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A guerra que salvou a minha vida

Kimberly Brubaker Bradley



“Burra. Retardada. Educável. Zelosa. Eram só palavras. Eu estava tão cansada de palavras sem sentido." 
 
Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Hoje vamos conversar um pouco sobre esse livro que eu estava muito ansiosa para ler, pois só ouvi coisas boas sobre ele e com certeza ele não me decepcionou. Ambientado na segunda guerra mundial, narrado por um criança, mais uma pancada no coração.

Ada nasceu com uma deficiência, um pé torto, e isso marcou e definiu a sua vida, a mãe sempre se envergonhou dela fazendo com que ela mesmo se sentisse uma vergonha, uma monstruosidade que deveria se manter oculta, sempre mantida dentro de casa, observando o mundo através de uma janela, se arrastando, pois se achava incapaz de andar. No entanto, o fato de nunca ter sido amada não a impediu de amar, ela amava seu pequeno irmão Jamie, mesmo achando que era uma traição da parte dele sair e deixa-lo todo o dia sozinha.

Então iniciou-se a segunda guerra mundial e o governo inglês achou prudente enviar suas crianças de Londres para a segurança do interior, e dessa forma, Ada viu uma chance fugir dessa vida insuportável. Não sem muito esforço os dois conseguem ir até o local da evacuação e são levados para o interior, mas devido a aparência deles, sujos, maltrapilhos e desnutridos são deixados por ultimo na seleção das crianças que é realizada pelos moradores. Dessa forma, acabam na casa de Susan Smith, uma mulher marcada pela vida, depressiva e que se achava incapaz de cuidar de alguém.

A história é extremamente sensível, as crianças são muito inocentes, não conhecem o mundo, as coisas ou as palavras, especialmente Ada, que praticamente se criou sozinha e é muito lindo vê-los aos poucos se inserindo nesse mundo tão diferente do que eles conheciam antes.



Toda a história nos é contada através dos olhos da Ada e por isso, nos vemos o que ela vê e sentimos o que ela sente, então é muito dolorido, essa garota não sabe o que é carinho, amor, ser cuidada ou que alguém possa verdadeiramente se preocupar com ela e ela vive o tempo todo negando isso, ela sente que não pode se acostumar, que não pode permitir que se aproximem dela porque é tudo provisório. Então assistimos esse embate de sentimentos, por um lado ela esta feliz pela primeira vez e por outro, ela não acredita que isso possa ser real.

É muito triste ver o quanto as pessoas, especialmente as mais próximas podem ser nocivas, principalmente quando tratamos da formação sentimental das pessoas, mas apesar de tudo isso, ela ainda tem aquela esperança de que a mãe possa gostar dela se ela se tornar melhor.

Mas nem só de Ada vive essa história, temos um outro garotinho Jamie, que também vive situações muito contraditórias, sendo pela primeira vez, bem tratado e alimentado ele ainda ama e sente falta de uma mãe abusiva. Mas se pararmos para pensar isso é perfeitamente aceitável, até aquele momento esse foi o único exemplo de amor que ele teve.

Porém se por um lado as pessoas próximas podem fazer sofrer, por outro, novas relações podem nos ajudar a nos reconstruir e curar nossas feridas como vemos acontecer com os personagens desse livro, especialmente Ada e Susan, que em meio a uma guerra sangrenta vivem uma guerra interna para se permitirem amar e ser amadas.

Livro: A guerra que salvou a minha vida
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: Darkside
234 páginas

Leitura mais que recomendada!!!

Além disso, eu não podia deixar de falar dessa edição.. a Darkside arrasa de mais




Por hoje é isso,

E vocês já leram esse livro? O que acharam?

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O condenado

Bernard Cornwell

 
 
 
Sinopse: Charles Corday é acusado de assassinar uma condessa de quem pintava o retrato. Esquecido na temida Prisão de Newgate, restam-lhe apenas sete dias de vida antes de ser enforcado. Rider Sandman, um capitão temperamental que vive tempos difíceis depois de participar da Batalha de Waterloo, é convocado para investigar o crime. A investigação o levará a uma emocionante jornada pelos fétidos porões da prisão e pelos perfumados salões da aristocracia londrina. Enérgico e durão, Sandman é hábil com a espada e exímio jogador de críquete. E em sua arriscada empreitada conta apenas com a própria inteligência e um grupo de aliados nada convencionais: Sally Hood, modelo vivo de passado comprometedor; lorde Alexander, um fervoroso reverendo e também amante do críquete; e o velho companheiro de batalha, sargento Berrigan.
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Olha quem esta viva? Voltei....nos últimos tempos a vida esta muito atribulada com muito trabalho e não consegui atualizar o blog, mas vou tentar colocar tudo em ordem em breve.
 
E hoje vamos conversar um pouco sobre o livro que li para o Desafio Diminuindo a Pilha - Romance Histórico e o livro escolhido é de um dos autores mais consagrados nesse gênero, autor das series: triologia de Arthur, Busca do Graal e Guerras Saxônicas.
 
O condenado é um livro único considerado o melhor romance histórico publicado na Inglaterra em 2001, nesse livro vamos ter uma mistura de romance histórico com thriller, parecido com o que Umberto Eco fez em O nome da Rosa, mas tenho que confessar que com menos de primazia.
 
O livro se passa na Inglaterra do século XIX logo após as guerras napoleônicas quando um capitão inglês Rider Sandman volta para casa e se encontra em situação precária o pai perdeu tudo e se suicidou, assim ele se vê responsável pela família, sem emprego, deixado de lado pela nobreza e sem a noiva. Então ele é contratado para investigar o caso de um condenado a morte pelo assassinato de uma baronesa, mas ele tem apenas 7 dias para desvendar o caso e salvar um inocente da morte.
 
Rider é um exemplo de bom moço, honrado e em busca da justiça sempre, mas justamente por isso, esse é um personagem bastante plano e sem grandes nuances, resiste as tentações, trata todos com igualdade e justiça, ama de todo coração e com sinceridade, o único defeito (se é que pode se considerar assim) é ser um pouco estourado.
 
Para desvendar esse caso ele conta com a ajuda de figuras muito diferentes lorde Alexander, o único membro da nobreza que continua tratando-o da mesma forma, inteligente, erudito, mas apaixonado por belas mulheres, viciado em críquete protagoniza alguns dos diálogos mais interessantes e engraçados, além de ser, o personagem que traz a discussão a questão da pena de morte. Mas com certeza a personagem mais legal é a Sally Hood, irmã de Robin Hood, uma moça que tenta ganhar a vida da forma mais digna que consegue, por exemplo, posando nua para pintores. Desbocada, corajosa e inteligente é muito importante para o desenvolvimento da história.
 
O livro começa com uma cena muito interessante descrevendo a prisão, o cadafalso e tudo o que envolvia o cumprimento daquela sentença e a descrição é tão perfeita que você se sente vivendo aquele momento. E essa com certeza é a melhor parte do livro a descrição e ambientação histórica, já que a parte do thriller não é tão surpreendente, a apresentação dos suspeitos é muito rápida e não nos envolvemos ou importamos com eles.
 
 
A escrita é muito fluida e fácil e a última cena do livro é de prender o folego em uma grande corrida contra o tempo. 
 
Gostei muito do livro e recomendo a leitura, principalmente se você gosta de romances históricos e dessa época histórica e como nos outros trabalhos do autor, a parte histórica é muito sólida e baseada em pesquisas.
 
 
Livro: O condenado

Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
321 pag

E vocês conhecem o Bernard Cornwell?

Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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A lógica inexplicável da minha vida

Benjamin Alire Sáenz
 
"Viver é uma arte, não uma ciência."


 
 Olá Pessoal, tudo bem?
 
Hoje vamos conversar um pouco sobre mais uma ótima surpresa trazida pelo Turista Literário, e vocês que acompanham esse blog sabem que minhas leituras são muito variadas, mas definitivamente não sou a pessoa que lê tanto YA contemporâneo e é por isso mesmo, que essas caixinhas de assinatura, no caso o Turista Literário são interessantes, pois acabamos experimentando coisas que do contrário não leríamos.

Salvador foi criado por seu pai adotivo, um homossexual de família de origem mexicana, que sempre foi muito certinho e tem como melhor amiga Samantha que sempre foi um vulcão de sentimentos e com uma relação muito difícil com a mãe. Fito também faz parte dessa turma de amigos e vive em uma situação precária em uma família de viciados e sem ninguém a zelar por ele se vira como pode, mas ele é um garoto muito esforçado e tem um plano para mudar de vida.

Salvador teve uma infância muito boa, sempre se sentiu parte da sua grande família mexicana e teve todo o apoio do pai que sempre foi um grande amigo para ele, mas derrepente tudo mudou, sua avó Mimá esta doente, seu pai esta se reaproximando de um ex-namorado e ele passou a perder o controle e partir para briga socando algumas pessoas. Isso tudo faz com que ele passe a questionar suas origens e quem seria seu pai biológico e de quem ele teria herdado a violência. Aliado a tudo isso, ainda tem a questão de escolher uma faculdade e de imaginar o que o futuro reserva, então ele se vê perdido em meio a tudo.

 
"Acho que a vida machucava todo mundo. Eu não entendia a lógica dessa coisa que chamávamos de viver. Talvez não fosse para entender."

O livro vai retratar aqueles momentos da vida onde tudo começa a mudar e nem sempre parece uma boa coisa e todos nós já passamos por isso, aquele momento que tudo que você queria é que o tempo voltasse para aquela época em que você nem tinha percebido antes que era tão bom. No entanto, isso tudo faz parte do crescimento e amadurecimento, mas saber disso, nem sempre deixa isso mais fácil, aceitar os ciclos da vida e principalmente aprender a viver nessa nova condição é o que faz com que nos desloquemos pelas fases da vida.

E o mais bonito nesse livro são as relações humanas, o mais importante nesse livro é o amor, mas não estou falando de amor romântico, mas do amor da família, amor entre pais e filhos, amor entre amigos e amor pela vida e por viver em sua plenitude.
 
"Enxergar alguém. Enxergar alguém de verdade. Isso é amor."

Outra coisa interessante desse livro é a forma não clichê que alguns assuntos são tratados (especialmente, quando pensamos em outros livros YA), a orientação sexual dos personagens não é o que os defini, dois amigos de sexos diferentes podem ser só amigos sem envolvimento romântico, aliás nem tudo é romance e não necessariamente as pessoas vivem um grande amor ou paixão aos 17 anos.

Recomendo para você que quer uma leitura gostosa, mas que te faça pensar ao mesmo tempo para leitores costumeiros de YA e também para os ocasionais.

Título: A lógica inexplicável da minha vida
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
442 páginas

Como eu comentei esse foi o livro que veio na caixinha do Turista Literário e dessa vez ela estava especial de um ano de turista e veio uma edição personalizada do turista e tudo com direito a recadinho e logo. E dessa vez, veio até uma caneca para a louca das canecas aqui..


Por hoje é isso,


Até a próxima,

Dani Moraes

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Retalhos

Craig Thompson
 
"... mas eu sabia que não estava competindo com ele, e sim contra mim mesmo... contra minha própria humanidade imperfeita que havia perdido a sintonia com a Terra."
 

Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre minha leitura para o Desafio Diminuindo a Pilha desse mês - Ganhador de Prêmio, no caso, três prêmios Harvey, dois prêmios Eisner (Nobel da literatura) e o prêmio da crítica da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos e foi minha primeira experiência com o autor e realmente é uma leitura muito interessante.

Uma HQ autobiográfica, uma história de formação em que acompanhamos a vida do Craig desde a infância até a vida adulta. A história tem duas linhas temporais em paralelo, uma que se passa na infância do autor e outra na sua adolescência e essas linhas vão se alternando ao longo da história.

Craig não teve uma infância fácil, recebeu uma educação rígida e profundamente religiosa, praticamente tudo em sua vida girava em torno da religião, desde das constantes idas a igreja, a escola dominical até os acampamentos de inverno da igreja. Ele se sentia constantemente oprimido pela religião e suas regras, praticamente tudo era considerado como pecado ou algo que o prejudicaria no caminho para Deus e o paraíso. Desde muito pequeno ele gostava de desenhar, mas se sentia oprimido por acreditar que Deus desaprovava o fato dele investir o tempo nessa atividade sem um sentido religioso.

 
Crescendo em meio a essa situação seus momentos de alegria mais puros são ao lado do irmão mais novo com quem dividia a cama e as aventuras, no entanto, a medida que os dois crescem vão se afastando enquanto Craig se torna mais profundamente ligado a religião até que um dia ele conhece a Raina em um dos acampamentos de inverno e acaba se apaixonando. Depois de se corresponderem por carta finalmente ele faz uma visita para ela e passa a conviver com ela e toda a família que passa por um momento difícil e é toda disfuncional. A partir do convívio com eles ele passa a questionar muitas das suas verdades e seus posicionamentos, acompanhamos tudo isso associado aos questionamentos típicos da idade e do amadurecimento.


A história como um todo é muito sutil, bonita e é impossível não se sentir envolvido e tocado por ela.

O traço é muito bonito e cheio de detalhes e apesar de ser em preto e branco, o trabalho de luz e sombra dá um destaque para os desenhos.


Apesar do tamanho do quadrinho (582 páginas) a leitura é muito fluida e rápida. Do mesmo autor, já tenho Habib que pretendo ler em breve. Esse é um quadrinho que vale muito a pena.

Título: Retalhos
Autor: Craig Thompson
Editora: Quadrinhos na Cia.
582 páginas


 
Por hoje é isso,

E vocês já leram essa HQ? Conhecem o autor?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Orgulho e Preconceito

Jane Austen

"É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa."



Olá Pessoal, tudo bem?

Jane Austen foi uma escrito inglesa que viveu entre  16 de dezembro de 1775  e 18 de julho de 1817 e portanto, nesse mês faz 200 anos da morte da autora e vai rolar mais um post em homenagem a autora.

Orgulho e Preconceito é seu livro mais famoso e considerado sua obra-prima e por isso, mesmo é muito conhecido, já li duas vezes essa obra (quem me conhece sabe que não sou tão dada a releituras, então isso é significativo), mas justamente devido a ser uma história conhecida não vi muito sentido em uma resenha tradicional e resolvi elencar alguns motivos para você ler o livro (apesar de também já existir diversas listas dessas).

Mini-Sinopse: Os Bennets são uma família que pertence ao que podemos chamar de classe média do  período regênciano, com 5 filhas, eles não tem um herdeiro para manter a herança da família, portanto, é mais do que importante, é necessário casar bem as filhas para garantir o futuro das mesmas. Em um certo verão, Mr. Bingley, um rico aristocrata britânico decide passar uma temporada na localidade rural onde vive a família e logo se torna alvo das mocinhas casadoiras de plantão. Mr. Darcy que acompanha o amigo a principio torna-se também um alvo até que é tachado por todos como muito orgulhoso. Surge entre ele e Elizabeth Bennet um amor a primeira vista as avessas e eles se detestam logo de cara, enquanto a irmã mais velha de Lizzie, Jane e Mr. Bingley se apaixonam de forma muito inocente.



1 - Adaptações: Você não é muito de livro, mas existem diversas adaptações para esse clássico da literatura, desde de, inspirações como O diário de Bridget Jones e Os diários de Lizzie Bennet, passando por tramas bollewoodianas como Noiva e Preconceito, com criaturas Orgulho e Preconceito e zumbis, a adaptações fieis e lindíssimas como o Filme de 2005 com a Keira Knightley e mini-serie da BBC de 1995, não seria legal conhecer a história original que levou a tudo isso?

2 - Clássico: esse é considerado um clássico da literatura universal e para mim um excelente livro para começar a ler os clássicos, a escrita apesar de, refletir a época não é empolada ou especialmente rebuscada e a história envolvente vai fazer com que você passe as páginas sem nem perceber.

3 - Precursor das comédias românticas: casal que se odeia a principio para depois perceber que se amam, então precisam mudar para serem capaz de aceitar e viver com as diferenças, isso não soa familiar? Sim, o livro pode ser considerado o precursor das comédias românticas e para mim isso é mais do que suficiente, mas ele não é só isso de maneira alguma..

4 - Diálogos: Se você assim como eu gosta muito de diálogos, precisa conhecer, as obras da Jane Austen e esse livro em especial tem diálogos incrivelmente perspicazes e cheios de significados nas entrelinhas.

5 - Critica social com humor inglês: Personagens como a nobre tia do Mr. Darcy e o primo dos Bennet com seus preconceitos, seu amor ao luxo e desprezo pelos mais pobres são representações de duas instituições inglesas importantes - o clero e a nobreza, que são mordazmente criticados e com um humor incrível nas figuras de Mr. Bennet e da própria Elizabeth, inclusive, esses dois não perdoam em suas criticas nem a família e muito menos os costumes hipócritas da sociedade da época.


6 - Elizabeth Bennet: é uma personagem incrível, uma mulher a frente do seu tempo, inteligente, leitora voraz, esperta, não se deixa influenciar pelo que a sociedade espera, não quer se casar por conveniência, inclusive dispensando um casamento "vantajoso" na visão da mãe, observadora da natureza humana e capaz de construir imagens e fazer julgamentos a partir dessas observações, mas ela é humana e também se engana, rápida em condenar Mr. Darcy, se arrepende é precisa engolir o próprio orgulho para reparar o que foi feito.



7 - Mr. Darcy: ele é a típica figura do homem que se transforma por causa do amor e faz tudo pelo bem da amada, sem que ela saiba e mesmo que não tenha a menor esperança de um dia ser aceito por ela, tem como não suspirar por ele e foi interpretado por Colin Firth no seu auge.


8 - Jane Austen: Essa mulher escreveu isso tudo de sua casa no interior da Inglaterra, sem ter tido nenhuma condição, escondida, porque escrever não era coisa de mulher, considerada uma solteirona e de certa forma um peso para família ela foi capaz de enxergar e retratar a sociedade da época de forma brilhante, então o mínimo que você pode fazer é tentar ler uma obra da mesma.

Por hoje é isso, espero que eu tenha conseguido aguçar a curiosidade de quem ainda não leu essa grande obra.

Até a próxima,

Dani Moraes

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A abadia de Northanger

Jane Austen
 
"Ninguém que tivesse visto Catherine Morland em sua infância poderia supor que ela tivesse nascido para ser uma heroína. (...) Mas dos 15 anos aos 17 anos, ela estava em treinamento para se tornar uma heroína. Leu todos os livros que as heroínas deveriam ler para fornecer em suas memórias aquelas citações que eram tão úteis e tranquilizantes durante as vicissitudes de suas agitadas vidas."
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Mais um post em homenagem a Jane Austen já que esse ano faz 200 anos da morte da autora, mas precisamente em 18 de julho, ou seja hoje, e esse foi o segundo livro da Jane que eu li, e o primeiro a ser escrito pela autora, apesar de só ter sido publicado póstumamente e tenho que dizer que adorei, achei divertidíssimo.
 
O livro é uma parodia aos romances góticos que estavam muito em vogue na época em que o livro foi escrito. "A literatura gótica inicia-se no século XVIII, na Inglaterra, com a obra O Castelo de Otranto (1764), de Horace Walpole. Costuma-se destacar, como algumas das principais características desse tipo de literatura, os cenários medievais (castelos, igrejas, cemitérios, florestas, ruínas), os personagens melodramáticos (donzelas, cavaleiros, vilões, os criados), os temas e símbolos recorrentes (segredos do passado, manuscritos escondidos, profecias, maldições)."(Fonte: Wikipédia).
 
Catherine, nossa heroína como o livro tantas vezes a nomeia, é uma jovem apaixonada por romances, principalmente, romances góticos e o livro nomeia alguns desses títulos como Os Mistérios do Castelo d Udolfo e O monge, e que tem uma mente muito criativa e acaba profundamente influenciada pelas imagens dos livros, portanto, eu considero o livro um tanto quanto Quixotesco, uma vez, assim como nosso cavaleiro andante os livros vão colocar nossa heroína em situação complicada.
 
Catherine cresceu em uma família com muitos irmãos (10) e eles seriam uma espécie de "classe média" da época que vivia em uma pequena cidade, com uma vida simples, tranquila e sem grandes atrativos, até que ela é convidada pelos vizinhos para passar um tempo e Bath, uma espécie de estância onde muitas pessoas vão passar a temporada. Lá ela vai conhecer Henry Tillney, uma jovem muito simpático, com grande senso de humor, inteligente, perspicaz e um perfeito cavalheiro, pelo qual ela irá se interessar. Ela também irá conhecer a família Thorpe e imediatamente ela se torna uma grande amiga de Isabela e o alvo das atenção do irmão da moça John.
 
Em um dado momento, ela é convidada pelo general Tillney, pai de Henry para passar uma temporada na abadia de Northanger e sua mente logo é tomada de diversas imagens da grandes aventuras e mistérios que a casa pode revelar, bem ao estilo gótico.
 
Como já disse o livro é muito divertido a narradora (sim, porque eu imagino uma voz de mulher) é extremante perspicaz e ácida ao fazer as criticas a sociedade que é claro estão presentes como sempre nos livros da autora.
 
Mas aí você pode dizer, mas como a autora pode criticar o romance, sendo essa, a forma de escrita escolhida por ela mesmo? Na verdade, apesar da brincadeira que ela faz, especialmente, com os exageros do romance gótico ela defende a arte, inclusive ela utiliza a voz de um personagem masculino (Henry) para fazer essa defesa e em uma determinada parte do livro quando falam sobre o romance de forma a diminui-lo em quanto obra literária vemos essa declaração:
 
"Ou, em resumo, apenas algum trabalho para o qual as maiores forças da mente são exibidas; um trabalho no qual o mais complexo conhecimento da natureza humana, a mais feliz delineação de suas variedades, as mais vívidas efusões de gênio e humor são levadas ao mundo, na mais bem escolhida linguagem."
  
Na verdade, no final, os romances e a leitura em si ajudam a personagem entender um pouco melhor a vida real, inclusive, auxiliando ela a diferenciar entre a fantasia e a realidade, entre uma verdadeira amizade e uma construída de aparências e possíveis vantagens.
 
A personagem principal também é muito ingênua e acredita na boa vontade e sinceridade de todos, e através dessa inocência da personagem Jane Austen insere mais uma vez a critica a sociedade de interesses, principalmente financeiros, com os quais os casamentos eram acertados.


Assisti também uma adaptação cinematográfica que foi feita para TV em 2007 com a Felicity Jones no papel de Catherine. É uma adaptação bastante fiel e achei bem feita. Uma coisa interessante dessa adaptação é que eles incluíram umas cenas onde a Catherine devaneia imaginando cenas dos livros que ela lê se colocando no papel da heroína e Henry como o salvador.


Livro: A abadia de Norhanger
Autor: Jane Austen
Editora: Landmark
137 páginas

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E vocês gostam da Jane Austen?

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Dani Moraes

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A louca da casa

Rosa Monteiro



"Portanto, poderíamos deduzir que os seres humanos são, acima de tudo, romancistas, autores de um romance único cuja escrita dura toda a existências e no qual assumimos o papel de protagonista."


Olá Pessoal, tudo bem?
Hoje  vamos conversar um pouco sobre: A louca da Casa, minha primeira experiência com a Rosa Monteiro, uma conhecida escritora espanhola. Esse livro é um misto de romance, ensaio e biografia, ou seja, fica bastante difícil definir a qual o estilo literário o livro pertence.

O título do livro vem de uma frase de Santa Tereza D'Avila: "a imaginação é a louca da casa" e partindo dessa premissa a frase se encaixa bastante no livro traz entre seus temas, imaginação, criatividade e principalmente, a escrita.

Durante o livro a autora vai mesclando histórias da infância com informações sobre a vida dos autores e reflexões sobre a escrita e o romance.

"O romance é um artefato literário muito mais sensato. O romance constrói, estrutura, organiza. Põe ordem no caos da vida, como diz Vargas Llosa."

Além de fazer muitas citações a grandes escritores principalmente sobre a escrita, ela também traz histórias sobre a vida desses, porém sem romancear ou amenizar dizendo, por exemplo, que Capote era egocêntrico e deslumbrado pela fama, que Tolstoi era bastante difícil e meio louco ou que Zola que ficou conhecido por defender um judeu abertamente no caso Dreyffus não teve a mesma atitude não assinando um manifesto de apoio a Oscar Wilde que havia sido condenado por sodomia. E como uma nota no final do livro ela diz que tudo que ela fala sobre os outros é verdade, no entanto, já não se pode dizer o mesmo quando trata da própria vida.

Ela conta alguns episódios sobre a vida dela e fica extremamente difícil descobrir o que é verdade ou ficção, especialmente, por causa de um episódio especifico que nos faz pensar tanto na imprecisão das lembranças ou mesmo na forma em que nos podemos alterar nossas próprias lembranças para que nos agrade mais ou simplesmente entender qual o poder das palavras e das histórias.

"... hoje no que gostaria que escrevessem em meu obituário, creio que para mim seria suficiente se pudessem dizer: "Nunca se contentou com o que sabia". "
(eu também...)

O livro é muito interessante, especialmente, para os amantes da literatura ou que pelo menos já ouviu falar na maioria dos autores, talvez o leitor ocasional não se identifique tanto com a leitura.


Livro: A louca da casa
Autor: Rosa Monteiro
Editora: Nova Fronteira
170 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já leram esse livro? Curtem livros que falam e reflitam sobre literatura e arte da escrita?

Até a próxima,
Dani Moraes

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Livros das donas e donzelas

Julia Lopes de Almeida
 
"Decididamente, o trabalho é o melhor saneador de almas! E nós precisamos da nossa muito sã, porque só a virtude da mulher pode salvar os homens, seus filhos e seus irmãos, no descalabro das sociedades arruinadas ou em deliquescência... A nossa força está na nossa bondade e no nosso critério, coisas que, quando não são naturais, fazem-se pela vontade."
 


Olá pessoal, tudo bem?

O desafio diminuindo a pilha desse mês era um livro escrito por uma autora brasileira, e a principio eu tinha selecionado o livro de contos da Maura Lopes Cançado - O sofredor do ver, mas eu não estava muito no clima e percebi que estava forçando a leitura, por isso, acabei selecionando um outro livro.

Julia Lopes de Almeida foi uma escritora brasileira que viveu entre 1862 e 1934, escreveu 10 romances além de poesias, contos, teatro e crônicas, escreveu em uma época em que a escrita não era uma atividade bem vista entre as mulheres. Ela estava entre os fundadores da Academia Brasileira de Literatura (ABL) e apesar do nome dela constar na primeira lista dos imortais, eles acabaram decidindo que a academia seria exclusivamente masculina e ela foi substituída pelo marido que acabou recebendo a alcunha de "acadêmico consorte".

A primeira vez que eu ouvi falar da autora foi no Canal Viaggiando e a autora tem vários livros em domínio público e acabei escolhendo esse livro de crônicas para conhecer um pouco da autora e de quebra também variar um pouco o tipo de leitura lendo coisas diferentes de romances.

"Lembranças de amizades não são como lembranças de amor, que pungem e deliciam; têm outra suavidade, um perfume indistinto, e por isso são mais difíceis de descriminar nas meias tintas do passado; todavia, quanta comoção elas nos trazem na sua nevoenta aparição!"

O livro é escrito como se fosse uma espécie de carta as amigas da autora, as diversas mulheres que passaram pela vida da autora, mulheres de diferentes idades e tempos. Os temas das crônicas são muito diversos, desde de a própria amizade, passando pela vida nos conventos, a educação nos tempos atuais, a moda das boas maneiras, as diferenças entre o natal brasileiro e europeu, a vida das ostras até a importância da água na Roma e Pompeia antigas.

" O conhecimento dos grandes homens da antiguidade serve para a cultura do espírito, mas não sei se terá o mesmo proveito para a do sentimento."

Tem uma crônica provavelmente escrita na época da morte da rainha Vitória que particularmente me agradou muito até porque eu gosto da figura histórica da rainha Vitória, e ela, fala um pouco sobre a dor da rainha, especialmente, quando ela perdeu o seu companheiro o príncipe Alberto e diz a história que eles viveram um verdadeiro amor, inclusive tem um filme muito interessante chamado Vitoria que retrata a vida da monarca que eu recomendo.

"A dor, que não pôde ser expressa, por conveniências e por orgulhos de Estado, e que ficou abafada no último suspiro, deve vibrar agora, como um remorso na consciência dos que a provocaram."

Alguns textos são retratos da época, mas a maioria são observações da natureza humana que são válidos ainda para os dias de hoje, além de uma excelente observadora do comportamento humano, os textos demonstram que ela era uma vanguardista, principalmente nas questões feministas, textos como: A mulher brasileira e O vestuário feminino traz esse viés.
 
"Apesar da antipatia do homem pela mulher intelectual, que ele agride e ridiculariza, a brasileira de hoje procura enriquecer a sua inteligência frequentando cursos que lhe ilustrem o espírito e lhe proporcionem um escudo para a vida, tão sujeita a mutabilidades.."
 
"Mas, seja qual for a guerra que lhe façam, o feminismo vencerá, por que não nasceu da vaidade, mas da necessidade que obriga a triunfar."

Outra crônica especialmente interessante é Brutos, onde a autora discute a violência contra a mulher usando o exemplo de rainhas e imperatrizes, e em um período em que aos maridos era permitido "corrigir" as suas esposas o posicionamento claro da autora é digno de nota.

"A verdade é que não é suportável a ideia de que um homem, seja ele quem for, possa levantar a mão para uma mulher, seja ela quem for também."

Gostei bastante desse livro e recomendo a leitura da autora, inclusive pretendo ler um romance da autora e achei excelente para o tema do Desafio, afinal é uma autora contemporânea de Machado de Assis e companhia e que eu nunca tinha ouvido falar.

Título: Livro das donas e donzelas
Autor: Julia Lopes de Almeida
Editora: Domínio Publico
198 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já tinha ouvido falar dessa autora.

Até a próxima,

Dani Moraes

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Chico Bento - Arvorada

Orlandeli
 
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Vamos conversar um pouco sobre a última Graphic MSP lançada que com certeza ficou entre as minhas preferidas. Foi a primeira vez que, um personagem ganhou uma segunda revista, mas com um artista diferente da anterior, a primeira MSP do Chico Bento foi Pavor Espaciar do Gustavo Duarte que eu não gostei tanto assim, e como Chico Bento é um dos meus personagens favoritos gostei muito dessa novidade.
 
E essa é uma história muito bonita e sensível que discute muito o valor da família. Aqui temos uma participação importante da Vó Dita e ela esta tentando mostrar para o Chico Bento a beleza de um Ipê florido, mas, na verdade, o que ela quer mostrar para o Chico é muito mais que uma árvore florida, mas sim, uma lição para darmos valor aos presentes que a vida nos dá e que nem sempre sabemos aproveitar.
 
 
Mas, o nosso Chico como a maioria de nós, principalmente os mais jovens realmente não percebe o valor desses pequenos presentes, no entanto, a vida vai dar um susto bem grande que vai faze-lo refletir melhor sobre tudo isso.
 
 
A história vai fazer uma referencia a um história antiga do Chico Bento, onde aparece a sua irmãzinha Mariana, quando eu lia quadrinhos não o fazia em sequência, somente lia o que caia na minha mão, então eu não conhecia a história da Mariana, encontrei integralmente na internet - Uma estrelinha chamada Mariana e recomendo muito que vocês leiam. Aqui vamos descobrir que Mariana era uma estrelinha que queria muito viver entre os humanos, então ela escolheu a família do Chico Bento e veio para Terra para ser a querida Mariana.
 
 
E ela foi muito amada e bem recebida, o Chico então, estava tão empolgado e cheio de alegria e carinho com essa irmãzinha!!!
 
"Spoiler": Mas essa experiência tinha um prazo de validade e logo a nossa pequena teve que deixar a Terra e sua nova família.
 
E essa é uma história muito sensível e que tentava ajudar as crianças a lidarem com a perda, e que provavelmente foi escrita em homenagem a alguém, pois ao contrário do que acontece na maioria das histórias escritas pela Mauricio de Souza Produções essa foi creditada a seu autor.
 
Depois a Mariana voltou a aparecer em outra história chamada O presente de uma estrelinha, que não é tão sensível, mas também é muito legal e também vale a pena conhecer e tem na internet.
 
Voltando para a Graphic MSP, além do enredo tocante e sensível eu gostei muito das escolhas gráficas, incluindo o texto em meio aos elementos gráficos:
 

 
E as expressões também são muito marcantes e demostram  muito o sentimento dos personagens, apesar do desenho não ser do tipo de que mais me agrada na composição geral, cores, elementos gráficos e expressões combinaram muito com o enredo dando todo o charme ao quadrinho.
 

 
Livro: Chico Bento - Arvorada
Autor: Orlandeli
Editora: Panini/Graphic MSP
98 páginas
 
Por hoje é isso,
E vocês já conhecem a serie das Graphic MSP?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Dois Contos: YA e clássico do horror lado a lado



Oi Pessoal, tudo bem?

Hoje eu gostaria de conversar sobre dois contos, sendo que, uma acabou inspirando a leitura do outro.
Em janeiro na caixa do turista literário veio o livro aconteceu naquele verão e um dos mimos esta ai na foto um sachezinho com cheirinho de morango e em forma de Cthulhu (até agora não consegui pronunciar) vestido de moranguinho, e isso, já instigou a minha curiosidade porque eu nem sabia o que era essa entidade, isso porque eu não conheço nada de terror ou horror, o único livro desse gênero que eu já li foi O iluminado. E então comecei a ler o livro e me deparei com o conto:

O último suspiro do Cinemorte - Libba Bray
 
 
Cinemorte é um cinema especializado em filmes de terror e ele esta encerrando as suas atividades e depois dessa noite não mais funcionará, os filmes exibidos pelo cinema podem ser considerados filmes clássicos do terror trash e nessa noite, como despedida será exibido um filme chamado Ando sobre a terra e esse seria um filme amaldiçoado que ninguém deveria assistir jamais.
 
Dave e Kevin são muito amigos, apesar de serem muito diferentes, Dave é mais brincalhão e descontraído e não leva as coisas muito a serio, Kevin é mais tímido apaixonado por filmes de terror antigo e apaixonado pela outra colega de trabalho Dani Garcia, uma garota bonita e descolada, que durante uma das cenas do conto esta fazendo uma maquete com um Cthulhu vestido de moranguinho (daí a inspiração para o outro conto). Durante a exibição do filme coisas estranhas começam a acontecer, na verdade, a história muda bastante de rumo parecia uma história YA normal até que o sobrenatural começa.
 
Apesar de eu ter estranhado quando o sobrenatural começou a acontecer, eu achei esse um conto bem divertido e vale a leitura. E esse conto me inspirou a ler um outro conto, bem mais famoso, praticamente um clássico da literatura de terror:
 
O chamado do Cthulhu - H.P. Lovecraft

"A coisa mais misericordiosa do mundo é, segundo penso, a incapacidade da mente humana em correlacionar tudo o que sabe. Vivemos em uma plácida ilha de ignorância em meio a mares negros de infinitude, e não fomos feitos para ir longe."
 
H.P. Lovecraft é um escritor americano que revolucionou o gênero do terror incluindo alguns elementos de fantasia e ficção cientifica aos seus escritos. Lovecraft era obcecado pelo passado, mas por mais que ele celebrasse o século XVIII ele estava sempre a par dos avanços científicos da época. Descreveu que os grandes interesses de sua vida seriam:
 
"O amor ao estranho e ao fantástico, o amor a verdade abstrata e à lógica cientifica e o amor à antiguidade e à permanência." (Carta de Lovecraft citada por Joshi, citada em H.P. Lovecraft e o moderno conto de terror de Guilherme da S. Braga).
 
Lovecraft teve a infância e juventude nada fácil, foi uma criança constantemente doente e perdeu o pai muito cedo, no entanto, desde muito pequeno já demonstrava a predileção pela literatura, aprendeu a ler aos dois anos e aos seis anos já escrevia os próprios poemas. Apesar de ter começando muito cedo e ter uma obra produzida significativa, Lovecraft não teve sucesso em vida, só conseguiu lançar um livro em uma edição descuidada com uma baixa tiragem (cerca de duzentos exemplares), só a partir dos anos 40 é que ele passou a despertar alguma atenção, sendo que o reconhecimento definitivo só veio em 2005 com a publicação de Tales, um volume dedicado a Lovecraft na prestigiosa coleção da Library of América.
 
O chamado de Cthulhu é um conto de 1926 e conta a história de um homem que acaba herdando os papeis e a pesquisa do seu tio, um professor universitário que teve uma morte um tanto estranha e suspeita. Em meio as esses pertences, além de recordes de jornais uma serie de anotações e observações que de certa forma fazem ligação entre acontecimentos estranhos estava uma pequena estatueta de uma criatura horrenda e diferente de tudo o que se vê hoje sobre a Terra:
 
"Se eu disser que minha fantasia extravagante conjurava ao mesmo tempos as imagens de um polvo, de um dragão e de uma caricatura humana, não incorro em nenhum tipo de infidelidade ao espirito da coisa. Uma cabeça polpuda, com tentáculos, colmava um corpo grotesco e escamoso com asas rudimentares; mas era a silhueta da figura o que a tornava ainda mais horrenda."
 
Então o que falar do conto? Eu consigo entender a importância do autor para a literatura de horror, a forma da escrita serve bem ao proposito ele vai apresentando a história de forma a ir construindo pouco a pouco essa atmosfera, e dessa forma, ir aos poucos envolvendo o leitor nessa espécie de paranoia, nesse horror, e você chega a se perguntar se aquilo pode ser verdade? E sim, porque não poderia estar presente bem aqui no nosso mundo?
 
Mas apesar disso, não acredito que seja o tipo de leitura para mim, achei interessante, mas não me senti realmente envolvida, provavelmente, lerei outros contos do autor para formar uma opinião mais completa, mas essa não foi uma leitura que realmente me deixou motivada para continuar lendo o autor agora, lerei em um futuro.
 
E mais legal dessa experiência toda é mostrar o quanto uma leitura pode nos levar por caminhos tão diferentes, quem iria imaginar que um livro de contos predominantemente românticos YA ia me levar a ler um dos grandes autores do horror? Essa é a maravilha do mundo dos livros!
 
Por hoje é isso,
 
E vocês conhecem esses contos? Já leram H.P. Lovecraft?
 

Até a próxima,

Dani Moraes

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Carta a D.

André Gorz
 
"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito aos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher."
 
 
 
Olá pessoal, tudo bem?
 
Hoje nesse dia dos namorados eu resolvi trazer para vocês uma leitura muito linda e tocante que vai tratar de um amor real, um amor entre duas pessoas que compartilharam a vida e decidiram sair dela juntos.
 
André Gorz era um jornalista, pensador, filosofo austríaco de origem judia, que próximo a Segunda Guerra foi enviado pela mãe para Suiça porque ela tinha medo que ele fosse convocado para o exercito, depois ele se muda para França onde passa o resto de sua vida e também onde encontra sua companheira de toda a vida a britânica Dorine.
 
O livro como o próprio nome diz é uma carta escrita pelo autor a sua esposa, quando os dois já tem mais de 80 anos e ela sofre de uma doença degenerativa, por causa, de um erro médico e que foi gradualmente fazendo com que ela perdesse os movimentos e que agora a deixa a beira da morte.
 
Dada essa pequena introdução, você pode pensar que se trata de um relato piegas e cheio de sentimentalismo, mas não é assim que o texto foi concebido. Na verdade, o autor se arrepende profundamente da forma que ele descreveu a esposa no seu primeiro livro, na verdade, fica claro que ele tentou refletir na imagem da esposa as inseguranças que ele sentia. Sendo assim, ele tenta através desse relato sincero se redimir e mostrar toda a importância que a esposa teve para ele.
 
O pequeno relato vai passar por toda a vida do casal, mas não contando as coisas de forma especialmente episódica, mas de forma a nos dar um deslumbre de como era a dinâmica desse casal. André Gorz é considerado um grande pensador do marxismo-existencialista que é uma corrente filosófica que procura combinar os pensamentos de Marx e Sartre e valoriza a autonomia do indivíduo e se contrapõe as correntes teóricas que dão prioridade as instituições. E aqui, fica muito claro, a importância de Dorine na formação desse intelectual, e sua importância vem de formas muito diferentes, seja suportando-o e sempre acreditando e apoiando o seu trabalho, mesmo quando não havia nenhuma indicação de que o mesmo teria sucesso, seja trazendo o sustento nos momentos que ele se viu desempregado, ou efetivamente auxiliando no trabalho como muitas vezes é mencionado, criando arquivos, estruturando pesquisas e mesmo debatendo e discutindo pontos polêmicos do pensamento.
 
"Eu necessitava de teoria para estruturar meu pensamento, e argumentava com você que um pensamento não estruturado sempre ameaça naufragar no empirismo e na insignificância. Você respondia que a teoria sempre ameaça se tornar um constrangimento que nos impede de perceber a complexidade movediça da realidade."
 
O livro é todo muito reflexivo, além da história do amor dos dois ele também vai tanger algumas filosofias e pensamentos que fizeram parte da vida dos dois e até uma reflexão sobre a escrita. Tem um momento que ele reflete sobre o amor, e sobre na nossa talvez imaturidade achar que um amor simples, que deu certo é menos digno de nota do que um amor a lá grandes tragédias como Romeu e Julieta, na verdade não, o tipo de relacionamento que existia entre os dois é exatamente o tipo que a maioria de nós busca: companheirismo, cumplicidade e afinidade intelectual.
 
Esse é um livrinho pequeninho, mas que com certeza vale uma leitura mais lenta e atenta, aproveitem que ele ainda esta disponível na Amazon  e conheçam esse amor real, verdadeiro e por isso mesmo digno de nota.
 
Livro: Carta a D
Autor: André Gorz
Editora: Cosac Naify
59 páginas
 
E aí já leram esse livro? Gostam de histórias de amor? Me recomendem suas preferidas?
 

Até a próxima,

Dani Moraes

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O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye)


J. D. Salinger
 

Olá pessoal, tudo bem?

Esse foi o meu livro escolhido para o mês no Desafio Diminuindo a Pilha, um livro citado em outro livro e esse é citado em muitos só para dar exemplo: A culpa é das estrelas, As vantagens de ser invisível e O lado bom da vida, então ele também entra para aquele desafio bem antigo, das leituras feitas pelo Pat Peoples de O lado bom da vida.

Por mais incrível que pareça eu não sabia nada da história desse livro e eu tenho essa ediçãozinha muito simples em inglês que não tem uma sinopse ou se quer uma citação do livro, então fui totalmente no escuro e o que dizer? Entendo a importância do livro, mas estou longe de amar a história.

O livro conta a história do Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que já foi expulso mais de uma vez das escolas por onde passou e que atualmente estuda em uma escola bastante conceituada Pencey, mas e de 6 matérias reprovou em 5 e foi novamente expulso da escola. Esta próximo ao natal e ele deveria aguardar na escola até quarta feira, mas depois de uma confusão com o colega de quarto ele decide ir embora no sábado a noite, detalhe ele não irá voltar para casa, ele decide passar esses dias sozinho na cidade de Nova Iorque.

O livro é todo narrado em primeira pessoa e estamos o tempo todo nos pensamentos do Holden e ele é um adolescente chato, mesmo você que ama essa personagem, precisa admitir que ele é bem insuportável às vezes e aí começaram meus problemas, eu me enrolei com esse livro o mês inteiro e não porque eu estava lendo outras coisas, na verdade, ele era minha leitura principal e isso em grande parte é culpa do protagonista, já vamos falar um pouco mais dele, mas quero deixar claro que em alguns momentos ele pode te irritar, porque ele aparentemente não gosta de ninguém, todo mundo é "phony"(falso, hipócrita) e outros são "moron" (idiotas), mas ele também não faz nada para se ajudar ou melhorar a sua relação com os outros.

Ele é um menino que apresenta quadros de problemas psicológicos, provavelmente depressão e ao longo do livro são nos dadas algumas informações que vão explicando qual ou quais são as origens desse quadro. Tem um momento bem triste que ele fala que gostaria de se mudar para um lugar em quem ninguém o conhece e fingir que é surdo/mudo e se casar com uma mulher surda/muda, simplesmente, para não ter que conversar com mais ninguém. Isso mostra um isolamento absurdo, ele não tem amigos, ele tem alguns colegas, mas ninguém é realmente próximo a ele, ele não tem namorada, ele sai com uma garota, mas ele a considera fútil e há uma garota que ele realmente gosta, mas ele não tem coragem de ligar ou falar com ela. A conclusão a que cheguei é que ele tem medo de crescer, tanto que, as únicas pessoas que ele realmente gosta são as crianças, em especial a irmãzinha de 10 anos.

O Holden personifica uma critica a sociedade norte-americana vazia e alicerçada nas aparências, toda vez, que ele critica alguém ou alguma atitude o autor pretende expor esse tipo de atitude em toda a sociedade, o que foi revolucionário para época (pós segunda guerra), além disso, ele trata de assuntos tabus como sexo, suicídio e etc.

Tem algumas passagens no livro emocionantes, que você fica até arrependida de ter xingado o menino, como quando ele conversa com a irmã e explica o título do livro, que aliás, apesar da aparente estranheza tem uma explicação totalmente alinhada com o livro, ou quando ele fala sobre o irmão que já faleceu ou ainda quando ele esta no parque com a irmãzinha no carrossel:

"Cheguei a ficar com medo de que ela acabasse caindo da droga do cavalo. Mas não disse e nem fiz nada. O negócio com as crianças é que, se elas querem agarrar a argola dourada,  o melhor é deixar elas fazerem o troço e não disser nada. Se caírem, caíram, mas o errado é disser alguma coisa para elas" (Tradução do livro O lado bom da vida).
 
No meu projeto A lista de Pat Peoples eu me proponho a comparar minha opinião com a do personagem de O lado bom da vida, e ele diz que gostou do Holden, porque ele tenta fazer coisas boas para irmã, mas que acaba falhando e ele diz que a parte acima é a preferida dele. Eu também gosto dessa parte e apesar de não amar o Holden eu tento entende-lo dentro do contexto psicológico pelo qual ele esta passando.
 
Sei que vocês estão curiosos para saber se é complicado a leitura desse livro em inglês e para mim, foi um pouco, não porque a linguagem seja rebuscada, ao contrário, ela é muito coloquial, usa muitas gírias e palavras de baixo escalão e eu tive dificuldade porque precisei recorrer muito ao dicionário nas primeiras páginas, mas depois flui, porque ele acaba usando sempre as mesmas palavras, outro recurso usado é escrever as palavras da forma que palavra é pronunciada, nesses casos, tentem ler em voz alta. Tentem ler no original se puderem, até porque, as criticas a tradução disponível no Brasil são muito grandes, e sem falar que a versão em inglês esta muito mais acessível que a versão em português.

O livro tem muito mais significados do que uma leitura superficial pode sugerir, porém, apesar disso, não foi uma leitura que me encantou ou empolgou, parece que meu problema com os clássicos americanos permanece.

Recomendo para vocês esse vídeo do literatura fundamental com a professora  Maria Elisa Cevasco  que explora os temas do livro de forma mais completa.


Titulo: The catcher in the rye
Autor: J.D. Salinger
Editora: Little, Brown and company
234 páginas

Por hoje é isso,

E vocês já leram o livro? Amam ou odeiam o Holden?

Até a próxima,

Dani Moraes

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Eu, robô

Isaac Asimov
 
"Então não se lembra de um mundo sem robôs. Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem  criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotados a ele. A humanidade não está mais sozinha. Já pensou sobre essa questão desse modo?"
 

Olá pessoal, tudo bem?

Esse post deveria ter sido publicado no dia 25.05, também conhecido como Dia da Toalha (já rolou até um especial por aqui), graças a famosa passagem do livro, O guia do mochileiro das galáxias de Douglas Adams, onde ele discorre sobre todas as utilidades de uma toalha, mais que, uma homenagem a Douglas Adams o dia se tornou uma celebração da cultura Nerd, cujo um dos principais representantes é a ficção cientifica, sendo assim, nada melhor do que trazer um clássico desse gênero, um dos principais livros do grande mestre Asimov.

Eu, robô foi a primeira incursão do autor pelo universo dos robôs que depois geraria a sua famosa serie dos robôs, iniciada no romance As cavernas de aço, o livro é um compilado de contos, sendo sua maioria primeiramente publicado em revistas dedicadas a ficção cientifica, que depois foram organizados em forma cronológica, não de publicação, mas sim, das histórias em si, em um formato muito parecido com outro livro resenhado no blog: As crônicas Marcianas, o livro é formado por contos que em si são unidades diferentes, mas que no todo contam uma história maior.

Dra. Susan Calvin é uma psicóloga roboticista que esta no fim de sua carreira e resolve dar uma entrevista contando algumas histórias sobre os robôs, e os problemas e soluções que eles trouxeram para humanidade, sendo essas histórias são contadas em 9 contos diferentes.

É importante salientar que nos anos 50 quando a maioria das histórias foi escrita e publicadas não era tão simples pensar em inteligência artificial, os robôs até então eram encarados mais como monstros e uma ameaça a humanidade, então trazer robôs como seres capazes de pensar, tomar decisões, ter emoções e ser seres ambíguos foi uma grande inovação e foi nesse livro que as famosas leis da robótica surgiram:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

  • O livro inicia com a história de um dos primeiros robôs quando os mesmos ainda nem possuíam a fala e dessa forma, vamos acompanhando a evolução das máquinas até chegar no ápice quando a humanidade não é mais capaz de viver e tomar decisões sem suas máquinas de pensar. Passando por histórias cheias de aventuras e complicações.
     
    "A população da Terra sabe que não haverá desemprego, nem excedente ou escassez de produção. Desperdício e fome são meras palavras nos livros de história."

    O livro é uma delicia de ser lido, uma escrita muito fluída e com aquela narrativa característica do Asimov, que faz a gente realmente acreditar no que esta lendo, como eu comentei com uma amiga se alguém me disser que trabalha com robôs, eu certamente, perguntarei sobre os cérebros positrônicos e dos problemas envolvendo as leis da robótica, porque esses são os robôs que eu conheço.

    Uma leitura mais que recomendada, especialmente, para quem gosta de ficção cientifica.

    Livro: Eu, robô
    Autor: Isaac Asimov
    Editora: Aleph
    315 páginas

    E vocês já leram esse clássico?

    Até a próxima,

    Dani Moraes

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