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A garota que bebeu a lua

Kelly Barnhill

Uma fábula sobre aceitação, amor, amadurecimento e o poder da memória. Da autora de O Filho da Feiticeira, considerado o Livro do Ano pelo Washington Post. Ganhador da Medalha Newbery - é um prémio literário concedido anualmente pela Association for Library Service to Children da American Library Association para o autor da mais distinguível contribuição à literatura americana para crianças. 

Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária.
A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.
Olá Pessoal, tudo bem?
Vamos conversar sobre livro? E dessa vez, mas um infanto-juvenil ganhador da Medalha Newsbery, que acabei entrando em contato graças ao turista literário, mas ele não foi o livro da caixinha foi um exemplar que eu ganhei em um sorteio o que é inacreditável dado que geralmente não ganho nada, mas vamos ao livro.
Trata-se de uma fábula, se passa em um universo fantástico em um povoado chamado Protetorado que é administrado por um grupo de homens chamado anciões, que são também responsáveis por manter o sacrifício que é feito todo ano, quando a criança mais jovem do vilarejo é dada em a uma suposta bruxa má, em troca da segurança do vilarejo. Essa tradição é tão antiga que ninguém mais a contesta ou tenta entender a sua origem, simplesmente aceitam como um pequeno sacrifício pessoal para um bem maior. É um povo triste e regido pelo medo constante.
O livro inicia quando um novo sacrifício é iniciado, porém dessa vez, ao invés de se conformar com o mesmo, a mãe luta pela filha e por isso mesmo é considerada como louca e é trancada na Torre das Irmãs da Guarda. Nesse mesmo dia, acompanhando os anciões esta um garoto, uma espécie de aprendiz, que não entende porque não pode-se tentar argumentar com a bruxa e talvez parar com todo esse horror.
Enquanto isso, a tal Bruxa Xan, não entende o porque aquela cidade é tão mal e abandona crianças, mas ela sempre se prepara para levar as mesmas até as cidades livres do outro lado da floresta, porém dessa vez, ela sente uma ligação especial com essa criança e por isso mesmo, propositalmente atrasa a sua viagem e sem querer ela acaba alimentando aquela bebe com a luz da lua e não das estrelas, conferindo poderes mágicos a mesma ou como é dito no livro embruxando a menina. Sendo assim, ela decide criar a menina. Porém criar uma criança que não tem noção dos próprios poderes não é uma tarefa fácil, mesmo para uma bruxa, um monstro do pântano e um dragão, sendo assim, Xan precisa tomar algumas medidas para proteger a garota e os outros ao seu redor.
Como eu disse trata-se de uma fábula e como toda boa fábula, seus personagens e situações, mesmo que, aparentemente fantásticos são uma representação do nosso mundo. Nesse livro, temos a representação da politica, opressão e controle da população pelo medo e histeria. Essa completa inversão de valores quando aquilo que parece não é.
Além disso, temos diversas personagens femininas fortes e de diferentes formas seja pela magia, persistência, resiliência e até pela própria fé são mulheres que fazem a diferença para a história.
Falando sobre a narrativa o livro trabalha com diferentes pontos de vista, mas de maneira orgânica sem que isso torna-se chato ou difícil para as crianças que estão lendo. Outra coisa interessante é que o livro apresenta diferentes camadas que podem ser interpretadas de forma diferente dependendo da maturidade do leitor.
Um livro que vale a leitura e altamente recomendado para todas as idades.
Livro: A garota que bebeu a lua
Autor:Kelly Barnhill
Editora: Galera Record
308 páginas.
Até a próxima,

Dani Moraes

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Cyberstorm - Dia da Toalha #6

Matthew Mather
''Fui tomado por uma forte sensação de déjá vu, mas não por nada que já tivesse vivido. Parecia que eu estava vivendo as histórias que Irena me contara a respeito do sítio a Leningrado, setenta anos antes. Aquela ciberguerra não parecia ter nada a ver com o futuro, mas, sim, ser parte do passado, como se estivéssemos retrocedendo em direção à infindável habilidade que os seres humanos têm de infligir sofrimentos uns aos outros.
Para ver o futuro, bastava olhar para o passado.''

Em meio a uma forte tensão política internacional, os Estados Unidos sofrem um grande ataque cibernético: todos os meios de comunicação começam a falhar. Ao mesmo tempo, uma forte tempestade de neve assola a cidade de Nova York, e uma possível epidemia de gripe aviária parece se aproximar. Presos na cidade e quase sem contato com o resto do mundo, os moradores de repente se veem imersos em um cenário verdadeiramente apocalíptico. Enquanto rumores e especulações correm sobre a origem desses ataques, Mike Mitchell se concentra em questões que para ele parecem mais urgentes. A crise o atingiu em um momento crítico de sua vida, complicando seus já confusos problemas pessoais e financeiros. Agora, sua prioridade é manter a família unida e viva no crescente caos que se que se forma a sua volta.
Olá Pessoal, tudo bem?
Esse livro me chamou a atenção pelo enredo desde o seu lançamento e por fim, acabei conseguindo em uma troca no Skoob. É um livro sobre o apocalipse, mas ao contrário do que vemos por aí não envolve, aliens, zumbis ou um guerra nuclear, dessa vez, enfrentamos um inimigo invisível e difícil até de detectar, pois estamos enfrentando uma cyberguerra.
O livro inicia em Nova Iorque, onde Mike vive um momento de crise no casamento, a esposa de família rica não parece satisfeita com a vida que eles levam em um apartamento pequeno, mas muito bem localizado em plena Manhattan em um edifício super moderno, tecnológico, cujo os principais sistemas são gerenciados via internet. Ele trabalha com redes sociais, ela parou de trabalhar quando ficou grávida, mas os pais tinha grandes planos para ela como advogada e quem sabe até um cargo politico.
Próximo ao Natal as coisas começaram a ficar estranhas, primeiro um ataque de um vírus deixou os sistemas de logísticas malucos e as entregas não puderam mais ser feitas e de repente inicia o caos, caí a internet, na televisão alguns noticias desencontradas de conflitos do golfo da China, estariam o EUA sob ataque, noticias sob surto de gripe aviária, seguidas de outros boatos sobre surtos, um acidente grave de trem, aviões teriam sido abatidos? E então uma queda na energia elétrica seguida pela parada no fornecimento de água tudo isso em  meio a maior nevasca ocorrida em Nova Iorque nos últimos tempos.
O vizinho e melhor amigo de Mike, Chuck é um sobrevivencialistas, aquelas pessoas que sempre estão esperando por uma catástrofe, e esta melhor preparado para enfrentar essa situação, ele e Chuck se unem a alguns vizinhos e tentam se manter em segurança, conforme orientação do próprio presidente, que pede a todos que se mantenham em segurança, pois essa situação será normalizada em breve.
O problema é que com tudo isso acontecendo Nova Iorque esta isolada, sem comunicação, sem noticias oficiais as teorias de conspiração são alimentadas pelos boatos e o pânico se espalha, o instinto de sobrevivência predomina e já não se sabe em quem confiar. Vizinhos se olham de maneira desconfiada, todos parecem se acusar mutuamente. No meio a esse caos Mike só quer proteger a sua família, fazer com que eles sobrevivam a esse apocalipse.
O livro me deixou tensa do inicio ao fim, é muito fácil se colocar no lugar deles, pois é um cenário hipotético que parece mais fácil de acontecer. Quais são as reais proteções que temos na internet? Se um tipo de ataque desse ocorresse teríamos como reverter a situação de forma rápida?
Há grandes discussões ao longo do livro, como por exemplo, quando uma empresa de oferece um serviço gratuito (uma rede social, um app qualquer, um jogo e etc) na verdade não é nada gratuito, uma vez que, eles se apoderam de nossas informações e nossos dados que são comercializados das mais diversas formas (não se esqueça no escândalo do facebook nas eleições americanas - Dados de Milhões de usuários foram usados em campanha politica), qual seria a melhor forma de proteger a rede? Vigiando tudo, diminuindo a liberdade ou a aparente liberdade que temos na rede, uma vez que, hoje mesmo nos dados podem estar na mão de pessoas que se quer imaginamos.
Além dessa, que é a grande discussão é discutido politica, a ação dos hackers e o quanto governo e instituições tradicionais como exercito e policia estão preparados para essa nova realidade de uma ambiente cibernético, mas que cada vez mais se mistura ao nosso mundo real.
Os momentos de tensão, luta pela sobrevivência e medo real são os melhores do livro, vi muita gente reclamando sobre a falta de profundidade dos personagens, mas eu acredito que o livro entrega aquilo a que se propõe, um livro de sobrevivência que nos leva a pensar a questão da tecnologia com mais seriedade, se hoje perdemos a internet não perderíamos apenas instagram, youtube e whattapp, mas toda uma rede de fornecimento básico que hoje estão ancoradas na internet.
Esse livro não é uma unanimidade entre leitores, teve muita gente que não gostou nada (veja as resenhas no skoob), mas se você gosta de uma história de sobrevivência, provavelmente esse é um livro para você.
"A violência... não deveria ter me surpreendido. Seres humanos eram violentos... cada um de nós só estava vivo porque nossos ancestrais tinham matado e comido outros animais, vencido todo o resto para sobreviver... éramos assassinos, matando antes de sermos mortos!"
Desafio a você terminar esse livro e não pensar em fazer algum tipo de preparação para uma catástrofe, talvez um pequeno estoque de alimentos, água, uma pilhas quem sabe?
Livro: Cyberstorm
Autor: Matthew Mather
Editora: Aleph
368 páginas
Por hoje é isso,
E vocês conhecem esse livro? Gostam de sci-fi e livros sobre apocalipse?
Até a próxima,

Dani Moraes

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A ilha do Dr. Moreau - Dia da toalha #4

H. G. Wells

"Um animal pode ser feroz e pode ser sagaz, mas para dizer uma mentira é necessário ser um homem de verdade."
 
 
À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, "A ilha do dr. Moreau" é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.


 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
E para encerrar nosso Especial Dia da Toalha hoje temos um clássico, mistura de sci-fi, terror e história de aventura, contada em forma de relato em primeira pessoa  a história de Prendick que depois de um naufrágio é resgatado por um barco com ocupantes no mínimo estranho, cheio de animais e pessoas um pouco estranhas. Depois de uma certa indecisão quando o capitão do navio exigiu que Prendick deixasse o navio e Dr. Montgomery (o homem que o resgatou) não queria deixar que o mesmo ficasse na ilha. ele acaba desembarcando. E a ilha é ainda mais estranha do que o navio, cheio de criaturas estranhas e com um morador ainda mais excêntrico Dr. Moureau, um cientista, exilado que realiza suas pesquisas bizarras na ilha, realizando vivessecações em animais criando espécies híbridos entre homens e animais.
 
O livro traz diversas discussões algumas em bastante alinhamento com o pensamento da época - século XIX, como a questão relacionada a colonização, a exploração e a imposição de um povo sobre o outro, o preconceito, inclusive em muitos momentos as criaturas são chamadas de negroides. O principal assunto é a critica a vivissicação, que é o ato de fazer uma disseção nos animais enquanto eles ainda estão vivos, e na época isso gerou uma polemica tão grande que foram criadas comissões para investigar esse tipo de procedimento. A teoria da evolução também é um outro tópico que o livro nos leva a refletir.
 
Outra grande polemica foi a critica a religião, Dr. Moureau criou uma espécie de religião como forma de controlar as criaturas, nessa religião eles repetiam uma algumas frase como se realmente fosse orações, e muitas pessoas interpretaram isso como critica as religiões estabelecidas.
 
"A lei - que eu os vira recitando - lutava em suas mentes contra os impulsos selvagens profundamente arraigados em sua natureza."
 
É um livro bem curto e mesmo assim, suscita grandes reflexões, inclusive uma bastante interessante sobre as mudanças psicológicas que experiências fortes podem trazer.

Agora com relação a narrativa ele tenta fazer um suspense, mas a verdade é que logo que começamos o livro já sabendo o que irá acontecer, mas mesmo assim a história consegue criar um clima de tensão que vai crescendo aos poucos.

Não amei o livro, mas achei interessante e intrigante.
 
Livro: A ilha do Dr. Moreau
Autor: H.G. Wells 
Editora: Alfaguara
170 páginas

E vocês já leram o livro?

Até a próxima,

Dani Moraes

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A longa viagem a um pequeno planeta hostil - Dia da Toalha #1

Becky Chambers
 "Tudo o que você pode fazer, Rosemary, assim como todos nós, é trabalhar para se tornar uma força positiva. É a escolha que todo o sapiente deve fazer todos os dias da sua vida. O universo é aquilo que fazemos dele. Cabe a você decidir que papel quer desempenhar."


 Um dos motivos do sucesso de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica.

Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente — ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.


Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre Ficção Cientifica? Sim, em maio comemoramos o dia de Star Wars e o Dia da Toalha e todos os anos eu tento ler pelo menos um livro de Sci-Fi e publicar próximo ao dia 25 de Maio, esse ano, estou fazendo um mini-especial com posts temáticos durante essa
semana.

A longa viagem a um pequeno planeta hostil foi um livro primeiramente publicado através de financiamento coletivo e acabou conquistando fãs e sendo indicado aos prêmios Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award.
"Do chão, nós nos erguemos;
Nas nossas naves, vivemos;
Nas estrelas, sonhamos."

Nesse livro temos a história dos tripulantes da nave Andarilha, uma nave que faz tuneis espaciais ligando os mais diferentes mundo, que é formada por uma tripulação multi-especie, sendo humanos: o capitão Ashby, um homem bom e justo que busca sempre o melhor para sua tripulação, o intragável e solitário algaísta Corbin, Kissy, a técnica mecânica, super-animada, um pouco atrapalhada, mas amiga para toda hora, Jenks, o técnico de computação, um anão que tem muito orgulho do seu corpo e de quem ele é, e claro, Rosemary, a mais nova tripulante, uma guarda-livros que esta fugindo do passado. Além dos humanos, temos uma piloto reptiliana, um chef/medico gênero fluido e um navegador que vive em simbiose com um vírus que aumenta a capacidade cognitiva.

Andarilha é uma nave antiga praticamente uma colcha de retalhos formada por diversos remendos, mas que Kissy mantem funcionando a perfeição e é o orgulho do capitão e casa de toda a tripulação, dado que, a mesma costuma fazer grandes viagens, especialmente agora, que conseguiram um trabalho importante, uma vez que, uma nova raça entrou para a Comunidade Galáctica que é muito pouco conhecida.

Aos poucos somos apresentados aos personagens com suas personalidades, medos e sonhos. Todos diferentes entre si, com costumes diversos e muitas vezes contrários entre si. E esse é o grande trunfo do livro, nos trazer personagens tão diferentes, de espécies diferentes para discutir tolerância e aceitação.

Sissy, por exemplo, é de uma espécie que entende os relacionamentos, incluindo sexo, de uma forma mais aberta e não entende o puritanismo dos humanos. Dr. Chef é de uma espécie que esta quase extinta e tem gênero fluido mudando o sexo ao longo da vida. E navegador é de uma espécie que se permite ser infectada por um vírus para melhorar a capacidade cognitiva e passa a enxergar a si mesmo como um par. Tudo isso, parece muito estranho no primeiro momento, mas a Becky nos apresenta os personagens tão bem que nos vemos envolvidos e essas diferenças passam a ser apenas um detalhe.

Você começa a leitura do livro pensando que vai ler uma ficção cientifica, se encantar com um futuro e as descobertas que estão por vir, e sim, os elemento da ficção cientifica estão lá, com as naves, as tecnologias, as espécies sapiente não humanas, mas o verdadeiro tema do livro são as relações "humanas", o foco esta no desenvolvimento dos personagens, e então, nos percebemos refletindo sobre assuntos como: preconceito, aceitação, poliamor, força feminina, sexualidade e até o conceito do que seria vida, uma inteligência artificial consciente pode se considerada uma forma de vida?

"As modificações corporais  são sobre deixar o seu eu exterior em harmonia com o eu interior. Não que você precise das modificações para se sentir assim. No meu caso, gosto de decorar minha pele, mas meu corpo já reflete quem eu sou. Porém, alguns modificadores vão continuar com essa transformação pela vida toda. E nem sempre dá certo. De vez em quando, eles fazem um grande estrago. Mas é um risco que você aceita  quando tenta ser mais do que a caixinha em que nasceu. Mudar é sempre perigoso."

O mais importante é que estamos lendo sobre humanos, não tem um grande herói que vai salvar tudo, não pelo contrário, os tripulantes são pessoas que encontraríamos por aí, pessoas como eu e você cheias de qualidades, defeitos, medos, ansiedades e alegrias.

Becky Chambers tem a ciência correndo na família filhas de pai engenheiro espacial e mãe especialista em astrobiologia e neta de um dos participantes do projeto Apolo 11, a parte cientifica também não deixa nada a desejar.

Livro: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autor: Becky Chambers
Edição: Darkside
345 páginas

Um livro mais do que recomendado a todos tanto para os amantes de sci-fi quando para aqueles que gostam de uma história bem contada que nos leva a refletir. Acredito também que esse é um bom livro de entrada para quem quer começar a ler ficção cientifica. E eu já falei que é um "road-trip" em uma nave?

E nem vou falar dessa edição linda, com todos esse glitter na capa simulante as estrelas.  Tão maravilhoso que até meu papel de parede do celular é desse livro.

Ele faz parte de uma serie, mas os livros são independentes entre si, então essa história encerra nesse livro e o segundo livro já foi anunciado pela Darkside e vai contar a história da Salvia e da Lovelace e estou empolgada para lê-lo.

E vocês já leram esse livro? O que acharam?
Até a próxima,

Dani Moraes

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Para Sir Phillip, com Amor

Os Bridgertons - Volume 5
 Julia Quinn

"Não, ela não precisava de ninguém perfeito. Só precisava de alguém perfeito para ela." (quem não?)


 
 

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Pensei seriamente em não fazer post sobre esse livro, uma vez que, estou com tantos posts por escrever, mas eu venho falando sobre todos os livros dessa serie aqui no blog e esse não poderia ser diferente. Além disso, Julia Quinn tem sido um respiro muito delicioso na minha vida, sempre quando preciso daquela aliviada ela nunca falha comigo e esse livro especifico foi lido no meu primeiro dia de férias e perfeito para começar a descansar a cabeça e desligar do mundo coorporativo.
 
Não sabe que serie é essa que estou falando são: Os Bridgertons, uma família de 8 irmãos com nomes de A a H, que vivem na Londres do século XVIII, muito respeitados e até mesmo cobiçados como bons partidos para casamentos, conduzidos pela matriarca da família são muito amorosos e protetores estão sempre um se metendo na vida dos outros, mas sempre com amor e buscando o melhor para eles. Aqui no blog já falei dos quatro primeiros livros: Duque e euO visconde que me amava, Um perfeito cavalheiro e Os segredos de Colin Bridgerton.
 
Eloisa é uma moça independente que já tinha aceitado o fato que seria uma solteirona, afinal ela dispensou todos os pedidos de casamento que recebeu, uma vez que, ela queria encontrar o que parece que sua família esta destinada a ter, o amor verdadeiro e não apenas uma casamento convencional, então, sua melhor amiga Penélope, aquela que ela acredita que seria sua companheira na solteirice se casa e ela se vê bastante perdida, e assim aceita um convite ousado, ela parte para a casa de Sir Phillip, o marido viúvo de uma prima distante com o qual ela vem se correspondendo. Mas quando os dois se encontram eles percebem que a realidade pode ser bem diferente do que é dito através de cartas.
 
Sir Phillip é muito mais bonito e rustico do que ela esperava, além de não mostrar muito a espiritualidade que ela via em suas cartas, ele é bastante reservado e calado, enquanto ela não consegue ficar quieta ou se calar. Ele esperava ver uma solteirona não atraente e desesperada para se casar, e no seu lugar encontra uma moça atraente, decidida e independente nem um pouco pronta a se calar e obedecer.
 
É o primeiro livro em que a autora aborda um segundo casamento, e além, dos filhos com os quais Phillip claramente não sabe lidar, o primeiro casamento também deixou marcas e traumas com a depressão da primeira esposa que deixou a casa e a vida escuras e tristes. Além disso, o personagem precisa lidar com o abuso e violência que sofreu do próprio pai e o medo de perpetuar esse comportamento com os filhos.
 
Eloise precisa aprender a lidar com toda essa bagagem que Sir Phillip traz, ela que vem de uma família amorosa e presente precisa entender o que é carregar todo esse sofrimento, não que ela não saiba o que é perda, ela foi a única dos irmãos que estava junto quando o pai faleceu, mas é diferente, ela precisa de alguma forma demonstrar a esse homem que afastar e isolar não é a melhor forma de proteger.

Além disso tudo, os dois veem no casamento coisas diferentes, ele quer uma esposa e principalmente uma madrasta para os filhos, ele quer alguém para cuidar das coisas com as quais ele não quer se preocupar como a casa e até mesmo a educação dos filhos, ele é prático e racional. E ela, ela quer o que seus irmãos tem ela quer paixão, arrebatamento, amor, ela quer alguém que a faça tremer e queira passar o resto da vida do lado dela. Essa diferença de objetivos é só mais uma coisa com a qual eles tem que lidar.
 
É bem bonito a forma que eles vão construindo e descobrindo esse sentimento mútuo e o finalzinho do livro a forma que ele demonstra o seu amor é de novo para deixar a gente com quentinho no coração e sorrisinho bobo no rosto. Essa Julia sabe o que faz essa danada!
 
Livro: Para Sir Phillip, com Amor
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
276 páginas
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Todo Dia

David Levithan
"Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho. Ele depende de nós para conquistar em seu nome."
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
Olá Pessoal, tudo bem?
Vamos conversar sobre mais um livro que foi adaptado para o cinema e que tem sua estreia no Brasil prevista para Junho. Dessa vez, temos uma história de YA contemporâneo e escrita por um dos maiores nomes no gênero, mas esse é o primeiro livro do autor que eu leio, meu único contato anterior com o autor foi na coletânea: O presente do meu grande amor. Foi o segundo livro finalizado da minha meta de leitura.
E o enredo é bastante diferente, uma vez que, conta a história de A, um ser que não possui corpo próprio, todos os dias acorda em um corpo diferente e permanece no mesmo por 24 horas, ele (vou usar masculino porque não temos um pronome neutro, porque A não tem um gênero definido) não tem nenhum controle sobre essa situação, ele não consegue escolher que corpo ocupara e muito menos consegue ficar nesse corpo mais do que um dia. A única constante é que ele sempre ocupa um corpo que tenha a mesma idade que ele e aparentemente em um raio de distancia definido. Mas ele ocupa corpos de homens, mulheres, brancos, negros, ricos, pobres, deficientes, saudáveis ou doentes, ou seja, não há distinção de gênero, psicológico, racial ou social.
“Não vou de 16 anos para 60. Nesse momento, é apenas 16. Não sei como isso funciona, nem o porquê. Parei de tentar entender há muito tempo. Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe”
Desde que, ele se lembre sempre foi assim, A sempre migrou de um corpo a outro e foi difícil para ele entender que era diferente, mas hoje já acostumado a essa condição ele criou algumas regras para a sua vida errante. Ele tenta não influenciar a vida da pessoa nesse dia que ocupa seu corpo, faz suas tarefas e cumpre as rotinas normalmente sem grandes mudanças e principalmente, não se permite envolver por ninguém.
No entanto, tudo muda quando A acorda no corpo de Justin, um garoto não muito legal, aquele tipo de pessoa que se acha melhor do que é, mas ele sabe que não pode transformar o caráter de uma pessoa ocupando seu corpo por um dia, mas então, ele conhece Rhiannon a namorada de Justin, uma garota insegura que parece fazer tudo por ele, inteligente e interessante que não é tratada da forma correta por Justin. A sente uma conexão muito grande por ela e por isso, acaba quebrando suas regras, interferindo e se envolvendo. Depois de deixar o corpo de Justin, a única coisa que A consegue pensar é encontrar Rhiannon e encontrar uma forma de fazer o amor entre eles funcionar.
Então passamos a acompanhar A ocupando diferentes corpos e mesmo assim, buscando por Rhiannon. A sacada do autor aqui é muito interessante, porque conseguimos entrar em contato com diferentes pessoas com seus problemas e inseguranças e vamos aprendendo sobre essas personagens junto com A, vivendo o dia-a-dia deles suas dificuldades, medos e anseios. Vivemos junto com A  os sofrimentos e a vida dos corpos que ele habita, anseio pelas drogas, vontade de acabar com a própria vida, ou coisas melhores como o amor pela família/namorado (a).
A história discute muito a questão de gênero, uma vez que, A não possuindo um gênero definido não consegue realmente entender o porque o gênero do corpo que ele ocupa importa para Rhiannon. Outro momento, é quando ele ocupa um corpo obeso e fica visível a gordofobia de praticamente todos os personagens, incluindo o próprio A e fica mais claro ainda quando Rhiannon diz que não consegue enxergar A naquele corpo.
“Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.”
Durante o livro é gerada uma tensão quando A se descuida e acaba deixando vestígios de sua passagem, mas é dessa forma que ele talvez possa ter acesso a algum tipo de informação sobre sua condição.  Aliás, não temos muitas respostas no livro, sabemos tudo o que o próprio A sabe.
A criatividade no enredo é inegável e a história de amor consegue convencer, portanto, se você esta em busca de YA não convencional esse é uma boa pedida. Estou me surpreendendo cada vez mais com esse gênero e pretendo conhecer mais coisas dele.
Existe um outro livro do autor chamado Outro dia que mostra a história da visão de Rhiannon, costumo achar esse tipo de premissa um pouco apelativa para vender livros baseado em um sucesso anterior, mas ele tem uma boa nota no skoob e boas resenhas, então fiquei curiosa.
Livro: Todo dia
Autor: David Levithan
Editora: Record
280 páginas
E vocês já leram esse livro? Estão animados para a adaptação?
Por hoje é isso,
Até a próxima,

Dani Moraes

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Triologia Irmãos McCabe

Maya Banks
 
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre uma serie que eu li recentemente, ultimamente não tenho sido uma boa leitora de series ou nem começo ou demoro muito para finalizar, mas nesse caso li os três livros seguidos, coisa que não acontecia desde Os jogos vorazes.
 
A série em questão é a triologia dos Irmãos McCabe da autora americana Maya Banks, uma autora conhecida por seus romances eróticos. Há uns dois anos eu descobri os chamados romances de época, que são romances escritos na atualidade, porém que se passam no passado o principal plot é o romance que pode ser um pouco picante, de tempos em tempos leio um deles, porque me ajudam a descansar a mente. Ano passado, comprei alguns e-books desse gênero durante a blackfriday, incluindo os livros em questão. No entanto, os livros que li até então se passavam na Inglaterra vitoriana com suas mocinhas casadoiras, seus nobres e bailes que é o cenário preferido desse tipo de literatura, no entanto, essa triologia é ambientada nas Highlanders escocesas, os livros não indicam data, mas pela descrição dos clãs e das batalhas imagino que seja do inicio da idade moderna, entre o século XV e XVI.
 
Para mim, o diferencial desses livros é que apesar de serem bastante focados no romance, tem um pano de fundo envolvendo disputa por terras, batalhas e vingança, o que traz um diferencial interessante. Outra coisa importante é que quando comparados aos livros da Serie Os Bridgertons eles tem muito mais cenas sensuais, inclusive achei um pouco mais forte. Outro ponto que o diferencia das outras series de romance de época que eu conheço é que os livros não são independentes, a história de fundo tem uma continuidade, portanto, devem ser lidos em ordem.
 
A serie é focada nos Irmãos McCabe, um clã escocês, que sofreu uma tragédia a 8 anos quando depois da traição da mulher que Caelen amava, o clã foi invadido pelos homens de Duncan Cameron, que praticamente o destruíram o clã, além de assassinar o Laird (líder do clã) e pai dos irmãos e a esposa de Ewan, o mais velho dos irmãos. Portanto, durante toda a triologia há essa tensão de uma possível guerra entre os McCabe e Cameron.
 
 
Atraída por um Highlander: Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. 
 
Esse é o livro em que somos apresentados a essa família e passamos a entender o que esse sentimento de clã e pertencimento. Ewan é o laird dos McCabe e se sacrifica muito para que o clã possa ter força e respeitabilidade.
 
Mairin é a filha ilegítima do rei, mas que tem uma herança muito cobiçada e por isso, tornou-se alvo de muitas pessoas interesseiras e por isso, ela viveu a maior parte de sua vida escondida, até que ela é levada a força do convento onde estava escondida pelos homens de Cameron, mas a vida dela é totalmente transformada quando ela decide proteger um garotinho, o filho de Ewan McCabe, que foi pego pelos homens de Cameron.
 
O casal começa se estranhando bastante, mas é tangível a atração entre eles. Mairin é uma personagem muito forte, ela tem um senso de sobrevivência e principalmente de proteção para com os seus, além de, falar o que vem na cabeça dela, não são poucas às vezes, que ela pensa algo e quando vê esta falando. Gosto muito dela. Ewan já é um personagem mais parecido com os outros personagens masculinos desse tipo de livro, protetor, mandão, acostumado a controlar tudo, mas é muito bonita a relação dele com a família.
 
Nesse livro tem umas tramas politicas e intrigas que acaba trazendo um diferencial.
 
Livro: Atraída por um highlander
Autora: Maya Banks
Editora: Universo dos livros
336 páginas
 
 
 
Seduzida por um Highlander: um guerreiro indomável das Terras Altas é pego entre a lealdade e o amor proibido. Bravamente leal ao irmão mais velho, Alaric McCabe lidera o clã na luta por seus direitos e agora está pronto para se casar por dever. Porém, na viagem para pedir a mão de Rionna McDonald, filha do laird vizinho, uma emboscada é armada e Alaric é deixado para morrer. Milagrosamente, sua vida é salva pelo toque suave de um anjo das Terras Altas, uma beldade corajosa que colocará à prova a lealdade dele ao clã, a própria honra e os desejos mais profundos. 
 
Alaric é o irmão do meio e apesar de sonhar viver um amor parecido com o do irmão, decide se sacrificar e casar com a herdeira do clã McDonald para formar uma parceria e fortalecer o clã, porém ele cai em uma emboscada é ferido e acaba na porta de Keeley, uma jovem forte, mas que perdeu tudo e a todos que amava e vive uma cabana solitária.
 
Todos os livros são focados no romance, mas esse é o mais focado de todos, há menos tramas secundárias, apesar das que existem serem muito importantes. E também achei que esse livro tem as cenas de sexo mais fortes. O casal tem bastante química, novamente temos uma personagem feminina forte, protetora e pronta a fazer sacrifícios por aqueles que ama. Alaric é o mais leve dos irmãos, mais engraçado, sem grandes arrependimentos ou culpa.
 
Livro: Seduzida por um highlander
Autora: Maya Banks
Editora: Universo dos livros
384 páginas
 
 
Apaixonada por um Highlander: A trilogia Irmãos McCabe se encerra com uma história de laços fortes e de amor verdadeiro. O irmão mais novo da família McCabe usa a espada e a sedução para salvar o clã… e selar seu coração. Por conta do coração jovem e negligente de Caelen McCabe, seu clã quase foi destruído. Agora, priorizando a lealdade à família, ele se compromete a se casar e assim, salvar a aliança instável entre dois clãs.  Caelen não confia em nenhuma mulher, principalmente naquela doce tentação que o atormenta com um desejo ardente.
 
Esse é o casal mais disfuncional com certeza, um homem atormentado por se sentir culpado pela tragédia ocorrida no clã e uma mulher que prefere ser uma guerreira, se vestir e comportar como um homem. E eles vão precisar encontrar uma forma de conviver apesar das diferenças.
 
Nesse livro, a tensão em torno de uma possível batalha entre os clãs esta tangível e ainda sim, os protagonistas vivem uma batalha domestica, Caelen tentando transformar Rionna em uma esposa modelo, enquanto ela continua a sonhar em ser uma princesa guerreira, apesar de, já ter parado de resistir aos encantos de seu marido guerreiro.

Gosto muito desse casal e mais ainda dos personagens separados. Ela uma moça forte e decidida a não se curvar por nada nem ninguém e ele um turrão, que se faz de duro e insensível como forma de proteger o coração que já foi mortalmente ferido.
 
Livro: Apaixonada por um highlander
Autora: Maya Banks
Editora: Universo dos livros
304 páginas
 
 A serie como um todo é um excelente entretenimento, além do romance em si tem o diferencial de envolver batalhas e um pouco de intriga política. É uma ótima opção para quem quer um romancezinho, mas quer uma ambientação diferente.
 
Vocês já conheciam a serie?
 
Me recomendam algum outro título nesse estilo?
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Sci-fi escrito por mulher: Bloodchild


Octavia E. Butler
 
 

Anos atrás, um grupo de terráqueos deixou a Terra em busca de uma vida livre de perseguição. Agora eles vivem ao lado do Tlic, uma raça alienígena que enfrenta a extinção; sua única chance de sobrevivência é plantar suas larvas dentro dos corpos dos humanos. Quando Gan, um jovem menino, é escolhido como transportador de ovos de Tlic, ele enfrenta um dilema impossível: ele pode realmente ajudar a espécie com a qual ele cresceu, mesmo que isso signifique sacrificar sua própria vida?

Olá Pessoal, tudo bem?
 
Não posso dizer que participo do movimento Leia Mulheres, mas comecei a me atentar mais as minhas leituras e mulheres ainda são minoria. Quando olhamos em alguns gêneros específicos as diferenças ficam ainda mais gritantes, na Ficção Cientifica, por exemplo, nunca havia lido nada escrito por mulheres, então comecei a resolver isso lendo esse conto premiado.
 
Octavia E. Butler foi uma escritora afro-americana que escreveu ficção cientifica feminista e ficou conhecida por inserir questões de racismo e preconceito em suas obras. Recentemente ela teve uma de suas obras publicadas no Brasil, o romance Kindred que vem dando o que falar no meio literário, então decidi conhecer a autora através desse conto, ganhador dos prêmios: Hugo, Nebula e Locus e que tem a versão em inglês disponível de graça na Amazon e foi primeiramente publicado na revista Isaac Asimov's Science Fiction Magazine em 1984.
 
No conto os terráqueos deixaram a Terra e vivem em um outro planeta ao lado de uma outra raça, chamada, Tlic, esses seres seriam bastante diferentes dos homens com tentáculos com ferrões, um corpo mole e para se reproduzir eles precisam dos homens para "incubar" as suas larvas. Terráqueos e Tlics vivem nessa espécie simbiose e servidão.

Algumas fan-arts representando os Tlics
Gan cresceu sabendo que um dia incubaria as larvas de T'Gatoi, uma politica importante no seu planeta, que sempre teve uma relação muito próxima com a família, mas quando o momento se aproxima ele começa a questionar esse destino, mas será que ele realmente tem uma escolha? Se há, quais seriam os motivos para escolhe-la?

O conto subverte muitos conceitos arraigados a sociedade: "é o garoto que engravida; na espécie Tlic são as mulheres que se envolvem em política. são os alienígenas com aparência animal que utilizam os humanos, por causa das suas funcionalidades, deslocando assim o foco do Homem (branco, heterossexual, ocidental etc.) e apostando na diferença, no encontro com o Outro como produtor de novas realidades, novas formas de estar no mundo" (Calent C, 2015 - Litcult).

O conto é muito mais do que uma história onde uma espécie explora a outra é uma história sobre relações, sentimentos e tudo que faz de nós humanos.

Para aqueles que leram eu recomendo um artigo da Revista Litcult que faz uma analise bastante interessante do conto.

Para aqueles que leem em inglês recomendo bastante a leitura!

Até a próxima,

Dani Moraes

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Conan o bárbaro

Robert E. Howard



O Pipoca & Nanquim tem o orgulho de apresentar a volta de uma das maiores sagas épicas de toda a história da literatura. Conan, o Bárbaro, é a obra máxima do escritor Robert E. Howard, um dos mais celebrados novelistas de sua geração, criador do gênero Espada & Feitiçaria, e principal inspiração para autores de renome indiscutível, como J. R. Tolkien, George Martin e Michael Moorcock. Dividida em três volumes, a saga apresentará na íntegra todas as aventuras de Conan seguindo a ordem em que foram publicadas originalmente na emblemática revista Weird Tales, terá acabamento de luxo com sobrecapa de acetato, ilustrações de artistas como Mark Schultz e Gary Gianni, diversos extras e, pela primeira vez no Brasil, as capas originais de Frank Frazetta.


Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje eu gostaria de conversar com vocês um pouco sobre um livro que me surpreendeu muito positivamente: Conan o bárbaro. Para ser sincera, nunca me interessei muito por bárbaros, mas o primeiro lançamento da Editora Pipoca & Nanquim foi Espadas e Bruxas de Esteban Maroto, que eu achei apenas interessante, mas não amei. Então, a mesma editora lançou seu primeiro livro: Conan, que eu nem sabia que tinha surgido primeiro na literatura.

Robert E. Howard foi um escritor americano que viveu entre 1906 - 1936, publicando suas histórias em revistas pulp é considerado o pai da Espada & Feitiçaria, um subgênero da Fantasia. "O subgênero Espada & Feitiçaria é caracterizado pela presença de um herói (um guerreiro, um rei, um escravo, um gladiador...), que se envolve numa jornada/busca/batalha (seja em mundos ficcionais ou em uma versão da nossa própria realidade), em histórias repletas de ação, aventura, terror, e temperadas com elementos místicos" (Guia definitivo da Espada & Feitiçaria).



As histórias originais de Conan eram uma serie de contos, primeiramente publicados na revista Weird Tales, uma das publicações pulp, que eram revistas feitas com papel barato, fabricado a partir de polpa de celulose. Os pulps substituem publicações anteriores como penny dreadfuls, folhetins e dime novels. As pulp fictions eram um tipo de entretenimento rápido, sem grandes pretensões artísticas. Pode-se dizer que ocupavam o lugar das séries de televisão atuais. Embora muitos escritores respeitados escreveram para pulps, as revistas foram mais conhecido por suas histórias sensacionalistas e capas apelativas (Fonte: Wikipédia).

Esse é o primeiro de uma triologia onde serão reunidos todos os contos do bárbaro em ordem de publicação, ou seja, completamente fora da ordem cronológica nesse livro vemos o personagem como rei, ladrão, mercenário e até pirata, pode parecer confuso, mas por incrível que pareça faz sentido.



As histórias são ambientadas na era Hiboriana, que esta ambientada no nosso mundo, mas em eras antigas, logo após o grande cataclisma, representado principalmente pelo desaparecimento de Atlântida. Nesse contexto, surge diversos reinos e povos na região que seria a Europa hoje. Muitos desses reinos são considerados civilizados com seus monarcas e cidades, mas um deles Ciméria, é terra de um povo selvagem e bárbaro e é desse país que vem Conan, o maior entre os homens, forte, inteligente e perspicaz. Além dos muito conflitos enfrentados entre os reinos por causa da cobiça dos homens, ainda há muitos perigos sobrenaturais assombrando a Aquilônia com feiticeiros, monstros e deuses antigos.



O livro esta repleto de aventuras, descrições de cenas de lutas incríveis e a escrita é maravilhosa, vibrante, as imagens criadas são muito vividas e é impossível não se sentir envolvido por todo o contexto. Se espremer o livro sai sangue, mas a leitura é muito mais interessante e envolvente do que eu poderia imaginar em um primeiro momento.

"Ele sentou-se numa pedra ao lado da moça, com espada descansando sobre os joelhos. Com a luz do fogo refletindo no aço azulado de sua armadura, ele parecia uma imagem inteiramente de aço - um poder dinâmico que, por ora, repousava; não descansando, mas imóvel, aguardando um sinal para entrar em ação."
 
O livro é composto por seis contos, além dos extras, um poema sobre a Cimeria, os anais da Era Hiporiana (uma espécie de história do lugar onde se passa a história) e um conto publicado postumamente. Não vou fazer sinopse dos contos, mas meus preferidos foram: A fênix na espada, A cidadela Escarlate e O colosso Negro.
 

A edição esta primorosa na capa uma ilustração primorosa de Frank Frazetta, que foi o ilustrador que criou as bases do Conan e de toda Espada & Feitiçaria, na parte interna há ilustrações a cada capítulo dos contos e algumas ilustrações de página inteira.

 
Título: Conan - O bárbaro
Autor: Robert E. Howard
Editora: Pipoca & Nanquim
303 páginas
 
 
Para quem comprou o livro em pré-venda recebeu um e-book gratuito com um guia bastante completo da Espada & Feitiçaria com os principais nomes da literatura, quadrinhos e os principais filmes de gênero, englobando não somente os EUA, mas também o Brasil e a Europa. Bastante interessante como uma obra de consulta, além de, ser uma boa fonte para descobrir novas obras do gênero.
 
Título: O guia definitivo da Espada & Feitiçaria
Autor: Alexandre Calari, Bruno Zago e Daniel Lopes
Editora: Pipoca & Nanquim
234 páginas
 
Por hoje é isso,
 
E vocês gostam desse subgênero da fantasia? Recomendo muito esse livro para quem esta procurando uma boa leitura de ação e aventura.
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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Especial de Natal #10: Cartas do Papai Noel

J.R.R.Tolkien


Todo mês de dezembro, um envelope com um selo do Polo Norte chegava para os filhos de J. R. R. Tolkien. Dentro dele, uma carta escrita à mão com letra trêmula e estranha e um lindo desenho colorido. Isso tudo era do Papai Noel, narrando histórias incríveis sobre a vida no Polo Norte: Como todas as renas se soltaram e espalharam presentes para todo lado; Como o Urso-Polar, que tem tendência a sofrer acidentes, escalou o mastro do Polo Norte e acabou caindo pelo telhado da casa do Papai Noel bem na sala de jantar; Como ele dividiu a lua em quatro pedaços e fez o Homem da Lua cair no quintal do Papai Noel; As batalhas travadas com as hordas de trasgos que viviam nas cavernas embaixo da casa... Desde a primeira carta para o filho mais velho, em 1920, até a última para a caçula, em 1943, este livro reúne todas as cartas e desenhos que Tolkien fez para os filhos.

Olá Pessoal, tudo bem?

E hoje para finalizar nosso Especial de Natal eu trago um livro muito, muito especial e lindo, escrito por um dos meus escritores favoritos, sem a menor intenção de publicar ou mesmo sem imaginar que algum dia ele seria editado como livro. Cartas do Papai Noel é uma reunião de cartas escritas por Tolkien para seus filhos como se fosse o Papai-Noel em resposta as cartas enviadas pelas crianças.


As cartas iniciam em 1920 com o filho mais velho John e vão até 1943 com a ultima carta endereçada a caçula Priscila. Ao longo do tempo enquanto as crianças cresciam e deixavam de escrever para o bom velhinho as cartas vinham endereçadas aos mais novos, porém sempre citando os mais velhos  enviando abraços e lembranças.


As primeiras cartas eram simples, bilhetes de resposta que deveriam acompanhar os presentes, mas ao longo dos anos Tolkien foi criando uma mitologia em torno do Bom Velhinho, como o sempre presente Urso Polar, o principal ajudante do Papai Noel, um tanto atrapalhado, chegou a derrubar o mastro do Polo Norte sobre o telhado da casa, obrigando a transferência de todos os presentes para uma nova casa.  Temos também uma aventura enfrentando os terríveis tragos que querem roubar todos os presentes e muitas e muitas outras histórias.



Além de toda criatividade e capricho na composição dos enredos das histórias ele ainda tinha um carinho especial na forma de compor as cartas. Ele utilizava uma letra diferente e toda tremida (afinal, Noel já é bastante idoso e além de tudo vive no Polo Norte). Em alguns momentos outros personagens intervém nas cartas e a letra muda.

Letra do Papai Noel


Papai Noel e no final a carta é finalizada pelo secretário élfico.

Letra do Urso Polar
Muitas cartas vinham acompanhadas de ilustrações feitas pelo próprio autor.




Mas para o final do livro as cartas fazem menção a Segunda Guerra que estava em curso e complicando a situação de todas as famílias na Europa, vemos que o Tolkien tenta manter a magia, mas é impossível não se afetar pelo que estava acontecendo na Europa, além disso, Priscila já estava crescendo e poderia entender a situação.

O livro todo é uma fofura, principalmente quando você pensa no carinho e dedicação desse pai para tornar o natal dos filhos mágico. E é impossível não se sentir inspirado para tornar o Natal de alguém especial também.

Acho que finalizamos muito bem esse Especial, espero que todos tenham aproveitado e sentindo um pouco mais desse Espirito Natalino. Um feliz e abençoado Natal a todos!!!


Título: Cartas do Papai Noel
Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: wmfmartinsfontes
168 páginas

Por hoje é isso...

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Dani Moraes

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Especial de Natal #8: Suave Milagre

Eça de Queiroz

"A sua fama andava por sobre toda a Judéia, com o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia."

 
 
 
Nesse tempo Jesus ainda se não afastara da Galileia e das doces, luminosas margens do Lago de Tiberíades: - mas a nova dos seus milagres penetrara já até Enganin, cidade rica, de muralhas fortes, entre olivais e vinhedos, no país de Issacar. Ora, entre Enganim e Cesaréia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel.
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
Vamos continuar nosso especial de Natal e hoje vamos ter mini-comentário de conto e dessa vez do autor clássico português Eça de Queiroz. José Maria de Eça de Queiroz (1845 - 1900) foi um dos mais importantes escritores portugueses da história. Foi autor de romances de reconhecida importância, de Os Maias, O Crime do Padre Amaro, O primo Basílio e outros; o primeiro é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

O conto se passa na época em que Jesus ainda caminhava sobre a Terra e sua fama se espalhava por toda a Galileia, o novo Rabi que cura doentes, multiplica os pães e ressuscita os mortos. E todos os que sofrem procuram pela ajuda dele, inclusive Oben, um senhor de terras muito rico, mas que esta passando por dificuldades com suas colheitas e animais, Setipmus, o grande e bravo general romano que esta com a filha doente e a uma pobre viúva e seu filho fraco e entrevadinho. Mas quem entre esses encontrará o que procura?

"Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes."

O conto é profundamente influenciado pela filosofia cristã e baseado nos evangelhos reforçando a moral cristã. O conto é curto, por isso, não posso falar muita coisa. Achei interessante, porém, não é imperdível.
 
Título: O suave milagre
Autor: Eça de Queiroz
Editora: Atlantico press
11 páginas

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Dani Moraes

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Especial de Natal #6: Conto: O presente dos magos

O. Henry
 
"O que nos induz à reflexão moral de que a vida é feita de soluções, fungadelas e sorrisos, com a predominância das fungadelas."
 


Olá Pessoal, tudo bem?

Continuando nosso Especial de Natal vamos ter mini-comentário do Conto: O presente dos magos do autor americano O. Henry, que foi um dos maiores contistas do século XIX e muito popular criando um personagem que ficou muito famoso estrelando diversos filmes, series de rádio e até uma serie de TV nos anos 50, chamado Cisco Kid.

O. Henry era o pseudônimo de William Sydney Porter, uma curiosidade é que ele foi farmacêutico (eu sou farmacêutica) até que se mudou para o Texas começou a trabalhar em um banco e escrever, no entanto, ele foi acusado de desfalcar o banco e fugiu para Honduras, retornando três anos depois quando a esposa estava em estado terminal, julgado, cumpriu pena de 4 anos depois foi para Nova Iorque, onde passou a escrever sobre o pseudônimo e passou a vida recluso, apesar de sua grande popularidade por medo de ser reconhecido como William Porter e ter seu período de reclusão divulgado. O autor era muito prolifero e teve sua obra bastante popularizada no período, mas confesso que, eu não conhecia nem o autor e muito menos a obra. Peguei a indicação desse conto em uma lista de leituras com temas natalinos na internet.

Nesse conto vamos acompanhar um jovem casal que vivendo na Nova Iorque do inicio do século XX estão em uma situação financeira bastante precária, eles precisam se virar com U$ 20,00 por semana. Della faz o possível e o impossível para economizar, negocia com feirantes, padeiros e leiteiros, mas apesar de todo o seu esforço ela só consegue U$ 1,87 e ela queria muito comprar um presente especial para o seu querido Jim. O casal tem dois orgulhos na vida Della se orgulha de seus lindos e longos cabelos e Jim do relógio de ouro que herdou do avó. Mas Della esta disposta a abrir mão do que mais se orgulha para fazer feliz o seu marido.

"Oito dólares por semana ou um milhão por ano - qual é a diferença? Um matemático ou um sábio nos daria uma resposta errada. Os magos trouxeram presentes valiosos, mas este não estava entre eles."

Quem nunca se sentiu assim? Quem nunca quis encontrar aquele presente perfeito para expressar todo o amor e carinho que sente por alguém? E como é incrível quando a pessoa te conhece tão perfeitamente que consegue tornar esse sentimento em algo físico e palpável. É sobre tudo isso que se trata o livro.

É uma historinha muito curta, então não posso falar muita coisa, apenas que é de uma singeleza, e apesar de certo desencontro gerado durante o livro e as ações dos personagens é muito bonito notar as intenções e a abnegação em favor do outro.

A escrita do autor é fluida, direta e bastante tranquila de se ler. Leitura mais que recomendada.

Esse livrinho esta disponível em e-book na Amazon (esta disponível no kindleunlimeted) e tem além do conto O presente dos magos o conto a última folha que ainda não li. Há também uma edição ilustrada da Cosac Naify que parece ser lindíssima.

Título: O presente dos magos
Autor: O. Henry
Editora: Triumviratus

Por hoje é isso...

Até a próxima,

Dani Moraes

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