estressada, doidinha e divertida também não tem limites quando o negocio é cuidar da família. Helena, a doidinha de pedra que mora nos nossos corações, e claro, temos a Rachel que não esta no clube, mas que tem uma personagem extremamente complexa.



5 - Girl Power: as personagens femininas são muito fortes, além das clones, temos Delphine, outra grande cientista, a senhora S, uma mulher feroz e que faz tudo pela família, e até mesmo Kira, uma garotinha mais que especial é muita mulher forte junto.



6 - Representatividade: eu preciso dizer que essa serie tem representatividade, as clones vem de diferentes lugares, com diferentes profissões e sexualidade e tudo isso com naturalidade como tem que ser.

7 - Felix: quem não quer ser amigo do Felix, divertido, companheiro, uma artista maluquinho que pinta pelado, mas que sempre esta mais que disposto a ajudar as clones. Jordan Gavaris, que interpreta o personagem também é incrível.



8 - Paul: Se eu não coloca-se ele nessa lista ela não estaria completa, acho que não preciso falar nada é só ver essa foto. (Esse motivo não é para levar a serio, não pensando bem é sim...rsrs..).



Por hoje é isso,

Se você ainda não assistiu a essa serie, recomendo que corra agora para a Netflix.
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Filme: O Espaço entre nós - Dia da Toalha #2



O espaço entre nós: Quando assisti ao trailer dessa filme fiquei intrigada, pois o mesmo parecia combinar duas coisas que eu gosto muito que é ficção cientifica e romance adolescente. Durante uma missão tripulada que tinha por objetivo estabelecer uma estação e preparar uma provável colonização do planeta vermelho, descobriu-se que a astronauta líder estava grávida, o nascimento da criança estava previsto para a chegada dos astronautas no planeta vermelho, sendo assim, Gardner Elliot (Asa Butterfield- o eterno Hugo Cabret) foi o primeiro humano nascido em Marte. Como a mãe do mesmo acaba morrendo durante o parto, fica decidido pelos chefes da missão na Terra que o garoto ficará no anonimato e será criado em uma Marte, dado que, ele não sobreviveria na gravidade da Terra. Criado pelos cientistas que faziam suas pesquisas na estação, sendo o mais próximo de família é a chefe da estação Kendra (Carla Gugino) que o criará como a um filho. Porém o jovem tem um sonho ir para Terra, conhecer o seu pai e quem sabe viver o amor com Tulsa (Britt Robertson), uma órfã que já passou por diversos lares e que não vê a hora de finalizar a escola e deixar seu lar atual, e que ele conheceu pela internet.

Enquanto ficção cientifica o filme não convence muito, as poucas explicações cientificas e tecnológicas que estão presentes no filme não convencem e não são bem aproveitadas. Enquanto romance adolescente ele carece de explorar mais os dramas adolescentes, por exemplo, temos um vislumbre sobre a situação de Tulsa, mas a situação de abandono e todo o trauma gerado por ela não é explorado ao contrário ela é representada apenas como uma rebelde. Ainda com relação a isso, o filme padece de um problema comum a esse tipo de história seja filme ou livro adolescente que tem atitudes ou ações muito avançadas para a idade, apesar da explicação do próprio Gardner ter sido criado por cientistas, mas isso não justifica, por exemplo, a facilidade com que ele escapa de uma instalação da NASA.

Apesar desses problemas achei o filme divertido, um bom filme de seção da tarde, a química entre os dois adolescente é muito boa e é muito fofinho ver a inocência do Gardner que não tem aquela malicia que só a convivência social nos ensina. Ele decorando falas de filmes antigos para tentar ser românticos é coisa mais fofinha...

Outra coisa que eu gostei muito foi da trilha sonora (tem no Spotify) vale a pena dar uma conferida.

Resumindo não é um filme sensacional, mas também não é ruim e dá para se divertir bastante.

Título Original: O espaço entre nós
Diretor: Peter Chelsom
Ano da estreia: 2017
★★★☆☆

´
Por hoje é isso e por aqui continuamos com o nosso especial Sci-fi (Dia da Toalha).

Até a próxima,

Dani Moraes

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A longa viagem a um pequeno planeta hostil - Dia da Toalha #1

Becky Chambers
 "Tudo o que você pode fazer, Rosemary, assim como todos nós, é trabalhar para se tornar uma força positiva. É a escolha que todo o sapiente deve fazer todos os dias da sua vida. O universo é aquilo que fazemos dele. Cabe a você decidir que papel quer desempenhar."


 Um dos motivos do sucesso de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica.

Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente — ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.


Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre Ficção Cientifica? Sim, em maio comemoramos o dia de Star Wars e o Dia da Toalha e todos os anos eu tento ler pelo menos um livro de Sci-Fi e publicar próximo ao dia 25 de Maio, esse ano, estou fazendo um mini-especial com posts temáticos durante essa
semana.

A longa viagem a um pequeno planeta hostil foi um livro primeiramente publicado através de financiamento coletivo e acabou conquistando fãs e sendo indicado aos prêmios Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award.
"Do chão, nós nos erguemos;
Nas nossas naves, vivemos;
Nas estrelas, sonhamos."

Nesse livro temos a história dos tripulantes da nave Andarilha, uma nave que faz tuneis espaciais ligando os mais diferentes mundo, que é formada por uma tripulação multi-especie, sendo humanos: o capitão Ashby, um homem bom e justo que busca sempre o melhor para sua tripulação, o intragável e solitário algaísta Corbin, Kissy, a técnica mecânica, super-animada, um pouco atrapalhada, mas amiga para toda hora, Jenks, o técnico de computação, um anão que tem muito orgulho do seu corpo e de quem ele é, e claro, Rosemary, a mais nova tripulante, uma guarda-livros que esta fugindo do passado. Além dos humanos, temos uma piloto reptiliana, um chef/medico gênero fluido e um navegador que vive em simbiose com um vírus que aumenta a capacidade cognitiva.

Andarilha é uma nave antiga praticamente uma colcha de retalhos formada por diversos remendos, mas que Kissy mantem funcionando a perfeição e é o orgulho do capitão e casa de toda a tripulação, dado que, a mesma costuma fazer grandes viagens, especialmente agora, que conseguiram um trabalho importante, uma vez que, uma nova raça entrou para a Comunidade Galáctica que é muito pouco conhecida.

Aos poucos somos apresentados aos personagens com suas personalidades, medos e sonhos. Todos diferentes entre si, com costumes diversos e muitas vezes contrários entre si. E esse é o grande trunfo do livro, nos trazer personagens tão diferentes, de espécies diferentes para discutir tolerância e aceitação.

Sissy, por exemplo, é de uma espécie que entende os relacionamentos, incluindo sexo, de uma forma mais aberta e não entende o puritanismo dos humanos. Dr. Chef é de uma espécie que esta quase extinta e tem gênero fluido mudando o sexo ao longo da vida. E navegador é de uma espécie que se permite ser infectada por um vírus para melhorar a capacidade cognitiva e passa a enxergar a si mesmo como um par. Tudo isso, parece muito estranho no primeiro momento, mas a Becky nos apresenta os personagens tão bem que nos vemos envolvidos e essas diferenças passam a ser apenas um detalhe.

Você começa a leitura do livro pensando que vai ler uma ficção cientifica, se encantar com um futuro e as descobertas que estão por vir, e sim, os elemento da ficção cientifica estão lá, com as naves, as tecnologias, as espécies sapiente não humanas, mas o verdadeiro tema do livro são as relações "humanas", o foco esta no desenvolvimento dos personagens, e então, nos percebemos refletindo sobre assuntos como: preconceito, aceitação, poliamor, força feminina, sexualidade e até o conceito do que seria vida, uma inteligência artificial consciente pode se considerada uma forma de vida?

"As modificações corporais  são sobre deixar o seu eu exterior em harmonia com o eu interior. Não que você precise das modificações para se sentir assim. No meu caso, gosto de decorar minha pele, mas meu corpo já reflete quem eu sou. Porém, alguns modificadores vão continuar com essa transformação pela vida toda. E nem sempre dá certo. De vez em quando, eles fazem um grande estrago. Mas é um risco que você aceita  quando tenta ser mais do que a caixinha em que nasceu. Mudar é sempre perigoso."

O mais importante é que estamos lendo sobre humanos, não tem um grande herói que vai salvar tudo, não pelo contrário, os tripulantes são pessoas que encontraríamos por aí, pessoas como eu e você cheias de qualidades, defeitos, medos, ansiedades e alegrias.

Becky Chambers tem a ciência correndo na família filhas de pai engenheiro espacial e mãe especialista em astrobiologia e neta de um dos participantes do projeto Apolo 11, a parte cientifica também não deixa nada a desejar.

Livro: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autor: Becky Chambers
Edição: Darkside
345 páginas

Um livro mais do que recomendado a todos tanto para os amantes de sci-fi quando para aqueles que gostam de uma história bem contada que nos leva a refletir. Acredito também que esse é um bom livro de entrada para quem quer começar a ler ficção cientifica. E eu já falei que é um "road-trip" em uma nave?

E nem vou falar dessa edição linda, com todos esse glitter na capa simulante as estrelas.  Tão maravilhoso que até meu papel de parede do celular é desse livro.

Ele faz parte de uma serie, mas os livros são independentes entre si, então essa história encerra nesse livro e o segundo livro já foi anunciado pela Darkside e vai contar a história da Salvia e da Lovelace e estou empolgada para lê-lo.

E vocês já leram esse livro? O que acharam?
Até a próxima,

Dani Moraes

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Para Sir Phillip, com Amor

Os Bridgertons - Volume 5
 Julia Quinn

"Não, ela não precisava de ninguém perfeito. Só precisava de alguém perfeito para ela." (quem não?)


 
 

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Pensei seriamente em não fazer post sobre esse livro, uma vez que, estou com tantos posts por escrever, mas eu venho falando sobre todos os livros dessa serie aqui no blog e esse não poderia ser diferente. Além disso, Julia Quinn tem sido um respiro muito delicioso na minha vida, sempre quando preciso daquela aliviada ela nunca falha comigo e esse livro especifico foi lido no meu primeiro dia de férias e perfeito para começar a descansar a cabeça e desligar do mundo coorporativo.
 
Não sabe que serie é essa que estou falando são: Os Bridgertons, uma família de 8 irmãos com nomes de A a H, que vivem na Londres do século XVIII, muito respeitados e até mesmo cobiçados como bons partidos para casamentos, conduzidos pela matriarca da família são muito amorosos e protetores estão sempre um se metendo na vida dos outros, mas sempre com amor e buscando o melhor para eles. Aqui no blog já falei dos quatro primeiros livros: Duque e euO visconde que me amava, Um perfeito cavalheiro e Os segredos de Colin Bridgerton.
 
Eloisa é uma moça independente que já tinha aceitado o fato que seria uma solteirona, afinal ela dispensou todos os pedidos de casamento que recebeu, uma vez que, ela queria encontrar o que parece que sua família esta destinada a ter, o amor verdadeiro e não apenas uma casamento convencional, então, sua melhor amiga Penélope, aquela que ela acredita que seria sua companheira na solteirice se casa e ela se vê bastante perdida, e assim aceita um convite ousado, ela parte para a casa de Sir Phillip, o marido viúvo de uma prima distante com o qual ela vem se correspondendo. Mas quando os dois se encontram eles percebem que a realidade pode ser bem diferente do que é dito através de cartas.
 
Sir Phillip é muito mais bonito e rustico do que ela esperava, além de não mostrar muito a espiritualidade que ela via em suas cartas, ele é bastante reservado e calado, enquanto ela não consegue ficar quieta ou se calar. Ele esperava ver uma solteirona não atraente e desesperada para se casar, e no seu lugar encontra uma moça atraente, decidida e independente nem um pouco pronta a se calar e obedecer.
 
É o primeiro livro em que a autora aborda um segundo casamento, e além, dos filhos com os quais Phillip claramente não sabe lidar, o primeiro casamento também deixou marcas e traumas com a depressão da primeira esposa que deixou a casa e a vida escuras e tristes. Além disso, o personagem precisa lidar com o abuso e violência que sofreu do próprio pai e o medo de perpetuar esse comportamento com os filhos.
 
Eloise precisa aprender a lidar com toda essa bagagem que Sir Phillip traz, ela que vem de uma família amorosa e presente precisa entender o que é carregar todo esse sofrimento, não que ela não saiba o que é perda, ela foi a única dos irmãos que estava junto quando o pai faleceu, mas é diferente, ela precisa de alguma forma demonstrar a esse homem que afastar e isolar não é a melhor forma de proteger.

Além disso tudo, os dois veem no casamento coisas diferentes, ele quer uma esposa e principalmente uma madrasta para os filhos, ele quer alguém para cuidar das coisas com as quais ele não quer se preocupar como a casa e até mesmo a educação dos filhos, ele é prático e racional. E ela, ela quer o que seus irmãos tem ela quer paixão, arrebatamento, amor, ela quer alguém que a faça tremer e queira passar o resto da vida do lado dela. Essa diferença de objetivos é só mais uma coisa com a qual eles tem que lidar.
 
É bem bonito a forma que eles vão construindo e descobrindo esse sentimento mútuo e o finalzinho do livro a forma que ele demonstra o seu amor é de novo para deixar a gente com quentinho no coração e sorrisinho bobo no rosto. Essa Julia sabe o que faz essa danada!
 
Livro: Para Sir Phillip, com Amor
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
276 páginas
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Todo Dia

David Levithan
"Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho. Ele depende de nós para conquistar em seu nome."
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
Olá Pessoal, tudo bem?
Vamos conversar sobre mais um livro que foi adaptado para o cinema e que tem sua estreia no Brasil prevista para Junho. Dessa vez, temos uma história de YA contemporâneo e escrita por um dos maiores nomes no gênero, mas esse é o primeiro livro do autor que eu leio, meu único contato anterior com o autor foi na coletânea: O presente do meu grande amor. Foi o segundo livro finalizado da minha meta de leitura.
E o enredo é bastante diferente, uma vez que, conta a história de A, um ser que não possui corpo próprio, todos os dias acorda em um corpo diferente e permanece no mesmo por 24 horas, ele (vou usar masculino porque não temos um pronome neutro, porque A não tem um gênero definido) não tem nenhum controle sobre essa situação, ele não consegue escolher que corpo ocupara e muito menos consegue ficar nesse corpo mais do que um dia. A única constante é que ele sempre ocupa um corpo que tenha a mesma idade que ele e aparentemente em um raio de distancia definido. Mas ele ocupa corpos de homens, mulheres, brancos, negros, ricos, pobres, deficientes, saudáveis ou doentes, ou seja, não há distinção de gênero, psicológico, racial ou social.
“Não vou de 16 anos para 60. Nesse momento, é apenas 16. Não sei como isso funciona, nem o porquê. Parei de tentar entender há muito tempo. Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe”
Desde que, ele se lembre sempre foi assim, A sempre migrou de um corpo a outro e foi difícil para ele entender que era diferente, mas hoje já acostumado a essa condição ele criou algumas regras para a sua vida errante. Ele tenta não influenciar a vida da pessoa nesse dia que ocupa seu corpo, faz suas tarefas e cumpre as rotinas normalmente sem grandes mudanças e principalmente, não se permite envolver por ninguém.
No entanto, tudo muda quando A acorda no corpo de Justin, um garoto não muito legal, aquele tipo de pessoa que se acha melhor do que é, mas ele sabe que não pode transformar o caráter de uma pessoa ocupando seu corpo por um dia, mas então, ele conhece Rhiannon a namorada de Justin, uma garota insegura que parece fazer tudo por ele, inteligente e interessante que não é tratada da forma correta por Justin. A sente uma conexão muito grande por ela e por isso, acaba quebrando suas regras, interferindo e se envolvendo. Depois de deixar o corpo de Justin, a única coisa que A consegue pensar é encontrar Rhiannon e encontrar uma forma de fazer o amor entre eles funcionar.
Então passamos a acompanhar A ocupando diferentes corpos e mesmo assim, buscando por Rhiannon. A sacada do autor aqui é muito interessante, porque conseguimos entrar em contato com diferentes pessoas com seus problemas e inseguranças e vamos aprendendo sobre essas personagens junto com A, vivendo o dia-a-dia deles suas dificuldades, medos e anseios. Vivemos junto com A  os sofrimentos e a vida dos corpos que ele habita, anseio pelas drogas, vontade de acabar com a própria vida, ou coisas melhores como o amor pela família/namorado (a).
A história discute muito a questão de gênero, uma vez que, A não possuindo um gênero definido não consegue realmente entender o porque o gênero do corpo que ele ocupa importa para Rhiannon. Outro momento, é quando ele ocupa um corpo obeso e fica visível a gordofobia de praticamente todos os personagens, incluindo o próprio A e fica mais claro ainda quando Rhiannon diz que não consegue enxergar A naquele corpo.
“Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.”
Durante o livro é gerada uma tensão quando A se descuida e acaba deixando vestígios de sua passagem, mas é dessa forma que ele talvez possa ter acesso a algum tipo de informação sobre sua condição.  Aliás, não temos muitas respostas no livro, sabemos tudo o que o próprio A sabe.
A criatividade no enredo é inegável e a história de amor consegue convencer, portanto, se você esta em busca de YA não convencional esse é uma boa pedida. Estou me surpreendendo cada vez mais com esse gênero e pretendo conhecer mais coisas dele.
Existe um outro livro do autor chamado Outro dia que mostra a história da visão de Rhiannon, costumo achar esse tipo de premissa um pouco apelativa para vender livros baseado em um sucesso anterior, mas ele tem uma boa nota no skoob e boas resenhas, então fiquei curiosa.
Livro: Todo dia
Autor: David Levithan
Editora: Record
280 páginas
E vocês já leram esse livro? Estão animados para a adaptação?
Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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